Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A escolha, inicialmente, de um dos coordenadores da campanha, o deputado Onyx Lorenzoni, do Rio Grande do Sul, para chefiar a Casa Civil no futuro Governo e a indicação, agora, da deputada federal reeleita por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, para o Ministério da Agricultura, reforçam a presença do DEM junto ao presidente eleito Jair Bolsonaro.
Caso o deputado Geraldo Resende opte pelo retorno à Secretaria de Saúde do Estado – que ocupou durante o primeiro governo Zeca do PT – e não à Câmara Federal, aumenta a renovação da representatividade do MS na Câmara Federal. Além dos bolsonaristas Tio Trutis e Dr. Luiz Ovando; de Rose Modesto, Beto Pereira e Fábio Trad, este na conta dos novatos por sua condição de suplente de Carlos Marun, a pantaneira Bia Cavassa, de Corumbá, assumiria a vaga da ministra Tereza Cristina.
O empresário da JBS Joesley Batista, o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), e o deputado João Magalhães (MDB-MG) foram presos hoje na Operação Capitu, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura em 2013, quando Andrade foi Ministro, na gestão de Dilma Rousseff.
O deputado federal Luiz Henrique Mandetta estava tão confiante numa boquinha do governo Bolsonaro que nem disputou a reeleição. Agora, com a indicação de sua colega de bancada do MS e, ainda por cima, do Democratas, Tereza Cristina, para o Ministério da Agricultura, se quiser gerenciar algo na área da saúde pública vai ter que se mudar para o Goiás. Isto se outro demo, o governador eleito de lá, Reinaldo Caiado, também não roer a corda, a exemplo de Bolsonaro.
A futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM), presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), cobrou celeridade na escolha do ministro que irá comandar as Relações Exteriores. Segundo ela, os dois ministérios precisam atuar juntos em defesa dos produtores. Ela explicou que está esperando uma conversa com o presidente eleito para 'entender a posicao que o governo vai tomar' em relação ao agronegócio, mas ressaltou que o convite ainda não foi feito. 'O ministério é estruturado, tenho algumas ideias, mas não quero adiantar nada. Agora eu preciso assentar a poeira e ter calma', declarou.
08/11/2018 - 11h42Ferraço disse que Bolsonaro está provocando uma mudança na ocupação dos espaços de governo e que pode ter havido certo ressentimento por...
Nem bem acabou o segundo turno das eleições para governador e as lideranças políticas já voltaram os olhos para a disputa das prefeituras. As conversas estão se intensificando nos bastidores e nos partidos. Em Campo Grande, o prefeito Marcos Trad (PSD) não se intimidou com os líderes emergentes da política que foram bem votados no pleito deste ano. E mandou desafio a rivais: “Que eles se preparem, porque eu ‘tô’ cuidando da cidade”, numa referência aos virtuais adversários em 2020.
Marcos tem dito que “está aí” para afastar as ameaças à sua reeleição. Quando fala em cuidar da cidade, o prefeito aposta na aprovação da sua administração para conquistar a reeleição. O prefeito ficou em “estado de alerta” quando viu o procurador de Justiça Sérgio Harfouche (PSC) ser o mais votado em Campo Grande para senador. Ele não foi eleito, mas bateu nas urnas o irmão do prefeito, senador eleito Nelsinho Trad (PTB), por 163.314 votos a 153.613. Isso porque a principal base eleitoral do Nelsinho é a Capital, onde foi prefeito por dois mandatos (oito anos) e deixou o cargo em alta aprovação.
A expressiva votação de Harfouche surpreendeu até Nelsinho. Por ter sido prefeito por duas vezes, ele acreditava ser o mais votado em Campo Grande. E não foi. Mesmo assim, foi eleito senador, em primeiro lugar – porque estava em jogo duas vagas –, por causa da grande votação obtida no interior do Estado.
Harfouche venceu, ainda, em Campo Grande a senadora eleita Soraya Thronike (PSL). Ela recebeu 156.697 votos. Diante desse cenário, o procurador de Justiça se tornou habilitado eleitoralmente a concorrer a prefeitura da Capital.
Mas não é só o surgimento de Harfouche na cola que poderá, em tese, atrapalhar Marcos Trad. O juiz federal Odilon de Oliveira (PDT), derrotado no segundo turno por Reinaldo Azambuja (PSDB), na disputa para governador, já admitiu a hipótese de enfrentar o prefeito em 2020. O juiz recebeu 215.193 votos na Capital. Ele perdeu por diferença de 28.549 votos para o governador no maior colégio eleitoral do Estado.
Outro líder em ascensão é o Coronel David (PSL). Ele é o político de Mato Grosso do Sul mais próximo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Portanto, é mais um nome destacado para concorrer a Prefeitura de Campo Grande.
Enfraquecido com a prisão do seu maior líder, ex-governador André Puccinelli, o MDB não pretende ficar fora da disputa na Capital. O deputado estadual Márcio Fernandes, muito próximo de André, admitiu representar o partido na batalha eleitoral pela prefeitura.
O prefeito Marcos Trad terá, no cenário de hoje, esses nomes para derrotá-los nas urnas em 2020. A prefeitura se tornou alvo dos novos líderes políticos de Mato Grosso do Sul com pretensões de conquistar mais poder.
Marcos é um dos clãs dos Trad com plano de concorrer ao governo do Estado em 2022. A sua reeleição abre caminho para sonhar com a sucessão do governador Reinaldo Azambuja. Até lá, o prefeito e governador poderão se unir para garantir a vitória. Marcos, governador, e Azambuja para senador. As conversas preliminares teriam ocorridas antes da campanha eleitoral deste ano para o fechamento da aliança do PSD com PSDB.
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Nas eleições desse ano, os Trad venceram para senador com Nelsinho e para deputado federal com Fábio. Os irmãos estarão no Congresso Nacional a partir de 2019. Fábio já se encontra na Câmara dos Deputados ocupando a vaga de Carlos Marun, que assumiu o Ministério da Secretaria de Governo. Com a vitória, Fábio deixará de ser suplente para ser titular da vaga por quatro anos.
Jururu por aí, uma entrevista atrás da outra mostrando o quanto Dourados perderia por não ter propiciado seu quinto retorno consecutivo à Câmara Federal, o deputado tucano Geraldo Resende foi salvo pelo gongo. Mais um efeito Bolsonaro. Com a indicação pela Frente Ruralista da deputada andrezista de carteirinha Tereza Cristina para o Ministério da Agricultura ele não vai precisar encaixotar sua mudança no apartamento funcional que ocupa há 16 anos em Brasília. Dourados agradece.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta quarta-feira que a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) vai comandar o Ministério da Agricultura. Ela é coordenadora da frente parlamentar da agropecuária, a chamada bancada ruralista, e presidiu a comissão especial que aprovou o projeto que flexibiliza a regulação de agrotóxicos, proposta que ganhou o apelido de 'PL do Veneno', da qual era uma das principais defensoras.
O presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou nesta quarta-feira (7) que o modelo do MDB como 'partido da governabilidade' acabou, mas disse que a sigla poderá ajudar o governo de Jair Bolsonaro (PSL), principalmente para o avanço de uma agenda econômica de reformas.Para ele a sigla deve adotar uma postura de 'independência' a partir de 2019, sem o 'partilhamento de cargos' com a gestão Bolsonaro. Porém, não descartou conversar sobre o assunto caso o presidente eleito procure a legenda para lhe ceder algum posto na Esplanada.
A delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), visita na manhã de hoje (7) terras indígenas e quilombolas e tem encontros com governantes e representantes de organizações sociais. A coordenadora do grupo, a jamaicana Margarette May Macaulay, deverá visitar, logo cedo, o Quilombo Rio dos Macacos e, à tarde, o Quilombo Pitanga de Palmares, ambos situados no município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador.
Mesmo sendo de família evangélica a radialista Lia Nogueira bem que poderia procurar algum centro de Umbanda ou coisa do gênero para se benzer antes de assumir, hoje, como segunda suplente, na Câmara Municipal de Dourados. Braz Melo, o titular da cadeira, nesta legislatura, teve o mandato extinto por condenação ao tempo em que era prefeito. A primeira suplente Denise Portolann está na cadeia, acusada de trambiques como secretária de Educação de Délia Razuk.
Em um discurso de aproximadamente três minutos, o presidente eleito Jair Bolsonaro exaltou a Constituição Federal na manhã desta terça-feira, durante o primeiro ato do qual participou em Brasília , onde chegou por volta das 9h. Convidado a falar pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira , Bolsonaro reafirmou o compromisso que já havia assumido com a Carta Magna do país e disse que ela deve ser o 'norte' da democracia. Ele também agradeceu a Deus por ter salvo sua vida do atentado a faca que sofreu durante a campanha e afirmou que continuará construindo o Brasil 'que o povo merece'.
A propósito dos festejos hoje em Brasília dos 30 anos da Constituição Cidadã promulgada em 5 de outubro de 1988, uma triste constatação, ainda mais quando Dourados acaba de perder seu único representante no Congresso Nacional: À época eram dois deputados federais douradenses – José Elias Moreira e Ivo Cersósimo, além de Saulo Queiróz, eleito também por aqui no primeiro mandato, e Ghandi Jamil, de Ponta Porã, mas com forte influência na terra de seu Marcelino.
Parlamentares começam a se articular para a criação de uma frente no Congresso em apoio ao pacote anticorrupção que o juiz Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça, pretende implementar como marca da gestão dele no próximo governo. A ideia do grupo — formado por deputados e senadores que se elegeram com a bandeira do combate aos crimes de colarinho branco, especialmente a corrupção — é se tornar base de sustentação das medidas que Moro propuser ao Legislativo. A proposta, que tem o aval da oposição, visa fazer com que o assunto não seja visto como ato exclusivo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mas de toda a sociedade.
Em 9 de outubro, dois dias após o primeiro turno da eleição presidencial, em entrevista à rádio Jovem Pan, o então presidenciável Jair Bolsonaro anunciou: 'Vamos entupir a cadeia de bandidos. Está ruim? É só não fazer besteira. Eu prefiro a cadeia cheia de bandidos que o cemitério cheio de inocentes'. A retórica flamejante da campanha ao Planalto do presidente eleito tromba com uma decisão de fevereiro de 2017 do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) .
O Correio do Estado desta segunda-feira estampando manchete para “alertar” que lideranças emergentes podem criar problemas a Marquinhos Trad, porque se transformaram em potenciais candidatos a prefeito de Campo Grande. Odilon de Oliveira? Difícil, depois do “dinamismo” demonstrado na eleição de governador. Sergio Harfouche talvez, pois mostrou que é bom de voto, e coronel David. Bem, este é Bolsonaro! Problemas, com certeza, mas não para a família Trad...
Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo deste domingo, a senadora Simone Tebet começou a se mover nos bastidores para tentar se firmar como candidata à presidência do Senado. Ela busca se apresentar como uma alternativa a Renan Calheiros (MDB-AL) palatável aos bolsonaristas. Em tese, o partido que elege a maior bancada tem preferência na eleição para a presidência da Casa. Simone não enfrenta a mesma resistência que Renan entre os partidários de Bolsonaro.
Antes mesmo de assumir o cargo, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, é alvo de sondagens, análises e especulações sobre como será a atuação do seu governo em relação às demais instituições do país, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público Federal (MPF). A dúvida é se ele terá uma boa convivência com os demais poderes, com observância das atribuições definidas em lei para as demais instituições. No Supremo, o clima entre os ministros é de bastante tranquilidade, ao menos por enquanto, em relação ao tema.