Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
28/02/2019 - 19h32Ex-padre Wagner Portugal confessou participação em desvio de R$ 52 milhõesDelação do ex-padre Wagner Portugal, que foi braço direito do cardeal arcebispo...
Quando alguém lembra à nova líder do governo no Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que muitos a comparam a um 'trator' na hora de lutar por seus objetivos, ela completa: 'Sim, trator, mas um trator com cérebro. Eu penso. E sei fazer conta', diz a parlamentar, mencionando seu principal objetivo para o primeiro semestre deste ano: somar e multiplicar apoios no Legislativo em torno da reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, que espera ver aprovada até junho.
Uma das maiores empreiteiras do país, com contratos bilionários no Brasil e no exterior, a OAS distribuiu entre 2010 e 2014 cerca de R$ 125 milhões em propinas e repasses de caixa dois a pelo menos 21 políticos de oito partidos. A revelação foi feita por oito ex-funcionários que atuavam na 'Controladoria de Projetos Estruturados', o departamento clandestino da empreiteira, em delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado e que era mantida até agora em sigilo.
Na primeira reunião do presidente Jair Bolsonaro com os líderes na Câmara, coube ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, falar sobre as moedas mais tradicionais na negociação política: cargos e emendas. Onyx prometeu aos parlamentares que os espaços nos estados serão disponibilizados para indicações dos políticos e garantiu que não haverá contingenciamento das emendas parlamentares individuais.
O ex-governador Sérgio Cabral (MDB-RJ) pode ter entrado para a história ontem, depois de confessar, na cara dura, perante um juiz, que meteu a mão sem dó nem piedade no dinheiro público. Deve ter deixado o ex-presidente Lula fulo da vida – “por que não pensei nisso primeiro? ”. Imagine se a moda pega no MS. Os operadores emedebistas de André Puccinelli, Edson Giroto e João Amorim; os vereadores presos Idenor Machado, Pastor Cirilo e Denise Portolann devem estar se coçando.
O ex-governador Sérgio Cabral disse em depoimento nesta terça-feira que o seu 'erro de postura' durante o período em que comandou o Estado do Rio foi se apegar ao poder e ao dinheiro. Em audiência na 7ª Vara Federal Criminal, do juiz Marcelo Bretas, Cabral afirma que as propinas se tornaram um 'vício'
Campo Grande em pandarecos, um dilúvio caindo lá fora, e deputados estaduais discutindo perfumarias, como as decisões de Veléz Rodríguez, o colombiano ministro da Educação de Bolsonaro, que resolveu mandar filmar os alunos da rede pública cantando o hino nacional brasileiro – ainda bem! – depois de ter adotado o “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!” como slogan oficial. O ministro já havia até voltado atrás nesta última heresia, e o debate continuava comendo solto.
25/02/2019 - 15h07Ex-governador esteve na Câmara Municipal de Campo Grande na manhã de hojeEx-governador do Estado de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (MDB)...
O vice-governador Murilo Zauith até que tentou disfarçar, pois não queria estragar a surpresa que faria à prefeita Délia Razuk, numa deferência ao agora assessor especial dela, ex-prefeito José Elias Moreira, mas, terminado o regabofe à base de fortaia encomendada à dona Gema, na cantina O Quatrilho, lá estávamos, inconvenientes, como sempre. Zauith não sabia que Cícero Faria era ‘da casa’ e que como tal costumava bater ponto ali comigo e com o sempre inquieto empresário gráfico Jairo de Osti.
Vereador lá atrás, deputado federal por quatro mandatos (dois como suplente), vereador de novo até o ano passado, deputado estadual mais votado nas últimas eleições; usando melhor que ninguém o microfone mais popular da cidade; tucano, como Azambuja e, o que conta mais, adversário da atual administração municipal. É com essas credenciais que Marçal Filho desponta como favorito para se eleger prefeito de Dourados no ano que vem. Se não negociar, como fez das vezes anteriores.
O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, afirmou nesta sexta-feira (22/2) que o governo de Jair Bolsonaro precisa enfrentar uma espécie de 'maldição de viés político e ideológico', arraigada nas instituições, se não quiser fracassar. Nabhan citou como decisão ideológica a desapropriação de uma área de 500 mil hectares, em Mato Grosso, com base em estudo antropológico que indicava a presença de 'seis a dez índios' no local.
22/02/2019 - 18h10Dirigentes da FPA cobraram agilidade no atendimento das demandas do setor produtivo.Em meio às discussões da reforma da Previdência, o governo Jair...
O governo federal está definindo um conjunto de critérios que deverão ser seguidos para o preenchimento de funções de confiança na administração federal. A medida será anunciada como prova de coerência com a promessa do presidente Jair Bolsonaro de pôr fim ao 'toma lá dá cá', isto é, à prática de oferecer aos parlamentares nomeações de afilhados políticos e outras benesses em troca do compromisso de votar a favor das propostas do governo no Congresso Nacional.
Dois erros do ex-prefeito Braz Melo quando foi vice-governador do Estado que Murilo Zauith não deve repetir. Primeiro, por uma questão de índole, não vai secar o governo do titular; segundo, para alegria de Alan Guedes, José Carlos Barbosa e Renato Câmara, que sonham ser por ele abençoados como candidatos a prefeito, não deve voltar a disputar a prefeitura de Dourados. Daqui por diante, ou é o governo, o senado ou um confortável retorno à sua Unigran.
22/02/2019 - 07h10Com "gordura" para queimar, Executivo pode ter 333 parlamentares a seu favor, segundo pesquisa. Oposição só contaria com 176O governo apresentou uma...
Em entrevista ao programa Jornal Em Pauta, da GloboNews, na manhã desta quinta-feira(21), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) comentou sobre a decisão da Executiva do partido do qual ele é filiado em arquivar os pedidos de exclusão de alguns integrantes da legenda. Para o chefe do Executivo Estadual, 'Fizeram o que tinha de ser feito'.
Quase um mês após renunciar a seu cargo político e deixar o país sob ameaças, o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) corre a Europa dando palestras sobre a situação política nacional. Começou em Berlim, cidade onde afirma estar morando com a ajuda de amigos, e diz já ter sido convidado a falar em Portugal, França, Suécia e Canadá.
Preso na operação Owari, em 2009, em Dourados, o secretário de governo de Ari Artuzi, Darci Caldo, volta ao serviço público, como chefe de gabinete de Jamilson Namme. Preso um ano depois, já na Operação Uragano, ex-vereador Aurélio Bonato também está tendo sua chance, como chefe de gabinete de Neno Razuk. Além desta coincidência, a de que os deputados empregadores, que são primos, integram a bancada do jogo bicho e das máquinas caça-níqueis na Assembleia Legislativa.
O agravamento da crise política levou três expoentes da ala militar do governo ao encontro de Jair Bolsonaro (PSL) para expressarem a queixa do setor sobre a influência dos filhos do presidente e sobre a inoperância da articulação com o Congresso. Segundo relatos, os generais da reserva e ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo (Defesa) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) pediram um freio de arrumação.