Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Passada a frustração da Copa do Mundo começam a se consolidar as duplas que se formaram durante este período em que os candidatos aproveitaram para as provisões de recursos para as eleições de outubro. Os tucanos Geraldo Resende e Barbosinha foram vistos de mãos dadas, entrelaçadas, pedindo votos no Vale do Ivinhema, onde Renato Câmara reina absoluto para estadual, devendo dividir seu prestígio com o colega emedebista douradense George Takimoto, que retorna para federal.
Há três meses poucos acreditavam que a figura mais emblemática do cenário político brasileiro ficaria mais de uma semana na cadeia. Cercado por milhares de apoiadores, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o país parar a fim de acompanhar o desfecho de seu embate com a Justiça. Condenado a 12 anos e um mês de reclusão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), acusado de ter recebido um apartamento como propina da construtora OAS, o petista está há 90 dias encarcerado em uma cela na Superintendência da PF em Curitiba. Mas ainda briga para manter a candidatura à Presidência, e mantém a estratégia de criticar a Justiça.
No dia 2 de fevereiro de 2017, Jair Bolsonaro recebeu apenas quatro votos ao disputar a presidência da Câmara. O eleito, Rodrigo Maia, teve o apoio de 293 dos 513 deputados federais. Menos de um ano e meio depois, a situação é inteiramente outra. Maia (DEM-RJ) não entusiasma nem o seu partido para seguir adiante com o sonho da candidatura ao Planalto. Já Bolsonaro (PSL-RJ), líder de todas as pesquisas presidenciais nos cenários em que o ex-presidente Lula (PT) fica fora da lista de concorrentes, vive tempos de bonança.
A especulação em torno do nome de Lori Gressler como candidata a vice-governadora de André Puccinelli é o mais claro sinal dos estragos da derrapagem do emedebista na lama asfáltica. Secretária de Educação da administração Zé Elias no século passado, depois vice-prefeita de Humberto Teixeira, a professora aposentada está totalmente fora de contexto, desde sua desastrada tentativa de virar prefeita. Sem votos e sem um tostão furado para investir na combalida campanha do emedebista.
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), um dos principais articuladores políticos do governo Michel Temer, é suspeito de envolvimento com a suposta organização criminosa que, segundo a polícia e o Ministério Público, fraudava registros sindicais no Ministério do Trabalho. A Polícia Federal pediu autorização para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de Marun e de sua chefe de gabinete, Vivianne de Melo, mas a Procuradoria-Geral da República entendeu que, por ora, não havia provas de que o emedebista integrava a organização criminosa.
O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou o afastamento do ministro do Trabalho, Helton Yomura, do cargo. A medida faz parte da terceira fase da Operação Registro Espúrio, em curso nesta quinta para apurar esquema de fraudes e corrupção no Ministério do Trabalho. Também estão entre os alvos o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) e o chefe de gabinete de Yomura, Júlio de Souza Bernardes, que teve mandado de prisão temporária expedido.
“Sou majoritário, vou caminhar a senador”. Campeão da dissimulação, Murilo Zauith deixou escapar para que lado vai mover a política do MS. Como para Azambuja parece ser questão de honra fazer Marcelo Miglioli senador, além do apoio informal a Nelsinho Trad e Zeca do PT, os demos devem ir mesmo de André Puccinelli, que só tem compromisso com a reeleição de Moka . A menos que vingue a candidatura Odilon de Oliveira, já que Zauith não descarta também esta possibilidade.
“Eu tenho experiência acumulada, sou fundador deste Estado”. João Leite Schmidt, ipsis litteris, no Correio do Estado, ao tentar justificar sua defenestração da presidência do PDT pelo pupilo Dagoberto Nogueira. O presidente Ernesto Geisel, que dividiu o velho Mato Grosso para criar o Mato Grosso do Sul, não deve ter gostado nem um pouquinho. Muito menos seu ministro do Interior, Maurício Rangel Reis, este, sim, tido como o “pai da divisão” (do estado, claro).
Tendo como favas contadas a eleição de Zeca do PT para o senado, o candidato a suplente, professor Laerte Tetila, vereador, duas vezes deputado estadual e outras duas prefeito de Dourados, hoje modesto assessor da Assembleia Legislativa, já sonha com seus dias de fênix. Ele acredita numa reviravolta histórica, com as esquerdas reassumindo o poder no Brasil e Zeca podendo virar ministro ou voltando a ser governador. E, assim, finalmente Dourados teria seu primeiro senador!
Não é mais novidade que o presidente Michel Temer (MDB) é recordista em rejeição popular, com aprovação de apenas 4% dos entrevistados na mais recente pesquisa Ibope. Mas pouco se fala sobre a quantidade de pedidos de impeachment ativos na Câmara contra o emedebista. São 30 os protocolos ativos, sob análise do Núcleo de Assessoramento Jurídico (Najur) da Casa, quatro dos quais já arquivados.
O juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato na Justiça Federal do Rio de Janeiro, condenou o empresário Eike Batista a 30 anos de prisão. A pena está definida na sentença da Operação Eficiência, que foi assinada pelo juiz na segunda-feira (2/7) e divulgada nesta terça-feira (3/7). Eike está em prisão domiciliar desde abril deste ano, por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a decisão de Bretas, o passaporte do empresário deve continuar retido e ele está impedido de deixar o Brasil.
Descendo a ladeira em ritmo mais forte que as deslizadas de André Puccinelli na lama asfáltica, o juiz aposentado Odilon de Oliveira marcou para o próximo dia 21 a convenção que pode indicar seu nome como candidato dos brizolistas ao governo do Estado. Estratégia para tentar conter uma debandada dos aliados, principalmente depois dos chiliques do cacique João Leite Schmidt, que abandonou a direção partidária por não aguentar mais a pedição dos candidatos.
Mais de 60% dos quase 410 mil seguidores no Twitter do senador Alvaro Dias, pré-candidato à Presidência pelo Podemos, são, na verdade, perfis robôs, controlados automaticamente por terceiros. A análise foi feita pelo Instituto InternetLab, centro de pesquisas dedicado a temas do direito e da tecnologia. Segundo a organização, há indícios de compra de seguidores para o candidato com o objetivo de inflar artificialmente sua reputação na rede.
Pelo menos R$ 15 bilhões de contratos firmados nos últimos dez anos pela estatal paulista responsável pelas obras viárias em São Paulo, a Dersa, estão sob suspeita, segundo investigações da Operação Lava Jato. É mais que a metade dos investimentos coordenados pela empresa no período. As informações são do jornal O Globo. As suspeitas vão de irregularidades em desapropriações a denúncias de corrupção.
Encoberta pelo ruído provocado pelas ações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), uma decisão da Segunda Turma, respaldada pelo voto do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, animou, longe dos holofotes, a defesa de vários réus do petrolão. O julgamento no STF que absolveu a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), no último dia 20, deve impactar a maioria dos casos que tramitam no tribunal derivados da Operação Lava Jato, segundo seis dos principais criminalistas que atuam em inquéritos e ações penais no STF ouvidos pela *Folha de S. Paulo*.
Henrique Meirelles ainda ocupava o gabinete principal do Ministério da Fazenda quando, em meados de março, escutou um conselho que o fez reagir: 'Isso já passou, ou vou ser presidente ou não vou entrar nesta disputa'. Um dos quase 20 interlocutores que ouviu antes de decidir concorrer à sucessão de Michel Temer recomendou que ele pleiteasse uma vaga mais simples, no Senado. Recebeu a negativa pronta. A dúvida não era o cargo, mas se valeria a pena investir toda sua energia —e parte de sua fortuna pessoal— em uma campanha presidencial nebulosa, esgarçada na radicalização entre direita e esquerda no país.
Pacato, como é de seu feitio, o governador Reinaldo Azambuja foi discreto, mas firme, ao se referir aos prováveis adversários durante sua passagem por Dourados nesta sexta-feira. A advertência de que todo mundo está de saco cheio com os políticos foi entendida como recado ao encrencado emedebista André Puccinelli, conhecido por suas bravatas. Ao juiz aposentado e todo imaculado Odilon de Oliveira lembrou que também não cola mais essa história de salvador da pátria.
Anfitrião do evento que lançou a pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto, em Contagem (MG), no último dia 8, o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), aproveitou a ocasião para divulgar um vídeo em tom de campanha. Em meio a cenas de protestos contra Michel Temer (MDB), a narração diz que o PT tem história de luta em defesa da democracia em Minas e, mencionando o emedebista, pede o fim do governo que ataca os direitos trabalhistas e a Previdência.
Depois que Ciro Gomes garantiu abaixar o preço da gasolina para R$ 3,00, Geraldo Alckmin promete em Dourados dobrar a renda dos brasileiros. Talvez por isso o tucano (ave de curta autonomia de voo) de Pindamonhangaba não consiga decolar nas pesquisas. Sem contar que, a exemplo de André Puccinelli, derrapando na lama asfáltica espalhada por Edson Giroto no MS, o ex-governador Alckmin precisa explicar melhor os retornos malfeitos por Paulo Preto no anel viário de SP.
O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, disse que não haverá surpresas em seu governo se for eleito e pediu confiança a um grupo de investidores e analistas do mercado financeiro com que se reuniu a portas fechadas nesta quinta-feira (28).