Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Ao nomear hoje a advogada Patrícia Bulcão (uma das integrantes de sua tropa de choque na campanha eleitoral) para substituir Raufi Marques na Secretaria de Governo, mesmo que interinamente, a prefeita Délia Razuk manda um recado aos demos comandados pelo deputado Zé Teixeira. É que o ex-secretário Zito estava se articulando para, com a desculpa de emplacar um dos vereadores da bancada oposicionista, viabilizar seu próprio retorno ao cargo. Daí o bordão famoso, no título.
BRASÍLIA - Em uma estratégia de redução de danos de imagem do Congresso Nacional, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), decidiram levar o Ministério Público (MP) para dentro da discussão do projeto de lei sobre abuso de autoridade. O clima no Senado é para aprovar, a toque de caixa, o relatório do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que endurece as punições e amplia as hipóteses em que autoridades públicas podem ser enquadradas. A proposta, de autoria do líder do PMDB, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), é vista dentro do MP como uma tentativa de engessar investigações.
A expectativa entre tucanos e aliados é que com Sérgio de Paula no comando do PSDB, com mais tranquilidade para dar cartas, o governador Reinaldo Azambuja comece a usar sua influência e seu poder de barganha para dar um basta nas fanfarronices do antecessor, André Puccinelli. Caso continue nessa pasmaceira política, deixando, como afirmou ontem, que cada um que se vire para 2018, Azambuja pode ser a próxima vítima de Puccinelli, assim como acaba de acontecer com Zeca do PT.
Não bastasse a dificuldade que é apagar o fogo amigo da bancada situacionista, mais essa agora de sonhos, vontades e problemas dos oposicionistas sob a tutela do demo Zé Teixeira, em troca da tal governabilidade, a prefeita Délia Razuk ainda tem que se sujeitar à miragem (para não dizer outra coisa, que rima!) de suplentes, que ‘ameaçam’ atalhar caminho rumo à Assembleia. Como diria Antônio Tonanni, do alto de sua sapiência, cresça e apareça menino. Ou, menina...
SÃO PAULO - A partir das delações da Odebrecht, a Procuradoria-Geral da República enviou 211 pedidos de declínio de competência a outras instâncias judiciais. São casos de pessoas suspeitas que não são julgadas pelo Supremo Tribunal Federal. Essas solicitações se somarão, nos estados, a outros milhares de procedimentos de combate à corrupção conduzidos pelo Ministério Público Federal (MPF) e também pelos estaduais (MPE). Isso significa que seguir o ritmo da Lava-Jato — com priorização dos casos — dependerá de uma decisão política.
A prefeita Délia Razuk parece refeita do conto do vigário de que devia algum favor eleitoral às três ‘irmãs’ cajazeiras da Assistência Social. Tanto assim que um de seus escrevinhadores oficiais, o sempre bem informado J.C. Torraca, dá hoje como certa a ida do vereador Juarez de Oliveira para o lugar da até aqui intocável Ledi Ferla. Mais uma tacada pela tal da governabilidade e, de quebra, para desfalcar o time de seu mais novo adversário, o deputado Renato Câmara.
Ex-ministro de Lula, Ciro Gomes (PDT-CE) torce para que o petista não concorra à Presidência. Pelo país ('seria um desserviço') e por ele, que se vende como o nome progressista para 2018. 'Não tenho a menor vontade de ser candidato se o Lula for', diz.
'Em momentos de dificuldades, é preciso rever conceitos e se adequar aos novos tempos. A Assembleia Legislativa assimila esse sentimento e adota medidas administrativas e estruturais'. Chamada de anúncio de meia página, em espaço nobre, no temido Correio do Estado de hoje. Certamente que jornalões e sites subordinados do interior, que falam a mesma língua do homem do cofre, seu Zé Teixeira, também vão se esbaldar. Só que reformar, neste caso, sem aspas, fica parecendo piada.
Coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, 37 anos, tem certeza de que os ataques dos parlamentares à operação serão mais intensos a partir de agora. 'Mas o resultado é imprevisível porque tudo depende da continuidade ou não do apoio da população ao combate da impunidade'. Dallagnol, um paranaense da cidade de Pato Branco, está na Lava-Jato desde março de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase da operação. Do lado dos investigadores, é o rosto mais conhecido. 'Tenho o privilégio de trabalhar com excepcionais profissionais no MPF, na PF e na Receita, que já tinham unido esforços no Banestado, em que a sinergia rendeu bons frutos.'
Dos males o menor. Com a publicação do acórdão do TJ/MS condenando Zeca do PT pela 'farra da publicidade', o que, pela lei da Ficha Limpa, o deixa fora das próximas eleições, o ex-governador poderá combinar com seu amigo de biritas Lula da Silva um retorno, ops!, ao Pantanal, para que o ex-presidente 'tire o dedo' do fiofó. É que recentemente, em depoimento como réu Lava Jato, Lula reclamou por não ter pego um bagrinho sequer numa pesaria com o outro amigo, o Bumlai.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) diz em entrevista à Folha de S. Paulo, edição deste sábado, que a gravidade da crise atual exige uma mudança profunda no sistema político. FHC, que antes havia dito que o governo Temer era uma pinguela, agora ache que só com muita sorte para as coisas darem certo. Ele analisa também os efeitos do protagonismo do Judiciário neste momento de crise, do 'pouco provável' retorno de Lula e do fenômeno João Doria.
Ao analisar hoje no Facebook o início da operação tapa buracos da prefeita Délia Razuk, o ex-vereador, professor Wilson Biasotto (do time petista dos secretários Ledi Ferla e Landmark Rios), fez uma ‘brincadeira’, dizendo que 'o problema não são os buracos em si, mas as sombras de árvores que nos confundem'. Na sequência, chapuletou: 'se o recapeamento de algumas avenidas pelo governo do estado for em troca da privatização da Sanesul, prefiro desviar dos buracos'.
Derivada da operação Lama Asfáltica, a denúncia de um esquema de fraudes na cúpula do setor de obras estaduais resultou em mais uma decisão de bloqueio de bens. O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneo de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho, determinou o bloqueio de R$ 9,8 milhões de 14 pessoas.
Quando o jornalista J. C. Torraca, integrante do staff de comunicação da prefeita Délia Razuk, com informações privilegiadas para seu 'Café Amargo', e outras exclusivas para o chefe Alfredo Barbara, publica que o retorno, ops!, de Idenor Machado à Secretaria de Educação é só uma questão de tempo, é porque o suplente Maurício Lemes não deve perder as esperanças. O velho e grande Maca garante também que não tem trololó, que tudo passa pelo crivo do governo do Estado.
Dilma empenhou-se ao longo dos seus cinco anos e poucos meses de governo em se distinguir de Lula em pelo menos uma coisa: ela sempre foi honesta. Nunca disse que Lula fora desonesto. Mas reafirmou sua honestidade todas as vezes que a de Lula foi posta em dúvida.
Como se a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul fosse o maior e melhor exemplo de moralidade do Brasil, alguns de seus novos integrantes engrossaram ontem o coro de Dilma Rousseff, chamando Michel Temer de covarde só porque o presidente deixou que cada Estado resolvesse, ao seu modo, a questão previdenciária. Mas, covardia maior não seria jogar para debaixo do tapete escândalos como os denunciados por Ary Rigo, na Uragano, o dos fantasmas e o da lama asfáltica?
O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deu encaminhamento a uma ordem para que a Polícia Federal (PF) interrogue os senadores Romero Jucá (PMDB-RO) e Renan Calheiros (PMDB-AL), bem como o ex-presidente José Sarney e o ex-presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobras) Sérgio Machado.
23/03/2017 - 17h20O PMDB (Partido do Movimento Democrático Nacional) completa 51 anos nesta sexta-feira. O partido foi fundado oficialmente no dia 24 de março...
Ainda bem que estourou rápido o balão de ensaio soltado num gabinete contíguo ao da prefeita Délia Razuk. Nada contra, aliás, tudo a favor de Alan Guedes, o jovem vereador cujo futuro na política só não é mais promissor por ele ter como tutor político o sempre polêmico deputado Zé Teixeira. Imagina, além da polpuda verba publicitária da Assembleia Legislativa, rateada apenas entre amigos subordinados, o poderoso demo controlando também o orçamento da comunicação da prefeitura?