Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O ex-assessor Fabrício Queiroz demitiu a ex-mulher de um miliciano que trabalhava para Flávio Bolsonaro e atuou para evitar uma vinculação entre o gabinete do filho do presidente e o criminoso, mostram investigações do Ministério Público do Rio. No dia em que se tornou público que era alvo de uma investigação por movimentações milionárias, 6 de dezembro de 2018, Queiroz comunicou por Whatsapp a Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ex-mulher de Adriano Magalhães da Nóbrega, o “Capitão Adriano”, chefe de uma quadrilha de milicianos da zona oeste, que ela fora exonerada do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa (Alerj).
Frenético, como sempre, articulando-se para encontrar um candidato viável para a prefeitura de Campo Grande em 2020, que lhe garanta apoio como candidato a governador em 2022, André Puccinelli vai encerrar esta semana dividido pelo oposto de dois sentimentos: a alegria de ver seu pupilo e pitbull de Michel Temer, o ex-ministro Carlos Marun, confirmado como Conselheiro da Itaipu e a tristeza pela derrota de seu operador Edson Girotto no STF, continuando atrás das grades.
Após uma maratona de quase nove horas de discussão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o parecer do relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), à reforma da Previdência, por 18 votos a 7. Agora, a matéria está pronta para ser discutida no plenário, última fase antes de ser promulgada e inserida no texto constitucional. Logo depois de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6/2019, texto principal da reforma, o colegiado autorizou o início da discussão, em plenário, da PEC paralela. O segundo projeto, que também será relatado por Jereissati, trata de mudanças que não foram incluídas no parecer, como a extensão das novas regras previdenciárias a servidores públicos estaduais e municipais.
Chamado de 'ejaculação precoce' pelo presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reagiu nesta quarta-feira (4) e disse que foi criticado da mesma maneira pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2016, quando venceu Fernando Haddad (PT) na disputa pelo cargo de prefeito da capital paulista.
O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) juntamente com o advogado Carlos Marques, além do pecuarista Ivanildo Miranda, alvo da operação e delator na Lama Asfáltica e o advogado Newley Amarilla estão neste momento na sede da Polícia Federal, em Campo Grande. Esteve também presente na superintendência, o ex-secretario e ex-prefeito de Porto Murtinho Nelson Cintra juntamente com o advogado Arnaldo Medeiros para ser ouvido. Ele informou ao jornal Correio do Estado que essa já é a segunda vez que vem prestar depoimento na Polícia Federal desde que aconteceu a operação Vostok. 'Da primeira vez eles queriam saber sobre os gados que vendi para a JBS, mas eu comprovei tudo. Agora eu quero saber porque me chamaram de novo', questionou Cintra.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o comando da Polícia Federal precisa dar uma 'arejada' e chamou de 'babaquice' a reação de integrantes da corporação às declarações dele sobre trocas em superintendências e na diretoria-geral. Bolsonaro disse que já teve uma conversa com Sergio Moro sobre uma possível mudança na direção da PF, subordinada ao ministro da Justiça. 'Está tudo acertado com o Moro, ele pode trocar [o diretor-geral, Maurício Valeixo] quando quiser.'
O vereador-suplente Marcelo Mourão reclamando do tratamento que esperava da prefeita Délia Razuk no período em que voltou ao relento, com o retorno, ops!, do titular da cadeira, que estava preso. “Não recebi qualquer ligação de solidariedade”, lembrando que “vinha em um diálogo” com a atual gestão e sequer foi lembrado enquanto deixou o mandato. Em vez de choramingar, o nobre edil deveria, isto sim, estar agradecido pela canja.
Com discussões focadas em torno de temas nacionais, sem relevância direta a Mato Grosso do Sul, e projetos cada vez menos fundamentados, as sessões legislativas não têm atingido o propósito a que se destinam. Quando não estão tratando de temas como Amazônia ou Lava Jato, os deputados estaduais têm usado a estrutura de seus gabinetes para apresentar projetos que acabam vetados pelo Executivo estadual – por vício de constitucionalidade ou de iniciativa. Fatos que ocorrem em Mato Grosso do Sul têm pouco espaço na Casa.
03/09/2019 - 04h58Batizado "DireitosJá - Fórum pela Democracia", o grupo pretende fazer reuniões periódicas para denunciar retrocessosSem a presença de integrantes da direção do...
Engana-se quem pensa que o neotrabalhista Neno Razuk se deixou levar apenas pela lábia de Delcídio do Amaral para ir entregando, assim de bandeja, a presidência do partido do finado Getúlio ao ex-petista. Na verdade, o deputado douradense, que parece ter herdado a astúcia política do pai, Roberto Razuk, vê um potencial político infindável no ex-senador, conhecido como o Rolando Lero, daí sua capacidade de cativar lideranças estado afora para projetos eleitorais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes voltou a criticar a criação de 'heróis' para o combate à corrupção no Brasil. 'É preciso que a gente encerre o ciclo dos falsos heróis', avaliou. Em entrevista ao CB Poder, programa da TV Brasília em parceria com o Correio Braziliense nesta segunda-feira, o magistrado também fez uma autocrítica da Justiça brasileira, comentou o trabalho do ex-procurador-Geral da República Rodrigo Janot, e discutiu a importância da liberdade de imprensa.
A mais recente pesquisa feita pelo Instituto Datafolha aponta para um presidente da República com popularidade em queda . A rejeição à gestão Jair Bolsonaro nos oito primeiros meses supera os índices de seus antecessores. Mas a mesma pesquisa mostra que, ao mesmo tempo, Bolsonaro mantém um 'núcleo de resistência' de apoiadores que beira os 30%. É a velha máxima do copo meio cheio e meio vazio, a depender do ponto de vista.
Mesmo em tempos de militarismo exacerbado Délia Razuk não titubeou para colocar no olho da rua um coronel insubordinado. O secretário Paulo César Nogueira, da Fazenda, e seus oito subordinados, todos milicos, estão sendo demitidos por divergências de pensamento. Em tempo: generala, é um certo toque de tambor ou de trombeta com que se chamam as tropas às armas (para uma reeleição, por exemplo). Ou, conforme, ainda, mestre Aurélio, mulher de general. No caso, de um marechal!
O governo luta, batalha a batalha, para equilibrar a queda de braço com o Congresso e evitar um amplo protagonismo do Legislativo. Ponto a ponto, a articulação política vem conseguindo sucesso, em uma estratégia construída junto aos governadores e a líderes partidários. Como resultado, está dissipando um pouco o clima de 'parlamentarismo branco' observado por alguns. Os movimentos, no entanto, ainda são vistos com desconfiança por boa parte do Parlamento. Para os descrentes, sobretudo na Câmara, é melhor usufruir da articulação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pautado em relatorias populares ou presidências de comissões especiais, do que compor com o Executivo federal.
Por considerar a prisão preventiva desproporcional e desarrazoada o desembargador Divoncir Schreiner Maran, relator do processo no Tribunal de Justiça, mandou soltar os vereadores Cirilo Ramão e Pedro Pepa, presos no início da noite de sexta-feira durante sessão especial de julgamento do vereador Júnior Rodrigues, que realizava na Câmara de Dourados. Alvos da operação Cifra Negra os dois vereadores já haviam sido presos anteriormente e reassumido os mandatos em 19 de agosto.
Um caso de nepotismo cruzado pode embaralhar, mais uma vez, a Esplanada dos Ministérios. A polêmica envolve as pastas da Saúde e da Cidadania, respectivamente chefiadas por Luiz Henrique Mandetta e Osmar Terra. Na Saúde, foi empregada Marisete Scalco Franke, mulher do chefe de gabinete da Cidadania, Cláudio Franke. Sob o guarda-chuvas da Cidadania, por sua vez, está a mulher do secretário-executivo da Saúde João Gabbardo, Sabine Breton Baisch.
31/08/2019 - 11h37Com possibilidades diversas, PSD pode lançar chapa pura, assim como PSDBA pouco mais de um ano das eleições municipais, a busca por...
Por determinação do juiz de Direito em substituição legal da 1ª. Vara Criminal de Dourados, Alessandro Leite Pereira, a Polícia Civil de Dourados cumpriu, no final da tarde desta sexta-feira (30), mandado de prisão dos vereadores Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM), enquanto participavam da sessão especial convocada pela Câmara para o julgamento do mandato do vereador Junior Rodrigues (PL), denunciado por suposto envolvimento em atos ilegais praticados com a contratação de serviços públicos no Município.
“Quando a gente mexe com política, tem de mexer com política. Eu fui pegar uma pessoa que não era político”. João Leite Schmidt, presidente do PDT, tentando, meio tarde, justificar sua derrapada como grande articulador político ao escolher o inexperiente juiz Odilon de Oliveira candidato a governador em 2018. O juiz respondeu: “não tenho experiência em roubar”. O velho, ínclito e ilibado guru do Taquari bem que poderia curtir sua aposentaria sem essa.
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve ter uma votação apertada quando for decidir sobre a tese jurídica que anulou pela primeira vez na Corte uma condenação no âmbito da Operação Lava-Jato. Na contabilidade de ministros ficariam cinco votos para cada lado. No meio, como incógnita, Cármen Lúcia. Na terça-feira, a Segunda Turma decidiu anular a condenação imposta pelo ex-juiz Sergio Moro ao ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine, acatando argumento de que as alegações finais de delatores precisam ser apresentadas antes que as dos demais réus.