Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O ex-deputado petebista e grande tribuno Nelson Trad, o “Tradão”, como gosta de dizer o ex-governador André Puccinelli, deve andar mais feliz que nunca lá por cima. Além de neto Otávio, vereador, dos filhos, Marquinhos, prefeito da capital; Fábio, deputado federal reeleito, e Nelsinho, senador eleito, agora a possibilidade de o sobrinho, também deputado federal, o demo Luiz Henrique Mandetta, virar ministro da Saúde do governo Bolsonaro.
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (18), que a futura ministra da Agricultura de seu governo, Tereza Cristina (DEM-MS), 'neste momento goza de toda a sua confiança'. Ela concedeu incentivos fiscais ao grupo JBS na mesma época em que manteve uma parceria pecuária com a empresa e quando ainda era secretária do agronegócio do então governador André Puccinelli (MDB-MS), preso em julho Polícia Federal sob acusação de corrupção.
18/11/2018 - 10h40A brincadeira repete o surgimento de outras figuras brasileiras que também ocuparam o imaginário brasileiro como herói, como Tiradentes, Collor e LulaEntre...
Com objetivo de desmontar suposto esquema de fraude de licitações na prefeitura de Dourados, a Operação Pregão foi deflagrada no final de outubro e teve sete pessoas como alvos, uma delas em específico é figura conhecida do Judiciário por figurar ação milionária da Minerworld. Ivan Félix de Lima integrava grupo de elite de investidores da mineradora, os chamados ‘black diamond’ ou G10.
José Eduardo Cardozo diz ter encerrado a carreira política de 27 anos em 12 de maio de 2016, dia em que a presidente Dilma Rousseff foi afastada do cargo de presidente da República. Ele inclui nessa trajetória, além dos cargos no Legislativo, a passagem de cinco anos pelo Ministério da Justiça. É um contraponto à ideia defendida pelo juiz federal Sergio Moro, que diz que quando assumir o Ministério da Justiça, em janeiro, estará exercendo um cargo técnico. 'Não existe cargo de ministro que não seja político. Um ministro tem que guardar uma relação com o governo e sua visão política', diz.
O governo do presidente eleito Jair Bolsonaro nem começou e já é palco de uma crise de relacionamento entre os núcleos militar, político e econômico. O estopim foi a desistência do general da reserva Oswaldo Ferreira de ocupar um ministério. Ferreira se tornou um dos mais próximos aliados de Bolsonaro e trabalha desde 2017, a pedido do presidente eleito, na coordenação de infraestrutura. Naquele momento, Bolsonaro procurava apoio entre os militares para fazer decolar sua campanha à Presidência.
O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (14) marca o encerramento de uma das últimas fases da ação penal do sítio de Atibaia, a terceira a que o petista responde em Curitiba. Com isso, o petista passa a ter dois processos próximos do momento decisivo na Justiça Federal do Paraná, além do que ele já está condenado e que tentará reverter em terceira instância, que trata do tríplex de Guarujá (SP).
De retorno à Assembleia, agora como titular, depois da primeira passagem por lá como suplente de Barbosinha (no período em que o deputado douradense esteve secretário de Segurança), o deputado coronel David deveria estar (muito mais) feliz da vida. Deveria, porque pode ter perdido o bonde da história. É que ele foi convidado por Bolsonaro, o messias, para ser candidato a governador. Como diria Lula, o da Silva, nunca antes na história alguém teve um cavalo tão bem encilhado.
Futuro ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva, 64, diz que as Forças Armadas estão vacinadas em relação à política. Assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o general considera que a imagem do Exército não está 'colada' à de Bolsonaro, que é um capitão reformado e tem um general da reserva como vice. Em entrevista à Folha de S. Paulo Azevedo e Silva declarou que a escolha do próximo comandante do Exército não obedecerá necessariamente critério de antiguidade, que levaria à escolha do general Edson Leal Pujol.
O porta-voz do deputado Henrique Mandeta nas redes sociais, Kiko Kangussu, apressou-se em informar que se o patrão for mesmo nomeado ministro da Saúde não fica devendo nada ao seu partido, o Democratas, já que a indicação seria da cota pessoal de Bolsonaro. Aos demos do MS, pode ser, mas o empurrão do senador e governador eleito de Goiás, o demo Ronaldo Caiado pode ser decisivo. Apesar do escândalo do Gisa, que Mandetta também se adiantou para prevenir o presidente.
Convidado a me retirar da portaria do Centro de Triagem de Campo Grande, onde está preso André Puccinelli, mas sem perder a esperança de algum contato, mesmo que através de um bilhetinho, como fez o deputado Paulo Siufi, fiquei por ali, disfarçando, até que me veio a ideia da velha tereza (corda de lençóis para facilitar fugas) que me fora apresentada pelo xerife Ezequias Freire no início de minha lida, como repórter policial. Em último caso recorreria ao drone do amigo, grande cinegrafista, Betinho Escalante, pelo menos para tentar conferir se é verdade tudo o que falam das condições desumanas dispensadas ao médico e ex-governador, a seu filho e demais companheiros de cárcere.
O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (13), nas redes sociais, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva como futuro ministro da Defesa. O militar, que ajudou na formulação de propostas para a campanha do capitão reformado, atualmente assessora o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), José Dias Toffoli.
Engana-se quem pensa que Soraya Thronicke vá se empolgar com as mordomias do Senado, que são tantas a ponto de o famoso salão azul do Congresso ser comparado ao céu para políticos em fim de carreira. A senadora douradense já faz planos para, indo tudo bem com Jair Bolsonaro, daqui a quatro anos lançar-se candidata ao governo do Estado. Não é à toa que ela tem afundado o trecho entre Campo Grande e Dourados, como fez ontem para tomar um cafezinho com a prefeita Délia Razuk.
12/11/2018 - 20h16Presidente eleito tem conversado com o deputado federal de Mato Grosso do Sul para assumir a pasta no novo governoO deputado federal...
'Eu acredito muito na força do interior e vejo que o presidente Jair Bolsonaro está certo quanto fala em ‘menos Brasília e mais Brasil’. Precisamos investir mais nos municípios, que é onde se arrecada os impostos'. Senadora eleita Soraya Thronicke em visita ao gabinete da prefeita Délia Razuk, nesta segunda-feira. Para ela, a descentralização dos impostos deve ser uma das prioridades do novo governo. A boa filha à casa torna. Soraya é douradense de nascimento.
Depois de ciceronear Fernando Collor de Melo em Mato Groso do Sul na eleição presidencial de 1989 contra o hoje aliado de primeira hora Lula da Silva, foi só passarem as festanças da posse e lá estava Raufi Jacoud Marques subindo a rampa do Palácio do Planalto para uma visitinha ao amigo e presidente eleito, em companhia de Humberto Teixeira, de quem era o secretário de Governo. Uma vez instalados numa das antessalas do Palácio, já inquieto pela demora, o prefeito passou os olhos no retrato de Collor, já enfaixado, na parede, e cochichou para o assessor: 'este não é aquele Collor para quem fizemos campanha'. Era a arrogância acentuada pelo poder do fenômeno 'colorido' que se elegeu prometendo acabar com os marajás e que logo seria defenestrado do governo pela falta de tato na lida com o Congresso.
Nos últimos meses, o economista Armínio Fraga aprofundou reflexões sobre o papel da economia no desenvolvimento do Brasil. Chegou à conclusão de que o país demanda respostas mais completas. 'Mesmo quando falamos de economia, precisamos incluir hoje, aqui no Brasil, temas como Estado de Direito , respeito às minorias, fim da desigualdade, combate à violência —com uma postura de paz em relação à violência', diz.
Foi em 11 de novembro de 1918 que finalmente se declarou o cessar-fogo que colocaria fim à Primeira Guerra Mundial. Cem anos depois, o mundo ainda vive sob marcas históricas do conflito que inaugurou os tanques de guerra e, consigo, trouxe transformações de ordem política, econômica, social e cultural. Enquanto a arte eternizou o caos e o trauma deixados por esta guerra, ainda é debatido o papel do multilateralismo — o princípio fundador da Liga das Nações, formada após a guerra — para a construção da paz e a estabilidade.
Aos 81 anos, com quase 50 de vida política, o ex-governador Alberto Goldman, um dos tucanos históricos ainda em atividade, não se espanta com mais nada. Em seu confortável apartamento em Higienópolis, ele acompanha o noticiário e não se preocupa com a ofensiva do seu antagonista João Doria para tomar o PSDB.
Foram necessários quarenta anos para o Mato Grosso do Sul deixar de engatinhar e, enfim, assumir o papel de protagonista no governo federal. Depois do curto período de Ramez Tebet como ministro da Integração Nacional e, agora, do ridículo papel de Carlos Marun como arauto da República “temerista”, Tereza Cristina chega como plenipotenciária ministra da Agricultura. De lambuja, Henrique Mandetta ainda pode ficar com o ministério da Saúde. Bom demais para ser verdade.