Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
29/08/2018 - 22h25Jedeão de Oliveira disse que dono de jornal eletrônico assassinado em 2012 "vendia" decisão do amigo juiz na fronteiraO bacharel em direito...
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula é tratado hoje como um mártir por estar preso em Curitiba – e, por isso, está crescendo nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto. Para o ministro, a suposta vitimização do petista é de responsabilidade do Judiciário e da imprensa. Ele alerta que o mesmo pode acontecer em relação a outros candidatos processados.
“Carlos Luppi, eu me lembro como se fosse hoje, daquela noite em que nos encontramos lá em casa; exatamente ali vocês me convenceram a deixar a magistratura e ingressar na vida política”. Odilon de Oliveira, candidato ao governo do MS, que bateu no peito dizendo que não queria corruptos em seu palanque. Carlos Luppi, presidente do PDT, é réu em diversas ações, entre outras, por comprar apoio político para Dilma Rousseff, por receber mesadas e por improbidade administrativa.
Braço direito por 22 anos do juiz federal aposentado e atual candidato a governador de Mato Grosso do Sul, Odilon de Oliveira (PDT), o bacharel em direito Jedeão de Oliveira, 49, afirmou ao jornalista Rubens Valente, da Folha de S. Paulo que o magistrado concedia à Polícia Federal autorizações genéricas de interceptações telefônicas, o que abria espaço para gravações clandestinas, mandava inflar dados divulgados à imprensa sobre apreensão de bens e abrir inquéritos com base em cartas anônimas para legalizar gravações. Ele procurou o Ministério Público Federal para um acordo de colaboração premiada.
Coincidência ou não, depois da amarelada de sua colega Simone Tebet, que deixou o MDB pendurado na brocha da sucessão estadual, o senador Waldemir Moka reinseriu em seu discurso um dos ditos preferidos dos candangos: “Quem fica em cima do muro é caco de vidro e gato ladrão”. Dos representantes do MS, com 480 pontos, Moka é o mais bem avaliado no site “Ranking dos Políticos”, onde o lanterna, com 331 negativos, é seu adversário na disputa para o Senado, Zeca do PT.
Depois de trocar o PDT de João Leite Schmidt pelo MDB de André Puccinelli, o deputado estadual George Takimoto desistiu de disputar a reeleição, vislumbrando a possibilidade de aumentar a bancada douradense na Câmara Federal, fazendo companhia ao colega médico Geraldo Resende. Somando os votos de seu sovado caderninho de pacientes-eleitores, mais os prometidos pelo ex-governador, seria uma eleição tranquila, como puxador de votos do remoçado manda-brasa. Conta parecida fizeram os petistas douradenses, avaliando que a sindicalista Gleice Jane Barbosa é a que teria maior potencial para secundar o ponteiro Vander Loubet (ambos ancorados no prestígio de Zeca do PT, candidato ao Senado) e emplacar como a primeira mulher a representar Dourados no Congresso Nacional.
O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação de improbidade administrativa contra Fernando Haddad (PT), candidato a vice-presidente na chapa de Lula (PT). O promotor Wilson Tafner, da Promotoria do Patrimônio Público, pede a condenação do ex-prefeito paulistano por enriquecimento ilícito, o bloqueio de bens, o ressarcimento do dano causado e a suspensão dos seus direitos políticos e de outras seis pessoas.
A entrevista de Ciro Gomes ontem no Jornal Nacional, esperança de alavancagem de Odilon de Oliveira no Mato Grosso do Sul, acabou numa traulitada daquelas, com reflexos desastrosos principalmente para o imaculado juiz. Tudo porque Ciro disse que tinha confiança cega no presidente do PDT nacional, Carlos Luppi, no que foi desmascarado pelo âncora Willian Bonner. Como Odilon vai manter agora o discurso de que não quer por perto dele gente enrolada com a justiça?
A ala do PT que defende a ideia 'ou Lula ou nada' ganhou força na última semana, conforme noticiado no domingo pela coluna Brasília-DF, no Correio. Com os resultados de pesquisas de intenção de voto dando ampla vantagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula, alguns correligionários passaram a sustentar que a estratégia de levar o nome de Lula à urna, mesmo com registro rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seja posta em prática.
Normal, e elogiável, que o combalido Diário-MS busque forças por uma sobrevida. O que surpreendente é que a ajuda vem de onde menos se esperava, de alguém que nunca antes havia apanhado tanto do jornal: Délia Razuk. Pelo menos é o que dá para deduzir dos destaques da primeira página desta segunda-feira. Ao lado do release de campanha do filho candidato, a prefeita com o governador Reinaldo Azambuja. Será que é o “secretário” de comunicação Albino Mendes mostrando a que veio?
A jornalista Paula Holanda, militante de esquerda e influenciadora digital, conhecida no Twitter como @pppholanda —ela tem 6.446 seguidores—, disse em uma 'thread' (sequência de pequenas frases, ou tuítes) na rede social, no sábado à noite (25), que foi convidada, em troca de dinheiro, por uma agência de marketing digital mineira chamada Lajoy a promover em seu perfil conteúdo de esquerda.
Com uma performance mixuruca no Ibope, perdendo até para os ditos candidatos nanicos, Marcelo Migliolli, o candidato ao Senado com a maior estrutura eleitoral, parece que achou a chave do cofre. É o que se deduz, pela chamada jornalística da capa de hoje no jornal do seu Amaral, de Dourados. A menos que, sempre cuidadoso editorialmente, o mais antigo diário do Estado esteja aplicando o critério da isonomia eleitoral e vá abrir o mesmo espaço, também, aos demais candidatos.
A perícia da Polícia Federal enviou ao juiz Sérgio Moro um novo laudo, com 27 páginas, exclusivamente sobre mensagens recuperadas do computador do empresário Marcelo Odebrecht. O laudo pericial, de 20 de julho, foi anexado no último dia 16 na ação penal sobre supostas propinas da empreiteira ao ex-presidente Lula que incluiriam um terreno de R$ 12,5 milhões para abrigar o Instituto Lula e cobertura vizinha à residência do petista, de R$ 504 mil, em São Bernardo.
A exemplo do ídolo e companheiro de pescaria e de biritas Lula da Silva, preso por corrupção, em Curitiba, que mantém o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad em stand by, o deputado Zeca do PT, também encrencado com a Justiça, já tem seu plano B, caso se confirme a impugnação de sua candidatura por conta da farra da publicidade durante seu governo: a esposa Gilda dos Santos, cuja presença se tornou mais frequente em suas andanças pelo Mato Grosso do Sul nessas eleições.
25/08/2018 - 15h21Em meio à campanha, ele se esforça para não ficar parado, mas enfrenta agenda vazia e isolamentoNos Estados Unidos, uma expressão sintetiza...
O Ministério Público Federal ofereceu nova denúncia contra o ex-governador do Mato Grosso do Sul André Puccinelli, e outras 40 pessoas por desvios que atingem R$ 534 milhões nos cofres do Estado. Esta é a 8ª denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no bojo da operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal. Por ordem do juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3.ª Vara Federal de Campo Grande, o emedebista, seu filho André Puccinelli Júnior e um advogado foram presos no dia 20 de julho. A decisão dá conta de que o ex-governador tinha uma ‘poupança de propinas’.
No momento em que inicia uma estratégia de transferência de votos do ex-presidente Lula para o provável candidato a presidente Fernando Haddad, o PT deve enfrentar dificuldade adicional na campanha eleitoral deste ano. O partido chega às eleições deste ano com o maior nível de isolamento nos estados desde 1998. Ao todo, terá 16 candidatos a governador, cinco deles disputando a eleição sem nenhum aliado e outros cinco com o apoio apenas do PC do B.
Se a coisa já não vinha bem para o um dia tão temido e imaculado juiz Odilon de Oliveira, a pesquisa Ibope/TV Morena é um balde de água fria nas pretensões dos brizolistas e dos chefões contraventores que alavancam a campanha pedetista. Azambuja, 39% das intenções de voto, Odilon 24% e o recém-chegado Júnior Mochi, que substitui o emedebista André Puccinelli, apenas 3%. Não há banca que não quebre diante destes números. Um mico que o juiz poderia muito bem ter evitado.
A informação dada aqui ontem, vazada por fonte das mais fidedignas, de dentro do gabinete da prefeita Délia Razuk, quanto à reforma ampla, geral e irrestrita no secretariado municipal após as eleições, soou como ameaça velada, acendendo mais uma luzinha amarela no Edifício José Cerveira. Pelo jeito vai ser preciso reforçar o time de X-9 para se descobrir os termos da convocação dos comandantes Landmark Rios e Albino Mendes para ingresso no exército do candidato Neno Razuk.
O deputado Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, pode encontrar um grande entrave para a permanência na corrida eleitoral. É cada vez mais forte, entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o sentimento de que existe uma lacuna a ser preenchida na interpretação da lei sobre a candidatura de pessoas que respondem a uma ação penal na Corte. Com base na Constituição Federal, que determina o afastamento do chefe do Executivo, caso ele se torne réu no Tribunal, a maioria dos ministros já entendeu que não é permitido que pessoas nestas condições figurem na linha sucessória presidencial, ou seja, tenham a possibilidade de assumir o cargo máximo da República.