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Potenciais candidaturas murcham sem a lama asfáltica de Giroto

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14/07/2015 – 12h27

Espremendo o texto de Willams Araujo em sua conjuntura online de hoje a respeito das mudanças que a lama asfáltica jogada no ventilador da política estadual pode provocar na sucessão municipal do ano que vem, a única informação relevante – e pra lá de preocupante – é da possível substituição do ex-deputado Edson Giroto pela deputada Grazielle Machado como nome do PR na disputa da prefeitura de Campo Grande. Dos colunistas políticos o mais enfronhado no poder, Araújo aventa também possibilidade, pelo óbvio da coisa, dos respingos de toda essa caca no “fenômeno” Marquinhos Trad, mas não arrisca um palpite quanto aos reflexos dos estragos que poderão ser provocados ao nome que vier a ser apoiado pelo governo do Estado.

Com as chaves do tesouro estadual nas mãos, mais que natural que os os tucanos não deixem de sonhar com as principais prefeituras do Estado. Mas, a esta altura dos acontecimentos, já deve ter muita gente na governadoria colocando as barbas de molho. Além da apatia crônica que parece ser a marca do governo Azambuja, o medo de caírem nos buracos provocados pela lama asfáltica, numa das traiçoeiras curvas do Parque dos Poderes, já provoca uma corrida de assessores às farmácias em busca de ansiolíticos. Neste caso, vendo a coisa pela ótica de outro analista político, mas limitada ao in box do Facebook, porque, depois de tanto atazanar a vida do antecessor, o atual governador é consciente de que os rumos das investigações apontam para si e para nichos de seu governo. Inclusive, com ligações empresariais semelhantes as que estão sendo apuradas na Lava Jato. Até porque não foi diferente o esquemão de sustentação de Azambuja, que mesmo assim saiu da campanha devendo até as ceroulas a André Puccinelli e, por mais incrível que possa parecer, a Nelsinho Trad.

Com isso, entre os candidatos “oficiais” o nome da simpática professora, secretária de estado e vice-governadora Rose de Freitas é um dos primeiros a ser riscado do mapa sucessório. Antes dela, o de André Puccinelli, até então tido como imbatível caso resolvesse deixar os netos com a babá. No caso do caçula dos Trad, restando saber até que ponto chafurdou-se neste mar de lama asfáltica, se recebeu ou não alguma quirera para se eleger nos tempos em que o irmão mais velho era prefeito da capital. Da mesma forma a ex-cunhada, Antonieta Amorim, também sempre lembrada para receber as bênçãos de Puccinelli como candidata a prefeita. Suplente de Valdemir Moka no senado e agora deputada, pela lógica dos retornos, duplamente enrolada – por sua condição de ex-mulher de Nelsinho Trad e de irmã do empreiteiro-mor, João Amorim.

Quanto à candidatura que nasceria desse imbróglio todo, da deputada Grazielle Machado, talvez Willams Araújo tenha se esquecido de um detalhe importante: o de que ela teria condições de melhor prosperar se Edson Giroto não tivesse sido educadamente convidado a se demitir do Ministério dos Transportes no mesmo dia em que estourou o mais novo escândalo de corrupção do Mato Grosso do Sul. Aliás, não só em relação a ela a coisa é pra lá de preocupante, nesses tempos mensalão e petrolão. Sem a milagrosa lama asfáltica em que Edson Giroto se especializou em preparar para os famosos e intermináveis tapa-buracos das cidades e de algumas rodovias federais que cortam o Estado não há candidatura que resista.

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Giroto e Londres, caciques do PR no MS

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