Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Saem o socialismo, o trabalhismo, o liberalismo e outras ideologias políticas. Entram verbos e substantivos parecidos com slogans: 'Avante' , 'Podemos' , 'Cidadania' . Algumas das principais legendas eleitorais brasileiras (e outras sem tanta relevância) estão mudando de nome para tentar se reconciliar com uma sociedade que rejeita o sistema político tradicional. Uma pesquisa Datafolha divulgada em abril informou que apenas 5% dos brasileiros 'confiam muito' nos partidos.
Na ânsia de assumir o Ministério da Integração Nacional, lá atrás ocupado pelo pai dela, a senadora Simone Tebet afrontou a hierarquia militar, numa flagrante demonstração de ignorância. Disse que capitão manda mais que general e que Bolsonaro precisa pegar seu quepe e comandar o Brasil. Onde já se viu, capitão reformado, de quepe, e mandando mais que general? Como ficaria Simone se dá o que já nem seria mais considerado uma zebra e o general Mourão vira presidente?
Ao prever um 'tsunami' rumo à administração pública, o presidente Jair Bolsonaro fez referência à possibilidade de recolocar na Esplanada os 29 ministérios de Michel Temer, e o Congresso já se movimenta para indicar nomes de possíveis ministros. Durante a campanha, Bolsonaro prometeu cortar a pompa do governo. Voltar à máquina inchada, no meio de um início turbulento de gestão, soará como uma decisão impopular para os brasileiros, dizem técnicos palacianos. Para eles, o povo quer ver o enxugamento mais contundente da administração pública — uma maneira de facilitar, inclusive, o discurso sobre 'corte de privilégios' na reforma da Previdência.
Na segunda entrevista que concedeu desde que foi preso, exibida pela rede britânica BBC na noite de sexta-feira (10/5), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas ao atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, a quem chamou de 'doente'; negou mais uma vez que o apartamento do Guarujá tenha sido dado a ele como forma de propina; e disse que lutará até o fim da vida para provar a inocência.
O senador Nelsinho Trad começou a cavar esta semana sua sepultura política, ao se juntar ao fisiologista Centrão para tirar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) das mãos do ministro Sérgio Moro. Nada que surpreenda, para quem sempre leu na cartilha de André Puccinelli e que só se elegeu senador porque se bandou à última hora para o lado de Reinaldo Azambuja, todo encrencado na Lava Jato. O deputado Nelson Trad deve estar dando piruetas na sepultura.
Um dia depois de o Congresso ter imposto nova derrota à sua gestão, o presidente Jair Bolsonaro defendeu em discurso que o governo tenha a capacidade de antever problemas, afirmando que 'pode haver um tsunami na semana que vem, mas a gente vence o obstáculo com toda a certeza. Somos humanos, todos erram. Alguns erros são perdoáveis, outros não', afirmou. A fala foi feita em evento em Brasília para treinamento de gestores da Caixa Econômica Federal. O presidente não explicou, contudo, o que quis dizer com 'tsunami'.
Num só dia, o combate à corrupção sofreu derrotas fragorosas no Legislativo e no Judiciário. No Congresso, a Comissão Mista que analisou a MP 870, sobre a reestruturação da Esplanada, retirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça, devolvendo-o à pasta da Economia. Deputados e senadores também confirmaram a restrição à Receita Federal de investigar delito que não seja tributário, ou seja, o órgão fica impedido de compartilhar com autoridades informações sobre indício de crimes.
A prefeita Délia Razuk pegou sua equipe de comunicação de surpresa, dia desses. Depois de exigir mais ação, ponderando que suas intervenções nas redes sociais não bastam para melhorar sua imagem, deixou a entender que se os comandados de Albino Mendes suarem mais a camisa ela pode até começar a pensar num projeto de reeleição. Tanta animação deve ser resultado das conversas que teve com o vice-governador Murilo Zauith, que prometeu ajudar a tapar a buraqueira da cidade.
Em vídeo publicado nesta quarta-feira (8), no Facebook, Olavo de Carvalho voltou a fazer ataques ao ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo). Ele disse que o general deveria ser investigado por relatos feitos pela ex-diretora da Apex Letícia Catelani. 'Tem que haver uma investigação disso. Vamos investigar o Santos Cruz, vamos investigar Olavo de Carvalho e vamos botar tudo isso a limpo. E alguém vai parar na cadeia. E não sou eu' afirmou.
O desembargador Abel Gomes , presidente da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), acatou o pedido da defesa do ex-presidente Michel Temer para que ele cumpra prisão preventiva em São Paulo . Temer ficará preso numa sala improvisada na Superintendência da Polícia Federal no bairro da Lapa, região Oeste da capital. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar o pedido de liberdade do ex-presidente somente na próxima terça-feira.
Um, dois, três! Além dos demos Henrique Mandeta e Tereza Cristina, agora Simone Tebet, ministra da Integração Nacional, pasta a ser recriada por Bolsonaro? Além deste inusitado e espetacular fato político... um, dois! Dourados, que sempre sonhou com um senador, agora teria dois! Além de Soraya Thronick, a grande zebra das eleições passadas, assumiria também Celso Dal Lago, com o terno de posse no armário desde quando foi suplente de Juvêncio da Fonseca!
Muito mais que uma marca registrada na política de Campo Grande ou uma simples canção de rock instrumental do guitarrista americano Eric Johnson. Parece que é assim que os herdeiros do deputado Nelson Trad estão vendo a política. Tentam espalhar seus tentáculos pelos principais partidos, sonhando com o monopólio do poder. Só que os poderosos de plantão já sacaram a jogada. Acham que os ‘meninos’ já foram longe demais pelo pouco de consideração que têm pelos companheiros.
Em meio a um embate entre os núcleos militar e ideológico, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu nesta terça-feira (7) o direito do escritor Olavo de Carvalho de fazer críticas a integrantes de sua equipe ministerial. Em entrevista à imprensa, após evento no Palácio do Planalto, ele foi perguntado se não chegou a hora do ideólogo de direita reduzir as críticas. Em resposta, o presidente defendeu a liberdade de expressão dele.
O vice-governador Murilo Zauith está usando metáfora cósmica para informar que os demos ‘já começaram a preparar a chão’ para as eleições de 2020. Sobre alianças, lembra que seu partido está cheio de estrelas, citando os ministros Henrique Mandeta e Tereza Cristina, além de deputados estaduais e dele próprio. Mas, cauteloso, lembra que estrela maior é a do PSDB, de Reinaldo Azambuja, “já que tudo gira em torno dele”. E se segura para não dizer, por enquanto.
A guerra aberta entre militares e o escritor Olavo de Carvalho voltou à tona com mais força do que antes. Depois de o ideólogo hostilizar nas redes sociais o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Santos Cruz, oficiais das Forças Armadas iniciaram um contra-ataque dentro do governo e perifericamente. O general Eduardo Villas Boas, ex-comandante do Exército, saiu em defesa da categoria, acusando Olavo, via Twitter, de 'acentuar as divergências nacionais' em um momento em que a sociedade necessita 'recuperar a coesão e estruturar um projeto para o país'.
O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) tem se vangloriado a aliados de atuar diretamente no processo de 'fritura' do ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, chefe da Secretaria de Governo (Segov), que se tornou alvo de um ataque virtual nos últimos dias. A um interlocutor, o filho do presidente Jair Bolsonaro disse ter 'explodido' o ministro, referindo-se a uma publicação na semana passada no Twitter no qual criticou a comunicação do Palácio do Planalto , área subordinada à pasta de Santos Cruz.
O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou o ex-presidente Michel Temer réu pela sexta vez. Temer é acusado de comandar uma organização criminosa composta por políticos do MDB, que teria desviado dinheiro de empresas e órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Ele também é acusado de atrapalhar as investigações da Lava-Jato .