Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O governador Reinaldo Azambuja tira um tempinho neste começo de semana para tentar enquadrar os deputados Beto Pereira e Rose Modesto, pelo jeito, ainda não tão bem informados quanto à curta autonomia de voo dos tucanos, ainda mais quando filhotes. A ameaça é colocar seu preposto Sérgio de Paula para acabar com a farra. Ou seja, é ele, Azambuja, quem vai continuar dando as ordens – não só de serviço, claro! –, pelo menos enquanto não se livrar do espectro da JBS.
Cobrado por parlamentares a nomear apadrinhados para órgãos federais em troca de apoio , o governo Bolsonaro mantém, quase quatro meses após assumir o comando do país, indicados de caciques longevos na política em cargos comissionados nos estados. Apelidados nos corredores do Congresso como 'esqueceram de mim', afilhados de antigas lideranças como Eunício Oliveira (MDB-CE), Romero Jucá (MDB-RR), José Sarney (MDB-AL) e Garibaldi Alves (MDB-RN) permanecem em chefias regionais de órgãos federais.
De folga no litoral de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) aproveita o feriado prolongado de Páscoa para matar a saudade do mar e reencontrar familiares. Nesta sexta-feira (19), o presidente postou uma foto com a mãe, Olinda Bolsonaro, 93. 'Bom ter você comigo nesta Páscoa, mãe! Um abraço a todos!', escreveu o presidente em uma rede social. A mãe o acompanha no Hotel de Trânsito da sede da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, em Guarujá, no litoral sul de São Paulo.
Após pressão do centro, o governo cedeu às reivindicações e alterou ontem o relatório da reforma da Previdência. O bloco havia pedido a retirada de pontos considerados “jabutis” do texto, sob a condição de votar a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição 6/2019. Com a atualização do parecer, a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara se mantém para a próxima terça-feira (23/4), às 14h.
Na terça-feira foi na Câmara Municipal. No encontro intermediado pelo presidente Alan Guedes, pupilo de Murilo Zauith, o vice-governador foi todo ouvidos com Délia Razuk. Além de ajudar a reconstruir o trecho engolido por um buraco na Presidente Vargas, (alegado motivo da reunião), ele vai reerguer os pilares da ponte com o Jaguaribe. Nesta quinta, num tête-à-tête com o povão, ambos entregando casas populares. Alinhamento, entre governos, é isso. Dourados agradece.
O ministro Onyx Lorenzoni disse, em um áudio atribuído a ele e enviado para um líder de caminhoneiros no último dia 27 de março, que o governo já deu uma 'trava na Petrobras ' em relação à periodicidade no aumento do diesel . A mensagem foi postada em um grupo de Whatsapp de lideranças da categoria, antes de o presidente Jair Bolsonaro intervir na política de preços da estatal .
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) pode tirar das mãos do juiz federal Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, e transferir para a Justiça Eleitoral o processo contra o ex-governador André Puccinelli (MDB), o seu filho, André Puccinelli Júnior, e o advogado João Paulo Calves. O desembargador federal Paulo Fontes suspendeu a ação penal atendendo ao pedido da defesa de Puccinelli Júnior, porque o juiz Bruno Cezar não julgou a arguição de exceção de incompetência antes de deliberar sobre os fatos narrados na denúncia do Ministério Público Federal.
A censura, pelo Supremo Tribunal Federal, aos sites Crusoé e O Antagonista não é um caso isolado, nem novidade nesses tempos de ‘redemocratização’. Em Mato Grosso do Sul, este site, Contrapontoms, está sob censura desde julho de 2015. Incomodado com um texto aqui publicado – “Governo Azambuja já começou atolado na Lama Asfáltica” – o governador pediu a censura ao Tribunal de Justiça, que, subserviente, atendeu prontamente. O caso se arrasta no STF.
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) apresentou projeto de lei que retira do Código Florestal o capítulo que trata da reserva legal obrigatória em propriedades rurais. A título de acabar com o que chama de 'entrave' e 'expandir a produção agropecuária, gerar empregos e contribuir para o crescimento do país', o texto suprime a obrigatoriedade de ruralistas preservarem parte da vegetação nativa de suas áreas.
O comentarista político Ruy Castro não deixou por menos ontem, em sua coluna, na página dois da Folha de S. Paulo, a história, da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, de que o brasileiro não passa fome porque o país produz manga em abundância. “E depois nos perguntamos porque o presidente Bolsonaro vive atravessando a rua para escorregar em casca de banana. Uma pessoa que escolhe esse tipo de auxiliares não tem alternativa”.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que o presidente Jair Bolsonaro agiu ouvindo as ruas quando interferiu no reajuste do diesel, na quinta-feira (11). 'Uma greve [de caminhoneiros] traz problema de abastecimento, pode frear o Brasil todo, pode fazer o PIB cair mais 3%, 4%. Ele demonstrou que está com o ouvido na pista, está ouvindo a turma, está ouvindo o barulho.' Guedes diz que Bolsonaro telefonou ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, apenas para pedir esclarecimentos: 'Botaram diesel no meu chope?'.
O inquérito foi aberto de forma pouco usual. A praxe é a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir a investigação e o STF abrir. Nesse caso, o presidente do STF, Dias Toffoli, instaurou o inquérito e nomeou Alexandre de Moraes relator. Dodge, portanto, não participou de nenhuma fase do procedimento. Mesmo depois do inquérito aberto, não foi convidada a opinar.
O general da reserva Paulo Chagas , um dos alvos centrais de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira , disse que mantém as críticas que vinha fazendo nas redes sociais ao Supremo Tribunal Federal ( STF ). Numa entrevista ao jornal O Globo, o general diz que nada tem a temer porque não espalhou mentiras contra ninguém. Ele argumenta que apenas emitiu opiniões e, por isso, não tem por que recuar.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro e hoje vereador, Cesar Maia (DEM), dá nota seis —ou seis e meio— para os cem primeiros dias de governo de Jair Bolsonaro (PSDB). Em entrevista concedida à Folha de S. Paulo neste domingo (14), ele também chama o presidente de líder sindical e representante da velha direita. Pai do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), o ex-prefeito do Rio critica a articulação política de Bolsonaro. Para ele, é uma confusão. Cesar também questionou a capacidade do presidente de escalação de ministros. 'Qual é a informação Bolsonaro acumulou para fazer as escolhas certas?'
Maior liderança tucana hoje, o governador de São Paulo, João Doria, disse que o PSDB encomendou uma pesquisa para avaliar entre outras coisas a possibilidade de uma mudança no nome do partido. Além disso, aliados do governador planejam promover o que chamam de 'faxina ética' na agremiação após a convenção nacional da sigla, que está marcada para junho.
Ao antecipar-se nas negociações para apoiar o projeto de reeleição do prefeito Marquinhos Trad, em Campo Grande, o governador Reinaldo Azambuja dá por quitada sua dívida com a família Trad, contemplada, com seu apoio, com a recente eleição de Nelsinho Trad para o Senado. Com isso, começa a alinhavar sua própria sucessão, abrindo caminho para outra reeleição: a de seu vice, Murilo Zauith, que deverá estar governador quando ele, Reinaldo, sair para disputar o Senado, em 2022.
14/04/2019 - 09h28Na Câmara dos Deputados, a oposição ao governo Bolsonaro soma 149 dos 513 parlamentares. No Senado, 20 dos 81Ao ser questionado sobre...
13/04/2019 - 09h22"Eu digo e repito, Partidos são verdadeiras prisões. Uma lástima!"A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) fez críticas ao próprio partido neste sábado...
A Procuradoria-Geral da República (PGR), informou, por meio de nota, nesta sexta-feira (12), que não recebeu informações repassadas por Marcelo Odebrecht que indicam que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é citado em mensagens de e-mail trocados pelo delator com outros executivos da empreiteira.
O Senado Federal recebeu, desde o início do ano, sete pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Somados a outros cinco que foram que foram desarquivados ou ainda tramitam no sistema da Casa, há 12 processos de impedimento contra membros da Corte. As denúncias alegam crime de responsabilidade por parte dos magistrados. O presidente do Supremo, Dias Toffoli, e o ministro Gilmar Mendes são alvos de três processos cada um individualmente, além de citados em um caso antigo, de 2016, que buscava a cassação de todo o tribunal à época.