Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Era só o que faltava. Chafurdado na lama asfáltica, André Puccinelli com Delcídio do Amaral em seu palanque, tentando um retorno, ops!, ao senado. Delcídio foi absolvido ontem por um juiz de primeira instância, mas apenas da acusação de facilitação de fuga de Nestor Cerveró, o que não o isenta das lambanças, como Passadena, da Lava Jato. O namoro “escondido” com o petista, como Puccinelli gosta de falar quando se refere a alianças políticas, vem desde a eleição de 2014.
A Justiça Federal absolveu hoje (12) o ex-senador pelo PT de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral, que perdeu o mandado de senador depois de ser preso sob a acusação de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu na mesma ação, também foi inocentado, assim como o banqueiro André Esteves e outros acusados no processo que apurava a suposta tentativa do ex-presidente de obstruir o andamento da Operação Lava Jato.
Aprovada na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo Congresso ontem (quarta, 11), o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, apresentado pelo governo e relatado pelo senador Dalírio Beber (PSDB-SC), prevê um 'drible' na chamada regra de ouro, prevista na Constituição. A brecha encontrada é a previsão até então inédita, na LDO, de que o próximo governante envie um pedido para suplementar as contas para cobrir o rombo já previsto.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin homologou o acordo de delação premiada de oito ex-empregados da empreiteira OAS que trabalhavam no setor responsável pelo caixa dois e pelos repasses de propinas da construtora. Após a homologação, os delatores passaram a colaborar com investigações em Brasília, Curitiba e São Paulo, em desdobramentos da Operação Lava Jato, e prestaram depoimentos na Operação Pedra no Caminho, que apura desvios em obras do trecho norte do Rodoanel de São Paulo.
Pelo tanto que estão se comportando como os tucanos, fazendo a maior onda para descer do muro, bem provável que os demos do Mato Grosso do Sul fechem, mesmo, com o PSDB. Ainda mais agora, pela destreza com que Murilo Zauith está movendo a coisa, indicando o deputado José Carlos Barbosinha como candidato a vice-governador de Azambuja. Com ele, claro, concorrendo ao Senado. Resta saber o que o governador vai fazer com Marcelo Miglioli e com Nelsinho Trad.
Candidatos à Presidência da República vão fechar suas alianças no prazo limite imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Grandes partidos deixaram para se movimentar na última semana das convenções, que terminam oficialmente em 5 de agosto. O período será decisivo por causa dos anúncios de candidatos de fato e de desistentes. Conversas fora de agenda estão ocorrendo há meses, embora o cenário continue indefinido.
Aos que questionam a obstinação de André Puccinelli em voltar ao governo, diante de tantas adversidades: seu líder maior, Michel Temer, beira a zero em popularidade, mas está dando uma de Silvio Santos – quem quer dinheiro? São R$ 5,8 bilhões jorrando para as famigeradas emendas parlamentares, sob a gerência do pupilo Carlos Marun. Que consigam “salvar” aí uns 10%. Republicanamente, como antigamente. Dá pra fazer a campanha e guardar para comprar uma tornozeleira nova.
Um dia depois do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, nesta terça-feira (10), foi a vez do ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro admitir a possibilidade de apoiar um candidato de outro partido, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de disputar a Presidência.
A presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministra Laurita Vaz, negou nesta terça (10) um habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que não era atribuição de um juiz plantonista do tribunal regional mandar soltar o petista. O habeas corpus analisado pela ministra foi pedido por um advogado de São Paulo contra a decisão de domingo (8) do presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), Thompson Flores, de manter Lula preso.
Os autores do pedido de libertação do ex-presidente Lula já previam uma derrota, mas articularam uma ação minuciosa para desgastar a Justiça e tentar converter em ganho político qualquer decisão contra o petista. Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Teixeira (PT-SP) elaboraram estratégia para que o pedido de habeas corpus fosse analisado necessariamente pelo desembargador Rogério Favreto, crítico a Sergio Moro no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região) e o plantonista da corte entre os dias 4 e 18 de julho.
Por razões mais que óbvias, o ex-governador André Puccinelli não tem como trazer o presidente Michel Temer – a maior estrela emedebista – para a convenção que deve aprovar sua tentativa de retorno, ops!, ao Parque dos Poderes. Mas, dá na mesma, talvez seja até pior, já que não tem como se livrar do arauto do Planalto, o impoluto Carlos Marun, que virou ministro só porque se notabilizou como ferrenho defensor de Eduardo Cunha, outro ícone entre os corruptos emedebistas.
“Eu gosto é de trabalhar, de servir. Se eu tenho experiência para servir meu Estado, se eu for escolhido, se a população me vê como uma pessoa em quem ela realmente tenha orgulho, que eu possa representá-la, eu não tenho vaidade nenhuma nesse sentido”. Entre tantos “ses”, o ex-prefeito Murilo Zauith começa mover a política estadual, agora em link patrocinado, no Instagram. Pelo jeito voltou a pensar em ser senador. E, aí, um “ser” terrível: Azambuja ou com Puccinelli?
O vaivém em torno da decisão sobre a soltura do ex-presidente Lula em pleno domingo foi apenas o primeiro movimento de um plano arquitetado por advogados e petistas, segundo políticos do partido, a fim de garantir a liberdade do líder da sigla na temporada de convenções para a escolha de candidatos à Presidência nas eleições de outubro. A estratégia em torno do pedido de habeas corpus acolhido pelo desembargador de plantão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Rogério Favreto, que já foi filiado ao PT, começou a ser planejada desde que o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffolli votou pela liberdade do ex-ministro José Dirceu e mandou deixá-lo sem tornozeleira.
Lanterna dos eleitos (pela legenda) para Assembleia há 4 anos, com 16.586 votos, quando Délia Razuk (a mais votada em Dourados) ficou na primeira suplência, com 19.938votos, o médico GeorgeTakimoto vai se aventurar agora num retorno, ops!, à Câmara dos Deputados. Para não perder a viagem, pediu carona a Renato Câmara, o terceiro colocado (36.903 votos) que agora busca a reeleição. É nessa condição que Takimoto será o puxador de votos na coligação de André Puccinelli.
Maior ação contra corrupção e políticos em Mato Grosso do Sul, a operação Lama Afáltica, da PF (Polícia Federal), completa três anos nesta segunda-feira. Hoje o cenário é de pé de guerra. Há processos parados na Justiça por manobra das defesas que resultam num trancamento informal das ações. Já as defesas reclamam de omissão de informações.
O advogado e ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Velloso, 82, diz que as recentes polêmicas na corte suprema do país podem ter influenciado a decisão do juiz do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) Rogério Favreto de conceder liberdade ao ex-presidente Lula (PT). Para ele, a postura de ministros do STF de não respeitarem decisões do plenário da corte ao votarem nas turmas do tribunal é um mau exemplo que pode influenciar a atuação de magistrados nas instâncias inferiores.
Atordoado por uma sucessão de decisões jurídicas contraditórias, o país assistiu neste domingo (8) a um juiz, dois desembargadores e um presidente de tribunal duelarem pela primazia de dar a palavra final sobre a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Da manhã ao início da noite, Lula obteve no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) três despachos favoráveis a sua soltura e viu, um a um, todos serem revogados.
Ao ser informado pelo deputado Wadih Damous (PT-SP) de que o TRF-4 havia determinado sua soltura, no fim da manhã deste domingo (8), o ex-presidente Lula afirmou que 'nunca acreditou' que a decisão fosse cumprida. Segundo a Folha de S. Paulo o petista estava cético quanto a deixar a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e expressou sua preocupação quanto a uma possível recusa do juiz Sergio Moro em cumprir a decisão do desembargador Rogério Favreto.
O desembargador João Pedro Gebran Neto derrubou a decisão liminar de Rogério Favreto, seu colega no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que ordenava a soltura imediata do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão coloca fim a uma 'guerra de despachos' entre Favreto e o juiz Sérgio Moro, que pedira para a Polícia Federal não cumprir a ordem de soltura do petista.
08/07/2018 - 06h32Minoria esteve na luta armada, mas muitas mulheres trabalharam com armamentos e socorro a tropasPouco lembrada, a participação das mulheres foi decisiva...