Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Marina Silva e (Rede) e Henrique Meirelles (MDB) desistiram na última hora de participar de uma reunião nesta terça (25) em São Paulo com Geraldo Alckmin (PSDB) e Álvaro Dias (Podemos) a fim de tratar da possibilidade de se unirem em torno de uma candidatura presidencial única de centro na reta final do primeiro turno. A reunião, articulada pelo advogado Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça e um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), ocorreria às 9h no Instituto dos Advogados de São Paulo. Fora confirmada em uma reunião virtual na manhã de segunda com assessores dos candidatos.
Lula, que é Lula, ex-presidente da República, um inocente, a alma mais honesta do Brasil, mas condenado a doze anos de prisão, não foi autorizado a dar entrevista. Adélio Bispo, preso em flagrante depois de tentar matar Jair Bolsonaro, líder das pesquisas de intenção de voto na corrida presidencial, vai dar duas entrevistas esta semana, uma ao SBT, outra à revista Veja. Depois disso, na antevéspera da eleição, a PF promete esclarecer o porquê do atentado ao presidenciável.
Para o cientista político David Fleischer, especialista em eleições, as propagandas negativas em cima de Bolsonaro influenciaram para a estagnação do militar. “Além das várias críticas em propagandas na televisão e no rádio, a ausência física, apesar de toda a cobertura gratuita feita pela imprensa, fez Bolsonaro estacionar”, sustenta. Segundo Fleischer, a tendência de crescimento de Haddad e a migração de votos do centro podem mudar o cenário. “Em duas semanas, muita coisa pode acontecer. Os partidos do centrão estão desanimados com o Alckmin. Então, resta saber para onde vão esses votos se ele não reagir”, avalia.
O governador tucano Reinaldo Azambuja (PSDB), candidato à reeleição, mantém a liderança de acordo com a pesquisa Ibope divulgada no início da noite desta segunda-feira (24). A pesquisa tem 95% de confiança e apresenta margem de erro de 3%. Azambuja aparece à frente com 40% das intenções de voto. Com a margem de erro, teria entre 37% e 43%. O candidato do PDT, o juiz aposentado Odilon de Oliveira, é o segundo colocado nas intenções de voto com 29%. Com a margem de erro, Odilon aparece entre 26% e 33%.
Partidos que integram a coligação encabeçada por Geraldo Alckmin (PSDB) discutem nos bastidores que posição tomar em um eventual segundo turno sem a presença do tucano. Integrantes do chamado centrão – bloco formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade – e do PTB veem como quase certo o fracasso de Alckmin no primeiro turno. O presidenciável, que ocupa quase metade do tempo do horário eleitoral, ainda patina nos 10% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas.
A duas semanas do primeiro turno, o número de mulheres sem candidato a presidente é elevado: na pesquisa Datafolha da última quinta-feira, ao responder de forma espontânea à pergunta 'em quem você vai votar?', 51% delas afirmaram ainda não saber (38%) ou pretender votar nulo ou branco (13%), o que corresponde a 39,4 milhões de eleitoras. Na ponta do lápis, para cada homem sem candidato, há duas mulheres na mesma situação. A pedido do O Globo, o Datafolha mapeou seu perfil socioeconômico. O resultado revela que 45,3% moram no Sudeste e 54% ganham até dois salários mínimos.
'Tiraram o direito de escolha do povo em votar em mim, mas eu digo, os candidatos que me representam: Junior Mochi, Senador Moka e Delcídio do Amaral. Votando nesses candidatos, vocês estarão defendendo o meu legado e meu nome'. André Puccinelli, direto da cela, numa mensagem no Facebook neste domingo. Vitimas, em pleitos anteriores, da enrustida paixonite do ex-governador pelo senador cassado, Murilo Zauith e Nelsinho Trad devem estar se sentindo aliviados.
O ministro Dias Toffoli, que assumiu a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 13, diz acreditar que 'o batismo das urnas' terá o condão de tranquilizar o país. 'Qualquer que seja o resultado, será respeitado', inclusive pelos militares, afirma. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo o ministro falou, entre outras coisas, sobre um eventual indulto ao ex-presidente Lula (PT), o reajuste ao Judiciário e a relação do STF com outros Poderes.
Noventa horas. Entre os primeiros minutos da quinta-feira, 4 de outubro, e o último voto computado no domingo, dia 7, os produtores de fake news encontrarão um território aberto e sem lei. Será o período do vale-tudo eleitoral, quando os últimos programas de rádio e televisão estarão fechados, e a Justiça não conseguirá responder a tempo as ações das vítimas. Ao longo da última semana, o jornal Correio Braziliense entrevistou investigadores, magistrados, policiais, marqueteiros, acadêmicos, militares, agentes de inteligência e políticos.
Petardos provocados pelo inquérito aberto esta semana pela 16ª Promotoria de Justiça para investigar irregularidades na contratação da produtora de vídeo que durante muito tempo deu banho de luz nos vereadores douradenses podem atravessar os cada vez mais vulneráveis paredões do Palácio Jaguaribe e atingirem o entorno da fortaleza que é o gabinete de Délia Razuk. Tudo por conta do aproveitamento de apaniguados da antiga presidência do legislativo pelo atual executivo.
Com as pesquisas de intenção de votos antecipando um cenário de polarização que deveria ocorrer apenas no segundo turno, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou uma carta aos eleitores, na qual alerta para a necessidade de os candidatos que não se aliam às visões radicais de esquerda e direita — representadas por Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) — juntarem forças a fim de deter o que chamou de “marcha da insensatez”. Para os especialistas, a radicalização, alimentada pela recessão econômica e pela crise institucional, é reflexo do desgaste do PSDB, partido do ex-presidente, da fragmentação das candidaturas de centro e do antipetismo.
Na primeira entrevista que concede desde que sofreu um atentado a faca há duas semanas, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) defendeu seu guru econômico, Paulo Guedes, que criou polêmica ao defender uma espécie de CPMF (o chamado imposto do cheque) em palestra. 'O Paulo segue firme', disse, sobre boatos de que ele poderia se afastar da campanha após cancelar uma série de eventos em que falaria sobre seus planos para a área econômica. 'Posto Ipiranga' de Bolsonaro para a área, o economista já foi anunciado como ministro da Fazenda em caso de vitória do atual líder da corrida ao Planalto.
“Dá uma geral, faz um defumador, enche a casa de flor, porque eu estou voltando...”. O senador cassado Delcídio do Amaral deveria ter escolhido outro trecho do sucesso da cantora Simone, para a capa de sua Fanpage, nessa sua tentativa de retorno. Aquele que diz “põe meia dúzia de Brahma pra gelar...”. Combinaria com o hit do momento, de Bezerra da Silva, diante de sua conclusão de que “com a bebedeira e a discussão(...) se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão...”
A pesquisa do Ipems/Correio do Estado estimulada aponta o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) a um passo de ganhar as eleições no primeiro turno. Ele teria hoje 42,94% das intenções de voto no levantamento realizado com 1500 eleitores em 40 municípios de Mato Grosso do Sul.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou nesta quinta-feira (20) uma carta aos brasileiros na qual pede aos candidatos que não apostam em soluções extremas que se reúnam e decidam apoiar quem 'melhores condições de êxito eleitoral tiver', caso contrário a 'crise tenderá certamente a se agravar'.
A matéria de capa da mais recente edição da revista The Economist, que descreve um possível governo de Jair Bolsonaro como 'desastroso' e uma 'ameaça' ao Brasil e à América Latina provocou uma verdadeira guerra nas redes sociais entre apoiadores e críticos ao presidenciável pelo PSL. O texto da publicação inglesa aborda a necessidade de reformas no país e faz uma análise da ascensão de Bolsonaro como presidenciável. Para a Economist, o candidato se tornou opção em um cenário em que as finanças estão sob pressão e a política está 'podre'.
20/09/2018 - 10h09Revista dedica capa ao candidato que, se vencer, 'coloca em risco a própria sobrevivência da democracia'A revista The Economist, referência liberal em...
Quem acha que o quadro eleitoral está consolidado é melhor apertar os cintos e se preparar para as turbulências. Vários fatores sugerem possibilidade de mudança no quadro de intenções de votos revelados pelas pesquisas até o primeiro turno, em 7 de outubro. 'Quando olharmos para esta eleição daqui a muitos anos, a principal marca será a incerteza', afirma Paulo Calmon, diretor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB). O cientista Bruno Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vai na mesma linha: 'É uma eleição atípica, que ocorre sob o signo da revolta, devido à crise econômica e à Lava-Jato'.
Além de tentar se livrar da acusação de fornecimento de notas frias à JBS, causa de sua recente prisão pela Polícia Federal, o deputado Zé Teixeira pode ser convidado a explicar em juízo, em audiência marcada para antes das eleições, o envolvimento de sua família com o grupo criminoso Campina Verde. Mais especificamente, suas relações com a CAED Armazéns Gerais, antiga Teixeira Comércio de Cereais, ainda funcionando em nome de seu filho Nilson Roberto Teixeira.