Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A derrocada de Lula e do PT em nível nacional deve obrigar algumas das mais emblemáticas e apaixonadas figuras do petismo douradense a repensar a vida. É o caso dos professores Laerte Tetila (e sua Zonir, suplente de Pedro Chaves), Wilson Biasotto e Elecir Ribeiro Arce; de Egon KKK, que sumiu numa dessas sinecuras federais e dos que restam com mandato – o deputado João Grandão e o vereador Elias Ishy. Além, claro, do sempre entusiasta porta-bandeira Luiz Seiji Tada.
Sob os escombros das delações da Odebrecht, o personagem regente de nossas transformações políticas por quase 40 anos submerge ferido de morte. Luiz Inácio Lula da Silva nunca mais será o mesmo. Talvez, um Silva. Ou um Luiz Inácio. Nunca mais um Lula. Aquele Lula, nunca mais. Acabou. É como o Edson sem o Pelé. Para o petista, as delações dos executivos da Odebrecht foram acachapantes.
Em mais de 300 gigabytes de arquivos em documentos e vídeos, o equivalente a 220 dias de áudio, ex-executivos da maior empreiteira do país, a Odebrecht, relatam detalhes sobre a forma como conseguiram comprar uma República. O esquema de corrupção e troca de favores entre empresários e políticos neste país é descrito desde o início da década de 1980 e atinge os principais atores dos três últimos governos, dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. São envolvidas mais de 100 autoridades, de ao menos 15 partidos de diferentes linhas ideológicas.
Mesmo encrencados na Lava-Jato os deputados Zeca do PT e Vander Loubet não precisam se preocupar com a sobrevivência. Assim como o não menos encrencado Dagoberto Nogueira, que controla a Secretaria de Saúde de Dourados, os petistas também têm seus prepostos em posições estratégicas: Zeca comandando as secretarias e Assistência Social e de Agricultura de Délia Razuk, e Vander Loubet, não indo para a cadeia, podendo despachar no gabinete do companheiro George Takimoto, na Assembleia.
BRASÍLIA — A delação do ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, Márcio Faria da Silva, aponta que o presidente Michel Temer comandou, em 15 de julho de 2010, uma reunião para sacramentar um acordo que previa o pagamento de cerca de US$ 40 milhões de propina ao PMDB em troca de contratos da Diretor Internacional da Petrobras. O presidente negou que tenha participado da negociação.
BRASÍLIA – A delação da Odebrecht atingiu os cinco ex-presidentes da República vivos: Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Fernando Collor (PTC) e José Sarney (PMDB). Apenas Collor tem direito ao foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi aberto mais um inquérito contra ele. Como os outros não ocupam cargo público, o relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, determinou o envio de indícios contra os quatro a outras instâncias do Judiciário. A delação também atingiu 12 governadores – entre eles, o do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.
Cartas fora do baralho por envolvimento em outras falcatruas, os deputados Zeca do PT e Vander Loubet aparecem agora também na lista Odebrecht. Titio Zeca, recém-condenado e com os direitos políticos suspensos por oito anos pela farra da publicidade de seu segundo governo. O sobrinho Vander, denunciado no STF por desvios de recursos da BR Distribuidora, há meses com a malinha pronta, aguardando um chamado do juiz Sérgio Moro para passar uma temporada em Curitiba.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo de Michel Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, segundo informação do jornal O Estado de S. Paulo.
Aos mais desatentos pode até passar despercebido, afinal seria apenas mais uma placa de outdoor, dessas que as churrascarias estendem ao longo das rodovias. Mas o que dizer quando chancelada pela Assembleia Legislativa, que gasta milhões para alardear que 'em momentos de dificuldades é preciso rever conceitos e se adequar aos novos tempos?'. Menos mal que esta placa aí fica bem em frente à porta da Superintendência da Polícia Federal de Dourados, o que significa que nem é preciso se dar ao trabalho de denunciar mais esta farra com o dinheiro público. É a tal da imagem que fala por mil palavras.
Com a compra do passe do vereador Juarez de Oliveira para seu time a prefeita Délia Razuk deve ganhar tempo para negociar o macro de sua administração com o governador Reinaldo Azambuja, sem a faca no pescoço do demo Zé Teixeira. Tanto que efetivou hoje as interinas Denize Portollan e Patrícia Bulcão nas secretarias de Educação e de Governo, além de nomear interinamente Elaine Trota para a Administração. Pelo menos momentaneamente a governabilidade está garantida.
10/04/2017 - 10h15Focada no compromisso com as pessoas a prefeita Délia Razuk completa nesta segunda-feira (10), cem dias de governo. São cem dias de...
Mais flagrante impossível, até parecendo provocação. No mesmo espaço em que o governador Reinaldo Azambuja escreve a crônica de uma miséria anunciada para os três poderes do Parque, caso os deputados não aprovem a proposta de emenda constitucional do teto para acabar com a gastança, o exemplo público e notório do desperdício do dinheiro público. E olha que não é a primeira vez, já vem de dias essa afronta da Assembleia Legislativa com a ocupação de todos os espaços possíveis na mídia estadual, para alardear, senão o nada o óbvio ululante. Em horário nobre e, como tal, mais caro, da TV, da mesma forma nos tradicionais jornalões impressos, nos sites da capital e do interior, e, pior, em veículos de 'comunicação' sem nenhuma audiência, mas para atender a apaniguados de deputados, alguns até despachando em gabinetes da própria Assembleia, o que só aumenta a suspeita de que o chucho é grande.
Não durou cem dias o mise-en-scène dos vereadores de ‘oposição’ que ameaçavam travar o início da administração da prefeita Délia Razuk. As apostas eram quando e como isso iria acontecer, se por meio das chantagens demo Zé Teixeira ou da ‘precisão’ de alguns dos nobres edis ainda com restos de campanhas para acertar. Parece que ganhou quem cravou na segunda possibilidade. E o peemedebista Juarez amigo de todos, mas muito mais amigo dos Razuk, é o primeiro a aderir.
O juiz federal Sergio Moro reconheceu vazamentos em delações de executivos da Odebrecht na operação Lava Jato e afirmou que investigá-los 'é quase como se fosse uma caça a fantasmas'. Em entrevista exclusiva à BBC Brasil na Havard Business School, em Cambridge (EUA), o responsável pela operação afirmou que a investigação de vazamentos ilegais de depoimentos de investigados à imprensa 'fica comprometida por questões jurídicas', como o direito ao sigilo de fontes de jornalistas e a liberdade de imprensa, garantidos pela Constituição.
O ex-presidente do grupo Odebrecht Pedro Novis disse em seu acordo de delação premiada que repassou € 2 milhões de caixa dois a José Serra (PSDB) a partir de 2006, quando o tucano disputou e venceu a eleição para o governo de São Paulo. Segundo Novis, não foi exigida contrapartida do político tucano.
Previsão das mais sombrias da Assomasul apontando para quebradeira de 47 municípios, por conta da queda de receitas impulsionada pela diminuição dos repasses do FPM e do ICMS do gás natural. Como a corda arrebenta sempre do lado mais fraco, a demissão de funcionários e corte em gratificações estão entre as primeiras medidas a serem adotadas, principalmente pelos marinheiros de primeira viagem que se esbaldam na nomeação de companheiros, mas não conseguem demitir os adversários.
Quando o telefone tocar, não diga alô. 'Diga Faaala, Garotinho', anuncia no rádio a voz empostada do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PR). O ouvinte da Super Rádio Tupi que tiver a resposta na ponta da língua ganha R$ 100 para recarregar o celular.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (7) que está 'ansioso' para prestar depoimento ao juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, no processo em que o petista responde por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.
Dono da banca advocatícia que cuida dos negócios de Reinaldo Azambuja e de Zé Teixeira, o criminalista João Arnar Ribeiro é quem está fazendo a ponte entre seus ilustres e poderosos clientes e a prefeitura de Dourados, graças ao bom trânsito que tem com os Razuk. Sua missão, convencer a prefeita Délia a entregar a Sanesul e apoiar a reeleição de Azambuja em troca de algumas obrinhas. No pacote, ainda, o toma lá, dá cá do apoio dos vereadores por cargos e secretarias.
MOSCOU — O presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou o bombardeio dos Estados Unidos contra uma base militar na Síria uma 'agressão contra um Estado soberano', baseada 'em pretextos inventados', informou o Kremlin nesta sexta-feira. Em uma mudança de postura em relação ao regime de Bashar al-Assad, o presidente americano, Donald Trump, ordenou o bombardeio na noite de quinta-feira em retaliação ao ataque químico que matou mais de 70 pessoas em uma cidade controlada pelos rebeldes no Noroeste da Síria. De acordo com o Exército russo, apenas 23 dos 59 mísseis lançados pelos EUA atingiram a base aérea síria, deixando nove mortos — incluindo quatro crianças. Esta é a primeira agressão direta dos EUA contra o governo de Assad em seis anos de guerra civil.