Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou nesta terça-feira que a data das eleições municipais deste ano deve ser adiada em razão da pandemia do novo coronavírus. Maia afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), irá montar um grupo de deputados e senadores na próxima semana para debater o assunto. A tendência, de acordo com o presidente da Câmara, é postergar a data do pleito, marcada para o dia 4 de outubro. Entretanto, segundo ele, há o entendimento de que a medida não deverá compreender a postergação de mandato de prefeitos e vereadores.
A negociação de cargos entre o presidente Jair Bolsonaro e o Centrão gerou mais um fruto e, nesta segunda-feira (18/5), a legenda premiada da vez foi o PL. Assessor do partido na Câmara, Garigham Amarante Pinto foi nomeado para a Diretoria de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Neste mês, essa é a terceira indicação política aceita pelo chefe do Palácio do Planalto em troca de apoio no parlamento a seu governo.
A exigência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a ampliação do uso de cloroquina para pacientes com quadro leve do novo coronavírus pode elevar a pressão por vagas em centros de terapia intensiva e provocar mortes em casa por arritmia, afirma o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Em entrevista à Folha de S. Paulo desta segunda-feira, ele afirma que resultados iniciais de estudos que recebeu ainda no governo já indicavam riscos no uso do medicamento.
O ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, foi informado, por pessoas próximas e ligadas ao presidente Jair Bolsonaro, que ele pode ser demitido nos próximos dias. O chefe do Executivo pretende colocar no cargo um nome ligado a parlamentares do centrão. No momento, Bolsonaro cogita entregar o ministério para o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
O presidente Jair Bolsonaro reconduziu o ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, Carlos Marun, ao cargo de conselheiro de Itaipu. Andrezista de carteirinha e apoiador incondicional do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, Marun se notabilizou, a ponto de virar ministro, depois que dançou na Câmara dos Deputados quando os parlamentares impediram o prosseguimento de denúncias contra Temer. A renomeação faz parte das negociações de Bolsonaro com o Centrão.
O secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, afirmou que a instabilidade no Governo Federal diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) pode aumentar o número de casos e de mortes por conta da doença. No final da manhã desta sexta-feira (15) o então ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão após 28 dias no cargo, o que gerou mais instabilidade no Governo Federal.
“Não dá para falar nada. Não sei quem vai ser o novo ministro. A única coisa que sei é que foi um mês perdido, jogado na lata do lixo. O momento é de oração. Gostaria de dizer que estou rezando um terço agora”. Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, agora ainda mais solicitado para entrevistas, inclusive da imprensa internacional. Mais cedo, logo após a notícia da demissão do seu sucessor, Nelson Teich, Mandetta foi ao Twitter desejar “força” ao sistema SUS.
Após pedir demissão do cargo, o ex-ministro da Saúde Nelson Teich não explicou o motivo de sua saída nesta sexta-feira (15) e disse que deu o melhor de si à frente do cargo. 'A vida é feita de escolhas, e hoje escolhi sair. Dei o melhor de mim nos dias em que estive aqui nesse período. Não é uma coisa simples estar à frente de um ministério como esse', afirmou.
A pressão pública do presidente Jair Bolsonaro para a troca do superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro teve início duas semanas depois que um juiz eleitoral determinou o envio, justamente para a PF do Rio, de um inquérito eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente. Na ocasião, o juiz determinou que a PF realizasse diligências contra o senador, como a tomada de seu depoimento.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conclamou nesta quinta-feira (14) um grupo de empresários de peso a pressionar governadores pela reabertura do comércio. Ele disse que 'é guerra' e que o setor empresarial precisa 'jogar pesado' com os chefes de governo nos estados. 'Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, decidindo o futuro da economia do Brasil', afirmou Bolsonaro, referindo-se ao governador paulista João Doria (PSDB), seu adversário político. 'Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra.'
Não bastasse o efeito Lula, que faz o PT virar pó, em Dourados, onde o partido tinha uma das militâncias mais aguerridas do Brasil, a situação é ainda mais difícil, com a debandada de alguns de seus expoentes. Como o ex-vereador Dirceu Longhi, sempre ‘prefeitável’, de malas prontas para o Solidariedade, e o professor Ênio Ribeiro, outrora uma de suas reservas morais, que deve disputar a cadeira de Délia Razuk pelo PSOL. O ex-prefeito Tetila deve ser o próximo a cair fora.
Os depoimentos dos ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) à Polícia Federal conflitam com a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que não citou o nome da corporação na reunião ministerial de 22 de abril. Segundo os dois ministros militares, que prestaram depoimento nesta terça-feira (12), Bolsonaro mencionou o nome da PF ao cobrar relatórios de inteligência. Nesta terça, Bolsonaro declarou em entrevista: 'Não existe no vídeo a palavra Polícia Federal, nem superintendência. Não existem essas palavras'.
Está nas mãos do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), a divulgação ou não do vídeo de uma reunião interministerial ocorrida em 22 de abril, na qual, segundo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro pressionou por mudanças na Polícia Federal.
Vereador, deputado estadual, prefeito de Campo Grande por dois mandatos, candidato a governador do estado e senador mais votado da história, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Até aqui, este era o resumo da trajetória política do senador Nelsinho Trad. Agora, ainda convalescente, mas aliviado, como um dos contaminados da comitiva do presidente Bolsonaro que esteve com Trump, na Casa Branca, ele acrescenta mais um item: sobrevivente do coronavírus.
O crescimento da presença de militares no governo federal tem preocupado líderes partidários no Congresso Nacional. O deputado Fábio Trad (PSD-MS) apresentou à Mesa Diretora da Câmara um requerimento para que a Casa Civil envie uma lista com o nome de todos os militares que ocupam cargos no governo.
Quando o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deixou a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, em 8 de novembro do ano passado, lideranças partidárias avaliavam que, fora da prisão, ele poderia ajudar a organizar a oposição contra o presidente Jair Bolsonaro. Seis meses depois, porém, o petista não encontrou o protagonismo político que tinha no passado, mantém pouca interlocução com outros setores da oposição e praticamente não tem diálogo com segmentos da sociedade fora da esquerda.
Esta semana será decisiva para a PGR (Procuradoria-Geral da República) concluir se irá denunciar o presidente Jair Bolsonaro por corrupção passiva privilegiada, obstrução de Justiça e advocacia administrativa por tentar interferir na autonomia da Polícia Federal. De segunda (11) a quinta-feira (14), três ministros de Estado, seis delegados e uma deputada federal devem prestar depoimento no inquérito que investiga a veracidade das acusações do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro contra o chefe do Executivo.
“Depois de legislaturas(sic) marcadas por escândalos que culminaram até em prisão de muitas figurinhas carimbadas de então, a população de cidade do interior de Mato Grosso do Sul está escaldada que só. Confidências de alguns interessados em disputar mandato por lá são de que vai ser “uma batalha heroica” conquistar a confiança do eleitorado. Também, pudera!”. Alguma dúvida de que a famosa colunista do Correio do Estado está se referindo à terra de seu Marcelino?
Em 2019, 135 milhões de pessoas em 55 países e territórios venderam seus últimos bens para conseguir comprar comida ou já não tinham mais acesso a nenhum alimento. Entre as razões para essa crise alimentar, estão conflitos políticos e sociais, mudanças do clima e a deterioração econômica. Não havia na conta ainda o impacto da pandemia de Covid-19, que em 2020 fechou fronteiras, parou economias inteiras, deixou populações sem trabalho e pode levar outras 130 milhões de pessoas à falta de alimentos.