Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A intenção do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de fechar a composição da equipe de ministros esta semana transforma os cinco dias num momento decisivo e crucial para arbitrar a disputa no setor de infraestrutura — o único que não teve ministros anunciados nesses quase 30 dias após a eleição em segundo turno. Até aqui, há apenas a decisão do governo de dividir a área em dois ministérios: um de Infraestrutura, que ficará responsável por transportes (incluindo portos e aviação civil) e comunicações; e outro, de Minas e Energia. Nos dois setores, há uma briga interna entre os três grandes grupos que compõem o governo — o econômico, o político e o militar.
O ex-governador André Puccinelli aposta todas as suas fichas na eleição de sua pupila Simone Tebet para a presidência do Senado. Acredita que no posto, como advogada que é, quem sabe ela consiga mexer os pauzinhos quando seus recursos cheguem à Suprema Corte. Coisa que o outro pupilo, Carlos Marun, não conseguiu fazer, pelo denodo na condição de arauto do Planalto, com o novo chefe, Michel Temer, precisando mais dele que Puccinelli. Sem contar, claro, Eduardo Cunha, claro!
Futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, o ex-juiz da Lava-Jato Sergio Moro apresentará ao Congresso, após assumir o cargo, projetos de lei com ações de combate ao crime organizado. Entre os pontos que deverão ser analisados pelo Legislativo está a proibição da progressão de regime —a passagem de fechado para semiaberto e aberto — a presos que mantêm vínculos com organizações criminosas.
A Polícia Federal rastreou depósitos de US$ 3 milhões feitos por lobistas a contas bancárias na Suíça que seriam parte de um acerto de propina com políticos do MDB do Senado , entre eles o senador Renan Calheiros (AL), em troca de contratos na Petrobras. O relatório final da PF nessa investigação traz detalhes sobre a engenharia financeira montada para pagar propina ao MDB e atribui ao senador, potencial candidato à presidência do Senado, o crime de corrupção passiva — procurado, Renan negou e disse que a acusação será rejeitada pela Justiça.
24/11/2018 - 14h45O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (24) que todos os programas sociais passarão por auditoria em seu governo. Bolsonaro defendeu...
Enquanto o presidente eleito, Jair Bolsonaro, segue no discurso de combate à “velha política”, ignorando partidos e líderes do Congresso na montagem do seu ministério, um de seus principais auxiliares, o futuro ministro Onyx Lorenzoni, já começou a aproximação com os caciques do Parlamento. Desde o início da transição, há três semanas, o gabinete de Bolsonaro se deu conta de que não conseguirá implementar uma agenda legislativa valendo-se apenas de governadores e de bancadas setoriais, como gostaria Bolsonaro. Para avançar nas votações, será preciso melhorar o clima com a “política tradicional”, o que Onyx, em almoços, jantares e reuniões reservadas, vem tentando fazer.
23/11/2018 - 17h16Carlos Bolsonaro se desentendeu com o futuro titular da Secretaria-Geral da República, Carlos BebiannoConsiderado o responsável pela campanha de Jair Bolsonaro nas...
A rotina do general da reserva Hamilton Mourão tem sido intensa no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), que abriga o governo de transição. Na quarta (21), o vice-presidente eleito recebeu, por exemplo, o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL). Pouco depois, recebeu a colunista Mônica Bérgamo da Folha de S. Paulo em seu gabinete, para uma conversa 'de 30 minutos'. Pouco tempo, mas o possível para a sua agenda apertada.
“Há um apelo pelo novo, quebra do continuísmo e monopólio de grupos políticos”, pastor Marcos Vitor, anunciando seu retorno ao ministério da Sara Nossa Terra, mas, animado com a vitória de Odilon de Oliveira (de quem foi candidato a vice-governador) em Dourados, informando que pode disputar a cadeira de Délia Razuk daqui a dois anos. Ilustre desconhecido, ele ignora que o juiz se beneficiou da onda Bolsonaro, jurando que a decisão é embasada em pedidos de amigos e eleitores.
O novo ministro da Educação será o colombiano naturalizado Ricardo Vélez Rodríguez, filósofo e professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo presidente eleito Jair Bolsonaro no Twitter. A novela da escolha terminou na noite de quinta-feira, após as reações negativas aos nomes inicialmente ventilados: o educador Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, vetado pela bancada evangélica; e o procurador regional do Distrito Federal, Guilherme Schelb, sem ligação com a área da educação. Antes de se reunir ontem durante o dia com Schelb, Bolsonaro avisara que o ungido para o posto teria 'perfil técnico'.
Não bastassem os dissabores de seus dias, e meses, já, de cárcere, tudo acontece no momento em que poderia se orgulhar dos resultados de sua forja, mas que se transformaram em pesadelo para André Puccinelli. Papagaio de pirata dos mais famosos, mesmo que não tenha a paternidade de seus três ministros – Marun saindo; Mandetta e Tereza Cristina entrando – o ex-governador não poderá se refestelar no momento de maior protagonismo do seu Mato Grosso do Sul em Brasília.
Num turbilhão de denúncias, precisando, mais do que nunca e do que ninguém, de um Norte jurídico, não deixa de ser um alento, para a prefeita Délia Razuk, a eleição de seu ex-assessor especial Alexandre Montovani para a presidência da subseção da OAB de Dourados. Em que pese ser a entidade, pelo menos no discurso, uma das mais independentes, exatamente pela defesa do estado democrático de direito. De carona, o “dr. OAB” Afeif Hajj retorna, mais uma vez, ao Conselho Federal.
O serviço de inteligência da Polícia Federal (PF) investiga duas novas ameaças surgidas na internet contra o presidente eleito, Jair Bolsonaro . Dois vídeos que circulam nas redes sociais mostram homens armados fazendo ameaças e falando em atirar contra Bolsonaro. Em mensagens no Twitter publicadas nos dias 3 e 6 deste mês, o vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente eleito, compartilhou os vídeos e advertiu para o risco de se menosprezar os ataques verbais.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como futuro ministro da Saúde. Este é o 10ª nome anunciado para o próximo governo e o terceiro ministro do Democratas. 'Estamos aqui como soldados para gente saber qual o melhor caminho para enfrentar a batalha', disse pouco depois de ter sido confirmado ministro da Saúde.
Ainda sobre a lorota de que o deputado eleito Marçal Filho não pode ser presidente da Assembleia Legislativa porque mora em Dourados e a função exige presença na Casa, lembrando: Londres Machado, o recordista de presidências, é de Fátima do Sul. Outros presidentes interioranos: Walter Carneiro, de Dourados; Ghandi Jamil, de Ponta Porã; Roberto Orro de Aquidauana e o atual, Júnior Mochi, da longínqua Coxim. Campo-grandenses, até agora, só Jonathan Barbosa e Jerson Domingos.
O ex-juiz Sergio Moro foi nomeado nesta terça-feira coordenador do grupo técnico de Justiça, Segurança e Combate à Corrupção no gabinete de transição do governo. A nomeação foi publicada em uma portaria no Diário Oficial da União nesta manhã e é assinada pelo ministro da Transição Onyx Lorenzoni, junto com outra portaria que autoriza Moro a 'requisitar informações dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, assim como requisitar apoio técnico administrativo necessário' para a transição.
A Justiça de São Paulo abriu ação penal contra o ex-prefeito Fernando Haddad (2013/2016) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público do Estado, o petista teria solicitado, entre abril e maio de 2013, por meio do então tesoureiro do seu partido, João Vaccari Neto, a quantia de R$ 3 milhões da empreiteira UTC Engenharia para supostamente quitar dívidas de campanha com a gráfica de Francisco Carlos de Souza, o 'Chicão Gordo', ex-deputado estadual do PT. A Promotoria sustenta que, entre maio e junho daquele ano, a empreiteira efetivamente repassou a soma de R$ 2,6 milhões a Haddad.
“Estimulado por Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil de Bolsonaro, o número de integrantes do DEM indicados ao novo governo passou a incomodar generais da equipe do presidente eleito. Antes deles, o centrão já havia manifestado desconforto”. A informação é da coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo desta segunda-feira, e deve estar deixando o deputado Mandetta, cotado para o Ministério da Saúde, de orelha em pé.
O sentido do título desta nota é o mais popular deles, o de não se saber das coisas, e não outro, também muito em voga na Casa em questão. Um site de Campo Grande (des)informando hoje que dos cinco parlamentares tucanos, apenas Marçal Filho não entra na disputa pela presidência da Assembleia porque ele atua mais em Dourados, onde mora, e a missão exige presença diária na capital. Mania de alguns campo-grandenses de achar que tudo que é de Dourados é de segunda classe.
Faltando quase 10 meses para o final do mandato da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, integrantes do Ministério Público Federal (MPF) já começam a debater a sucessão da PGR e a força da lista tríplice para a próxima indicação. Pelo sistema da lista, qualquer membro do MPF em atividade e com mais de 35 anos de idade pode se candidatar ao cargo. A partir daí, os três nomes mais votados pelos procuradores compõem o documento, que é encaminhado ao presidente da República. Com o crivo do chefe do Executivo, o nome escolhido é levado ao Senado Federal, onde precisa ser aprovado pela maioria dos parlamentares. Criada em 2001, a lista só não foi seguida em sua primeira edição. Desde 2003, todos os chefes de Estado têm acompanhado as escolhas dos procuradores.