Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
14/08/2020 - 17h34Congressistas associam resultado de pesquisa Datafolha a auxílio emergencial do governoAliados e opositores de Jair Bolsonaro associam a alta da popularidade do...
“Reduziu a incontinência verbal, prorrogou o auxílio emergencial e se distanciou dos fanáticos radicais antidemocráticos. Resultado: diminuiu consideravelmente a rejeição e cresceu a aprovação. Oposição sem discurso propositivo consistente também colaborou”. Deputado Fábio Trad (PSD-MS), em sua página no Twitter. Qualquer semelhança com Jair Bolsonaro não é mera coincidência, pelo menos depois da pesquisa do DataFolha em que o presidente aparece bonito na foto.
Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa, quando as duas coisas se encontram nem sempre dá boa coisa. Não tem como não recorrer ao dito popular para tentar entender uma coisa estranha verificada hoje em Dourados, cidade de dez anos pra cá vira e mexe sobressaltada com a roubalheira no serviço público – executivo e legislativo –, não dando mais pra se falar, a partir de agora, nem mesmo no honroso hiato do período de Murilo Zauith, já que as falcatruas hoje denunciadas teriam ocorrido no último ano de seu mandato, sob responsabilidade de sua secretária de Educação Marinise Mizoguchi.
Poderia muito bem ter escolhido aleatoriamente uma das inúmeras fotos que circulam na internet para ilustrar este texto, como, por exemplo, daquela montanha de dinheiro apreendido no apartamento do ex-deputado Gedel Vieira Lima, da Bahia. Afinal, quando o assunto é corrupção, principalmente desvio de recursos da saúde pública, o que não falta são imagens, ainda mais agora, acrescidas com as da dinheirama surrupiada das ações de combate ao coronavirus e que ainda deve levar muita 'gente boa' para a cadeia. Infelizmente esse dinheiro aí foi apreendido num bairro da periferia de Dourados, exatos dez anos atrás, na residência do ex-prefeito Ari Artuzi. Algumas dessas pacoteiras, com certeza, dinheiro desviado da saúde, com o dos mensalinhos que os vereadores do período uragânico recebiam do Hospital Evangélico.
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) disse em depoimento ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), no âmbito da investigação da 'rachadinha', que não se recorda de ter feito pagamento em espécie durante a aquisição de dois apartamentos em Copacabana, em 2012. Os promotores descobriram que, no mesmo dia em que a compra foi registrada em cartório, por R$ 310 mil, o vendedor dos imóveis efetuou ainda um depósito de R$ 638 mil em dinheiro vivo em um banco que fica a uma rua do cartório onde foi lavrada a escritura. Para o MP-RJ, a venda foi registrada abaixo dos valores negociados, e o pagamento em espécie foi feito no momento da escritura e com dinheiro oriundo do esquema das rachadinhas.
A estratégia tucana de buscar um consenso para a sucessão municipal colocou Renato Câmara numa baita saia justa. Da bancada de Reinaldo Azambuja, mas fiel escudeiro e tido como sucessor de André Puccinelli no MDB, o deputado está sendo “intimado” a disputar com Barbosinha. Tudo por 2022, quando, se o chefe italiano não puder disputar o governo ele entende ser a sua vez de tentar a cadeira que até lá deverá estar sendo ocupada por Murilo Zauith no Parque dos Poderes.
A facilidade com que, por circunstâncias mais que óbvias, a prefeita Délia Razuk troca de secretários lembra uma situação de 37 anos atrás. Convidado pelo prefeito eleito Luiz Antônio Álvares Gonçalves para a Secretaria de Saúde, à época não tão encrencada como agora, o médico Paulo Ajax Rolim foi impedido de assumir por incompatibilidade com um cargo de carreira no governo federal. O médico José Sechi, cunhado do prefeito antecessor, Zé Elias, ficou seis anos como interino.
As eleições para as presidências das Casas do Congresso, marcadas para fevereiro de 2021, já são alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Gilmar Mendes enviou para análise do plenário da Corte ação movida pelo PTB para barrar uma eventual reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O PTB é presidido pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson, que se tornou aliado do governo após o presidente Jair Bolsonaro acenar com cargos para os partidos do Centrão.
A Coalizão Negra por Direitos, articulação que reúne 150 organizações e coletivos do movimento negro, irá propor um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O motivo para afastar o presidente, segundo a coalizão, são crimes de responsabilidade praticados por Bolsonaro que agravaram a política de genocídio contra a população negra.
O vereador Cirilo Ramão denunciou, durante a sessão de ontem no Jaguaribe, os pré-candidatos que estão promovendo aglomerações contrariando as regras de combate ao coronavírus. Melhor que ninguém, mais como pastor pentecostal que é do que como vereador, Cirilo tem autoridade pra ensinar o que é certo e o que erado. Na campanha passada, foi condenado por publicação de pesquisa fajuta. Depois, já no mandato, foi preso como integrante da quadrilha que manipulava licitações.
'O STF deu um freio de arrumação nas loucuras da #LavaJato. A força-tarefa de Curitiba está sendo colocada em seu devido lugar, que é aqui na planície', escreveu semanas atrás o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele se referia à ordem do presidente da corte, Dias Toffoli, que determinava o compartilhamento de dados em posse da equipe do Paraná com a Procuradoria-Geral da República —decisão provisória já revista, mas ainda pendente de julgamento.
Toda véspera de eleição é a mesma lengalenga, sempre partindo de quem está no mando da situação e não quer correr o risco de largar o osso. Desta vez partiu do presidente tucano, Sérgio de Paula, a ideia de um ‘chapão’ para a disputa da prefeitura de Dourados, na expectativa, apenas, de que apareça algum sparing para “lutar” com o deputado Barbosinha, candidato do governo. Só que o ex-governador André Puccinelli, mirando 2022, não abre mão da candidatura de Renato Câmara.
A mudança do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para um perfil mais apaziguador e a ofensiva nos bastidores para se aproximar do STF (Supremo Tribunal Federal) não surtiram efeito na relação do Palácio do Planalto com a corte. Após a prisão do policial aposentado Fabrício Queiroz, que pode implicar a família e o próprio presidente, e das operações contra correligionários suspeitos de espalhar fake news, o chefe do Executivo passou a evitar o confronto e deixou de criticar as decisões do Supremo.
‘Já enfrentávamos uma crise de ensino anterior à pandemia. Agora, estamos diante de uma catástrofe de toda uma geração que pode desperdiçar potencial humano e levar a décadas de atraso, exacerbando a desigualdade.’ António Guterres, secretário-geral da ONU, concluiu dizendo que a educação merece o qualificativo de atividade essencial: 'Colocar os alunos de volta às escolas da forma mais segura possível precisa ser a maior prioridade'. No Brasil, porém, o debate sobre o tema foi virtualmente interditado.
A próxima eleição nacional ocorrerá daqui a mais de dois anos, mas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já começou a implementar um projeto de longo prazo para aumentar as chances de ser reeleito em 2022. Com a imagem desgastada pela pandemia do novo coronavírus, o presidente montou um cronograma de inaugurações pelo país até o final do ano e lançará medidas de impacto social na tentativa de diminuir a rejeição ao seu nome nas classes D e E.
'Ele (Bolsonaro) foi negacionista desde os primeiros dias. Entregou o jogo no primeiro tempo. A gente tentava trazê-lo de volta para a realidade. Mas ele se recusou e se recusa até hoje a encarar a realidade, de que é falso o dilema entre economia e saúde.' Ex-ministro da saúde Henrique Mandetta, aproveitando o número de mais de 100 mil mortes pela Covid-19 para espinafrar o presidente da República, a quem acusou de “sabotagem enorme” no esforço da contenção da pandemia.
O presidente regional do PSDB, Sergio de Paula, confirmou no meio da semana, quando esteve em Dourados, que o partido reavalia a pré-candidatura do ex-deputado Valdenir Machado à Prefeitura e que existe uma predisposição do Governo, com respaldo, inclusive, do governador Reinaldo Azambuja, pela construção de um ‘chapão’ e o apoio das principais forças da base aliada ao projeto de pré-candidatura do deputado Barbosinha, indicado pelo DEM. Ele citou conversações envolvendo o MDB, PSB e o PTB e falou em reivindicar a vaga de vice para um nome tucano.
A quebra do sigilo bancário de Fabrício Queiroz, ex-asssessor do senador Flávio Bolsonaro na época em que ele era deputado estadual no Rio, mostra que a primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu R$72 mil em sua conta em cheques depositados pelo ex-funcionário entre 2011 e 2018. Em dezembro de 2018, relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), referente aos anos de 2016 e 2017, revelou o repasse de R$ 24 mil de Queiroz para a primeira-dama. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o valor total seria, na verdade, R$ 40 mil, e que a justificativa seria o pagamento de um empréstimo. Os dados foram divulgados pela revista Crusoé.
07/08/2020 - 07h49**Senadora encaminhou à Presidência da República proposta da parlamentar sul-mato-grossense, para quem a medida promete a garantia de mais recursos e políticaO...
Em Campo Grande, a cidades das araras, tucano não mete o bico. Pelo menos na administração do prefeito Marquinhos Trad. Nem mesmo o tucano-mor, Reinaldo Azambuja. Esta a leitura do quadro sucessório municipal, diante do “esquecimento” do acordo entre o governador e o clã dos Trad para a eleição do caçula deles prefeito quatro anos atrás. Tudo bem que Marquinhos insiste em não querer descer do salto quinze, por ver-se, já, reeleito. E tucano que é tucano, pra descer do muro...