Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O senador Nelsinho Trad (PSD/MS) foi eleito neste domingo, por unanimidade, para a líderança da bancada de seu partido. O grupo de onze senadores apoia a candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à presidência do Senado Federal, o que impede o novo líder de apoiar, na eleição desta segunda-feira, a colega de bancada do MS, Simone Tebet, que disputa pelo MDB. Nelsinho Trad é o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.
30/01/2021 - 22h16Cacique emedebista fez duras críticas aos dirigente do MDB que, segundo ele, "deixou de ser partido para virar um bando"Os senadores Renan...
Um dia após dizer que não fará uma ampla restruturação do seu primeiro escalão, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que considera recriar três ministérios, atualmente com status de secretarias: Cultura, Esportes e Pesca. Lideranças do Centrão, que negociam cargos em troca do apoio ao governo, afirmam que as mudanças serão pontuais, mas que as promessas feitas pelo Palácio do Planalto serão cobradas.
O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, determinou a colocação imediata de tornozeleira eletrônica no deputado estadual Jamilson Name (sem partido), acusado de ser um dos líderes da organização criminosa. Em despacho publicado às 18h desta sexta-feira (29), o magistrado só condiciona o recolhimento domiciliar noturno à autorização da Assembleia Legislativa.
A interferência do presidente Jair Bolsonaro nas eleições às Presidências da Câmara e do Senado está prestes a se mostrar bem-sucedida. Os candidatos apoiados pelo chefe do Executivo, o deputado Arthur Lira (PP-AL) e o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), são os favoritos, disparados, no pleito que ocorrerá na próxima segunda-feira.
Os trabalhos devem começar quentes semana que vem no Palácio Jaguaribe. Tudo por conta da instalação da tão temida e já tardia CPI da Saúde. Mesmo diante dos números estarrecedores encontrados por Alan Guedes, um dos nomes cogitados para a presidência é o da vereadora Liandra Brambilla, da entourage da ex-prefeita Délia Razuk. Afinal, ela foi eleita porque era a “Liandra da Saúde!”. Pelo óbvio da coisa, o mínimo que seus pares devem exigir é a suspeição da dita cuja.
Ao sugerir que a reforma ministerial que o governo vai realizar nos próximos dias deve envolver o ministro das Relações Exterior, Ernesto Araújo, o vice-presidente Hamilton Mourão expressou o sentimento dos militares em relação ao chanceler. Mas a opinião está longe de ser unânime no governo.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) pediu, na tarde desta quarta-feira (27), a colocação imediata de tornozeleira eletrônica no deputado estadual Jamilson Name (sem partido). Ele é acusado de ser um dos líderes da suposta organização criminosa ao lado do pai e do irmão, respectivamente, Jamil Name e Jamil Name Filho, presos desde 27 de setembro do ano passado, informa “O Jacaré”. A decisão deve ser tomada por seus colegas deputados.
A cinco dias da eleição, a bancada do MDB cogita desistir do apoio à candidatura de Simone Tebet (MS) ao comando do Senado para costurar um acordo com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), padrinho de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa. A informação é do líder do MDB, Eduardo Braga (AM), que falou com a imprensa após reunião da bancada nesta quarta-feira. Simone reforça que mantém a sua candidatura independente do partido.
Por estranho que pareça, o grito de guerra 'Fora Bolsonaro' é falta de agenda, como era falta de agenda o 'Fora Temer'. O governo do capitão é desastroso no varejo e no atacado. Diante de uma pandemia, todas as suas ideias e iniciativas estavam erradas. Sua 'nova política' aninhou-se no Centrão, o Brasil virou um pária. A tragédia do Amazonas mostrou que o pelotão palaciano gosta de ficar zangado; com João Doria, com a Pfizer, com a China e com quem disser que eles não sabem trabalhar. Mesmo assim, o capitão chegou ao Planalto pela vontade de 57,8 milhões de eleitores, e a Constituição diz que pode ficar lá até o dia 1º de janeiro de 2023.
'Voltemos nossas forças ao retorno ao trabalho, deixemos de viver conduzidos como rebanho para o matadouro daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior melhor, desprezemos, pois o irresponsável, o covarde e picareta da ocasião”. Carlos Contar, ao tomar posse como presidente do TJ/MS. Ao aderir, assim, de forma desavergonhada, ao negacionismo bolsonarista da Covid, Contar só pode estar se oferecendo para uma vaga no STF. É bem o tipo de gente que o presidente gosta.
25/01/2021 - 15h14Após 217 mil mortes, em discurso de posse, Carlos Eduardo Contar criticou a imprensa sobre a cobertura da pandemia: 'esquizofrenia e palhaçada...
Toda a confusão que culminou com a demissão do vice-governador Murilo Zauith da Secretaria de Infraestrutura tem nome e sobrenome: Eduardo Riedel. Não por coincidência um burocrata oriundo da região de Maracaju, reduto político de Reinaldo Azambuja, cuja sucessão é o pano de fundo da guerra de bastidores que vinha sendo travada pelos dois mais fortes secretários do Parque dos Poderes, não por coincidência, também, dois pretensos candidatos ao governo.
Nenhum pio, até agora, de Alan Guedes, a respeito da desconfortável situação em que se meteu com a nomeação do colunista social Alfredo Barbara Neto, do jornal “Diário”-MS, para a sua chefia de gabinete. Das duas uma, ou o prefeito vai aproveitar a situação para colocar uma pá de cal no hebdomadário que vinha mal das pernas ou patrocinará a crônica de um milagre anunciado, com o jornal que sempre sobreviveu à custa de verbas públicas dando uma triunfal volta por cima.
A economista e advogada Elena Landau, ex-diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e uma das responsáveis pelo Plano Real, não tem dúvidas de que o presidente Jair Bolsonaro precisa ser destituído do poder, porque 'ele empurrou o Brasil para o caos, ao cometer uma série de crimes e tornar-se um perigo para a democracia'.
Com uma eleição acirrada, os dois principais candidatos à presidência da Câmara dos Deputados têm adotado método pouco usual para garantir margem segura de vantagem na disputa. Em uma corrida marcada por ameaças de defecções, tanto Arthur Lira (PP-AL) como Baleia Rossi (MDB-SP) têm recebido ligações sigilosas e participado de encontros reservados com deputados filiados a partidos do bloco adversário.
'O deputado Arthur Lira (PP-AL) é nosso candidato a presidir a Câmara e estamos muito confiantes. Por isso, cada prefeito que esteve aqui hoje [sexta] tentou sensibilizar a bancada sobre a importância de tê-lo liderando a Câmara'. Prefeito Alan Guedes, também filiado ao Progressistas, que, mesmo como papagaio de pirata, teve ontem sua primeira aparição em nível nacional, ao prestigiar a visita do candidato bolsonarista à presidência da Câmara Federal ao Mato Grosso do Sul.
O PSL deixou, ontem, o bloco de apoio ao deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato a presidente da Câmara, apoiado por Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual ocupante do cargo, para adensar a candidatura do líder do Centrão, Arthur Lira (AL), o candidato do presidente Jair Bolsonaro. A mudança se deu porque quatro parlamentares trocaram de lado, formando uma nova maioria na bancada, com 19 dos 36 deputados.
Assim como Alan Guedes, o pecuarista Humberto Teixeira, a mais nova vítima da Covid-19 em Dourados, virou prefeito meio que no susto, aproveitando-se de um racha no grupo político de Braz Melo, ao final de seu primeiro mandato, em 1988. Teixeira era deputado estadual juntamente com Valdenir Machado, o pivô da crise, que assistia de camarote. Quando a coisa desandou, ele foi para a tribuna da Assembleia e fez um discurso enfático defendendo a candidatura de Machado, garantindo apoiar o colega, mas, dizendo que se ele não se viabilizasse esperava a retribuição do apoio.
Em uma Washington sitiada, Joe Biden fez seu juramento em frente ao Congresso americano nesta quarta-feira (20) e tomou posse como o 46º presidente dos EUA, colocando fim à era de Donald Trump. O democrata, segundo presidente católico na história do país, jurou sobre a Bíblia, como é tradição nos EUA, diante do presidente da Suprema Corte americana, John Roberts. A cerimônia não contou com a presença de Trump —o republicano não aceitou totalmente sua derrota e se tornou o quarto presidente da história do país a não comparecer à posse do sucessor, o que não acontecia há 152 anos.