Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Não tem como não lembrar a piada do ex-prefeito João Totó Câmara quanto ao destino que um dos pilotos sugeriu dar às duas freiras de carona, mas sem pára-quedas, ante a queda iminente do teco-teco em que viajavam. É que a prefeita Délia Razuk decidiu fazer uma reforma ampla, geral e irrestrita em seu secretariado. Mas só depois das eleições. 'Será que dá tempo?'. No caso, de salvar sua combalida administração.
As mais recentes pesquisas mostram que a campanha encabeçada por Lula, de dentro da cadeia, tem sido eficaz para ele, mas não para os aliados. O ex-presidente continua a crescer na preferência dos eleitores. Mas, caso o Tribunal Superior Eleitoral cumpra o que manda a Lei da Ficha Limpa e indefira a candidatura do petista, condenado a 12 anos de prisão e, portanto, inelegível, a situação se complica para o PT. Isso porque, até agora, o plano B do partido está estacionado: Fernando Haddad não decola nas pesquisas. Sem Lula na disputa, quem lidera as sondagens eleitorais é Jair Bolsonaro (PSL).
O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, foi irônico ao comentar nesta quarta-feira a possibilidade de que o segundo turno das eleições se dê entre Jair Bolsonaro (PSL) e um nome do PT. Questionado sobre esse cenário e se estaria aberto a uma aliança com outros candidatos de centro em busca do voto útil, ele devolveu a pergunta:
Mão na roda, principalmente para candidatos ditos “duros”, como Odilon de Oliveira, as redes sociais são também implacáveis! Foi o CNJ acabar com a mamata de sua segurança pessoal e lá está o juiz abraçado a um gato preto. “Fica tranquilo, você já tem a minha proteção”, diz o felino ao candidato cuja campanha tem estreitas ligações com os bicheiros de Campo Grande. Não tem como não lembrar Ney Matogrosso, “Vira! Vira! Vira! Homem; Vira! Vira! Vira! lobisomem!”.
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou por unanimidade o mandato do deputado Paulo Maluf (PP-SP) nesta quarta-feira (22). A perda do mandato já havia sido determinada pelo ministro do STF Edson Fachin em dezembro de 2017, quando também decidiu pela prisão do deputado. A Câmara, no entanto, resistia ao cumprimento da decisão, por considerá-la um desrespeito à separação dos Poderes. Em fevereiro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que apenas o plenário da Casa poderia cassar um parlamentar.
Uma das maiores deslizadas (antes da lama asfáltica) do marketing do time de André Puccinelli pode continuar dando resultados ao opositor nessas eleições. Candidato a deputado federal, Alcides Bernal está respondendo à pergunta que Edson Girotto fazia à exaustão nos programas eleitorais quando, em 2012, o hoje companheiro de cela de Puccinelli tentou se eleger prefeito contra o então deputado estadual: “O Bernal, agora, vai ser deputado federal”, diz a propaganda do ex-prefeito.
Termina hoje o prazo de cinco dias para que candidatos, coligações adversárias, bem como o Ministério Público, entrem com impugnações contra candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral. Ao todo, a Justiça já recebeu 10 ações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o argumento de que ele foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância da Justiça Federal e, por isso, estaria enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Na corrida para seguir com Lula na cabeça da chapa, o PT recebeu outro golpe ontem: Fernando Haddad, candidato a vice, virou réu em ação que apura prejuízo de R$ 5,2 milhões com ciclovia quando era prefeito de São Paulo.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na tarde desta terça-feira (21/8) que a recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU sobre a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se trata apenas de 'opinião'. Moraes se referiu ao entendimento da entidade de que o petista deve ter direito a fazer campanha e concorrer à Presidência da República até que o processo no qual ele foi condenado em Segunda Instância tramite em todas as fases judiciais.
Nunca houve algo parecido: a corrida presidencial de 2018 começa com um candidato preso e inelegível liderando as pesquisas, seguido por dois representantes de partidos nanicos. A pesquisa Ibope é o retrato da indefinição que domina a disputa deste ano, na qual ao menos cinco nomes parecem ter chances de estar no segundo turno.
O governador Reinaldo Azambuja vai precisar recorrer aos bons serviços que credenciaram seu ex-secretário de obras Marcelo Miglioli como candidato ao Senado para reforçar as estruturas de seu palanque. Pelo menos os que forem montados em Dourados. Se já era difícil aguentar o peso das divergências entre o aliado tucano Geraldo Resende e o agora candidato a vice Murilo Zauith, imagine com a chegada de Délia Razuk e a trupe de seu pimpolho Neno, candidato a estadual.
A rejeição à classe política não intimidou os parlamentares a concorrerem a um novo mandato. Na disputa deste ano, três em cada quatro deputados e senadores são candidatos à reeleição, diminuindo a chance de uma renovação no Poder Legislativo. Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo, com base nos registros de candidaturas na Justiça Eleitoral, 77,4% dos legisladores federais estão tentando uma recondução, percentual que chega a 80% se for considerada apenas a Câmara.
O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, em vídeo publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira, que PSDB e PT trabalham para conseguir um indulto para o ex-presidente Lula e todos os condenados nos escândalos do Mensalão e do Petrolão. A declaração é uma resposta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que em entrevista publicada hoje admitiu um acordo entre PSDB e PT contra o capitão do exército.
Renato Câmara é Moka, Barbosinha é Migliolli, Zé Teixeira, pelo jeito, Nelsinho Trad, o único que prestigiou o pomposo lançamento de sua candidatura em Dourados. E, assim, vão se definindo as tendências para o primeiro voto em senador. O segundo voto, e o apoio, claro, no segundo candidato, é para negociar. É, ainda, hora de sondar quem tem mais garrafas vazias para vender. Com Zeca do PT e Nelsinho enrolados, a tendência é que as duas cadeiras fiquem com Moka e Miglioli.
Zeca do PT possivelmente fora do páreo, condenado pela farra da publicidade de seu governo; Nelsinho Trad enrolado em processos de corrupção herdados de sua administração na prefeitura de Campo Grande. Começa a fazer sentido a frase do senador e candidato a reeleição Waldemir Moka, quando seu nome não aparecia entre os ponteiros, na largada, lá atrás: “Nunca fui galinha botadeira, que canta muito quando bota ovo. O meu trabalho é visto pelas pessoas e isso é o que vale”.
Em entrevista ao jornalista Bernardo Mello Franco, do jornal O Globo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o Brasil se aproxima da eleição mergulhado num clima de ódio e de medo. FHC se diz assustado com a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) chegar ao segundo turno. Neste caso, ele admite a hipótese de um acordo entre PSDB e PT, algo inédito desde 1989, quando os dois partidos se uniram contra Fernando Collor.
Nããããão, de jeito nenhum! Estou em plena atividade.' Aos 88 anos e com 15 mandatos legislativos na bagagem, o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) resolveu enfim deixar a Câmara. Mas não a política. Tanto é que vai tentar emplacar um filho no seu lugar, além de um outro filho e um neto na Assembleia de Minas.
SEM PÚLPITO PARA LULA
O único que citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para dizer que ele não pode ser candidato, foi Alvaro Dias (Pode):
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— Não é preso político, é político preso. É uma afronta, um violência à legalidade. É a vergonha nacional essa encenação de uma candidatura. Ou respeitamos o estado democrático de direito ou desistimos da democracia
A RedeTV ! pretendia deixar uma cadeira vazia, reservada para Lula. O petista foi convidado para participar do debate porque o PT registrou sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral.
Bolsonaro, no entanto, pediu a retirada do púlpito reservado para Lula. O candidato do PSL procurou a direção da RedeTV! cerca de 40 minutos antes de o debate começar. Houve uma consulta aos demais candidatos. Todos votaram contra, com exceção de Guilherme Boulos (PSOL).
Todo sorridente, mas consciente dos tempos bicudos da classe política, Marçal Filho fez sua estreia como candidato nas redes sociais pedindo paciência ao eleitor para ouvir sua mensagem até o final. Deputado federal duas vezes, outras duas assumindo como suplente, voltou à estaca zero, em 2016, como vereador. Em sua última disputa para federal obteve apenas 39.852 votos, número que terá que repetir agora, num universo bem maior, se quiser se garantir como deputado estadual.
'Hoje 61% da população ainda não escolheu seu candidato a governador. Isso significa que as candidaturas já colocadas há algum tempo não atendem os anseios da sociedade. Nossa candidatura não é pra brincar, não existe acordo, é pra valer'. A afirmação é do candidato a governador de Mato Grosso do Sul pelo MDB, Junior Mochi.
Lula, 'ficha-suja', terá sua candidatura barrada. A eleição será legal, pois o veto obedece à legislação. Nem tudo o que é legal é legítimo. Mas a eleição sem Lula será legítima, pois a regra do jogo derivou de um consenso entre gregos e troianos, não de uma imposição unilateral.