Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Enquanto o deputado Geraldo Resende se debate para viabilizar seu nome como um dos candidatos (o outro é Nelinho Trad) a senador na chapa de Reinaldo Azambuja, o ex-secretário Marcelo Miglioli já procura alguém com visibilidade para suplente, certo de que será o ungido do governador para a vaga tucana. O nome colocado na mesa de negociações nesse momento é o de Pedro Chaves, o empresário sem-votos, mas com muita bufunfa, que virou senador como suplente de Delcídio do Amaral.
Pressionado a deslanchar sua pré-campanha ao Planalto, Geraldo Alckmin perdeu a proverbial paciência beneditina. Cobrado por lideranças do PSDB sobre falta de coordenação nessa etapa da corrida, o ex-governador paulista jogou um guardanapo sobre a mesa e perguntou aos presentes se eles preferiam ter outro candidato —e, nesse caso, disse para que eles o escolhessem.
O ex-governador André Puccinelli resolveu testar seu prestígio no governo do companheiro Michel Temer. Via Marun, claro, está invocando razões humanitárias pela soltura do ex-diretor da Agesul, Beto Mariano, que está doente, e de Edson Girotto, já com alguns milhões de adesivos prontinhos para a campanha de retorno, ops!, à Câmara Federal. Mas, principalmente, desconfiado de que o empreiteiro cheio de charme João Amorim, também preso, estaria para dar com a língua nos dentes.
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, reagiu com ironia à tentativa do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato à Presidência Henrique Meirelles (MDB) de se distanciar da gestão Michel Temer. 'Vejo gente preocupada em perder voto por estar do lado do governo. Mas que voto? Quantos votos tem o Meirelles?', questionou Marun, em entrevista ao programa Canal Livre, exibido na madrugada desta segunda-feira (4/5), pela Band. Na pesquisa CNT/MDA de maio, o ex-ministro tem entre 0,3% e 1,4% das intenções de voto, dependendo do cenário.
Com Ronaldo Caiado ficando só nos belos e contundentes discursos no Senado, mas um presidenciável apenas em sonhos, restou ao demo Luiz Henrique Mandeta desfraldar, oportunisticamente, a bandeira de seu colega de bancada Jair Bolsonaro. Também um sonhador, mas sempre coadjuvante dos primos Trad na política estadual, quem sabe assim volta a ter chances de virar ministro da Saúde, como era seu projeto se o companheiro Aécio Neves tivesse virado presidente quatro anos atrás.
Não bastasse a dor de cabeça com a delação premiada dos irmãos Batista e as lambanças de alguns assessores o governador Reinaldo Azambuja ainda precisa desatar o nó da política douradense para compor sua chapa. É que seu principal aliado na cidade, o deputado Geraldo Resende, não aceita Murilo Zauith como vice, muito menos como candidato ao Senado, na chapa tucana. Entre os muitos resquícios, o empurrãozinho final de Zauith para a eleição de Délia Razuk para a prefeitura.
Alçado à Presidência da República após o controverso processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) tem visto os principais membros de seu 'dream team' governamental ficarem pelo caminho à medida que seu mandato se aproxima do fim. Seja em razão de denúncias de corrupção ou por conjunturas de 'mercado', termo que norteia sua gestão, o emedebista havia montado a equipe de seus sonhos para a condução da política econômica, mas apenas uma peça desse triunvirato continua de pé após a saída de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, e de Pedro Parente, recém-demitido da Petrobras na esteira da crise do combustível. Restou Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, entre os notáveis do presidente.
A criação de novos partidos e o desgaste de siglas tradicionais, envolvidas em casos de corrupção nos últimos anos, reduziram o peso das quatro principais legendas do país no número total de eleitores filiados. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compilados pelo jornal O Globo mostram que, em 2002, MDB, PT, PSDB e PP tinham 49,5% do total de filiados — o que representava 5,5 milhões de um total de 11,1 milhões à época. Hoje, quando o número de simpatizantes registrados chegou a 16,8 milhões, a participação dos quatro partidos no montante é de 41%, o que representa uma queda de 17% nesse período de 16 anos.
Um dos homens mais ricos do Brasil e dono da Riachuelo, o empresário Flávio Rocha decidiu ser candidato a presidente para, segundo ele, 'revolucionar' o governo. Sua ideia é reproduzir no Estado o mesmo sistema que rege suas empresas. Ou seja, uma engrenagem baseada no livre mercado. Ao replicar esse modelo, ele acredita que irá azeitar a máquina pública e, assim, atender as 'donas Marias', que, de acordo com ele, é quem puxa a carruagem do Brasil. 'Essa é a novidade que trago da iniciativa privada. A dona Maria é o cliente que pode tudo, inclusive nos demitir', disse o empresário durante entrevista à revista ISTOÉ.
A Odebrecht recebeu R$ 191,6 milhões da Dersa, empresa responsável por obras rodoviárias de São Paulo, por meio de um acordo de 2009 que foi fraudado, segundo um documento sigiloso da estatal. Ele faz parte de um inquérito que apura o pagamento de suborno ao então governador, José Serra (PSDB).
Depois da derrapada em sua campanha de prefeito, com um jingle que seria perfeito não fosse o equívoco conceitual do verbo ser na primeira pessoa do singular, o deputado Geraldo Resende parece conformado com mais um retorno, ops!, à Câmara Federal. Não que ande devagar (que tenha abandonado a ideia de ser senador), mas porque já teve pressa (que é inimiga da perfeição), e porque hoje se sente mais forte, mais feliz quem sabe... como canta Almir Sater.
A demissão de Pedro Parente do comando da Petrobras intensificou a pressão do Congresso sobre o governo para que a política de preços da estatal seja alterada. Os pedidos para que o Palácio do Planalto anuncie medidas capazes de barrar a volatilidade das tarifas de combustíveis nos postos ganharam força inclusive entre os partidos aliados ao presidente Michel Temer.
Dez parlamentares condenados pela Justiça continuam a exercer seus mandatos e não tiveram as penas executadas, pois ainda dispõem de recursos contra a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). Esses processos fazem parte do conjunto de 52 ações penais que permaneceram na Corte mesmo após a restrição ao foro privilegiado, segundo levantamento do Estadão/Broadcast.
O PT paga um preço alto ao carregar um candidato fantasma na etapa pré-eleitoral. Ao insistir na improvável participação de Lula na disputa, o partido afasta potenciais aliados, confunde eleitores e reduz seu peso na cena política cotidiana.
Diferente do que pregam os aliados de André Puccinelli o prestígio de Carlos Marun não anda lá essas coisas no Planalto. No auge da crise dos caminhoneiros, quando chegou a recorrer a falas emocionais, evocando o risco de a economia e a democracia ruírem com a paralisação Michel Temer teve “como rocha”, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo desta sexta-feira, os ministros Eliseu Padilha, Raul Jungmann e Sergio Etchegoyen. Ao arauto do caos só as buchas.
O apoio maciço da opinião pública à paralisação dos caminhoneiros evoca o alto grau de impopularidade do governo federal, mas não só isso. O percentual dos que se colocam favoráveis à greve alcança patamares ainda mais elevados do que a reprovação a Michel Temer (MDB) e a percepção majoritária de que o país piorou sob sua gestão. Alcança índice equivalente à aprovação das manifestações de junho de 2013 (81%).
Nem bem começou a campanha eleitoral e o senador Waldemir Moka é a primeira vítima dos famigerados fake news. Um site da capital entrou na onda e ‘informou’ que alguns prefeitos foram coagidos a assinar uma manifestação de apoio à sua reeleição. Moka acabou faturando uma mídia gratuita, já que os prefeitos reagiram reafirmando que assinaram o manifesto, em Brasília, de livre e espontânea vontade. Inclusive os tucanos, em cujo ninho, se deduz, tenha sido montada a farsa.
Mais difícil, para Murilo Zauith, que se explicar aos douradenses caso não consiga emplacar sua candidatura a governador ou, que seja, a senador, será desdizer o mote do movimento dos demos que tenta viabilizar o projeto – “Novos caminhos, eu vou!”. Já imaginou explicar isso na condição de candidato a vice-governador de Azambuja. Pior, como senador de Puccinelli! A menos que Zauith esteja sendo traído pelo subconsciente, pensando numa aliança com Odilon de Oliveira...
O que a jornalista Rachel Sheherazade, o cofundador do MBL Kim Kataguiri, o general Eduardo Villas Bôas e o articulista Rodrigo Constantino têm em comum? Aos olhos do Brasil de 2018, uma queda pelo comunismo. É esse o rótulo, ao menos, que a extrema-direita vem atribuindo a alvos até aqui monopolizados pela esquerda do país. A desaprovação dessa turma à greve dos caminhoneiros propulsionou a fagocitose ideológica, com a direita da direita atacando a direita.
29/05/2018 - 16h23Nelson Meurer foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na operaçãoPor unanimidade, os ministros da segunda turma do STF (Supremo...