Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
"Andando pelos quatro cantos dessa nossa cidade eu pude descobrir... o quanto o trânsito é caótico, e a insegurança que esses motoqueiros malucos oferecem pra gente sentir...". Simples assim. Bastou uma adaptaçãozinha em seu grande sucesso e o cantor Carlos Fábio pôde trocar a Secretaria de Cultura da era Murilo pela Agetran, de Délia Razuk.
Nem bem começada a administração e já tinha secretário da prefeita Délia Razuk viajando para Campo Grande, sem ao menos comunicar a chefa. A primeira reprimenda, coletiva, veio acompanhada da determinação de que ninguém deverá se ausentar do município, mesmo que a serviço, sem autorização. Se quiserem dar suas escapadelas, principalmente para a capital, que seja em fins de semana ou fora do expediente. E nada de carro oficial, diária ou qualquer tipo de mordomia.
RIO — A Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de bens do ex-governador do estado Eduardo Azeredo (PSDB) em uma ação por improbidade administrativa relacionada ao mensalão tucano. A decisão do desembargador Jair Varão, da 3ª Câmara Cível, não especifica o valor a ser bloqueado. O ex-governador ainda pode entrar com recurso contra a decisão.
Enquanto a prefeita Délia Razuk bate cabeça por não ter entre os de sua confiança alguém em condições de assumir sua comunicação social o ex-deputado, agora de retorno à Câmara Municipal, Marçal Filho, toma a frente e anuncia que a buraqueira da cidade é coisa do passado. Em release de quem entende do riscado o radialista faz valer sua condição de líder dos tucanos, informando que já conversou com o patrão, o Azambuja, e que está tudo nos conformes.
Na iminência de ter o mandato cassado pela escandalosa compra de votos Ilda Machado nem se dá ao trabalho de ser prefeita de Fátima do Sul, tarefa desempenhada pelo marido, Londres Machado. Tanto que o velho cacique teria desistido até do prometido retorno à Assembleia Legislativa, para alívio da filha e sucessora, deputada Grazielle Machado, que entregou o pai na bandeja ao blogueiro Marcos Eusébio: "Ele está mais para prefeito de Fátima do que para deputado".
Nesses tempos bicudos da política, quanto menos se desovarem os retornos milionários e muito bem guardados, melhor. Assim, pelo acordo alinhavado desde já entre figadais adversários, André Puccinelli pegaria uma carona com Nelsinho Trad na viagem ao Senado, parando na Câmara dos Deputados. Mesmo que nenhum juiz estadual resolva adotar o folow the money do federal Sérgio Moro, melhor não correr risco, facilitando, assim, ainda mais, a vida do Azambuja.
BRASÍLIA — A demora do presidente Michel Temer em nomear o novo secretário de Governo está aumentando o nível de estresse entre os parlamentares da base aliada. Nesta quarta-feira, um deputado do Rio, Francisco Floriano (DEM-RJ), esteve em Brasília, no meio do recesso, para exigir a nomeação de um aliado na estrutura federal. Ao chegar ao Palácio do Planalto e não obter confirmação ao seu pleito, seus berros de reclamação, dizendo que não era "moleque", ecoaram nos corredores do quarto andar:
CHICAGO — O último discurso de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, na noite de terça-feira, em Chicago, foi marcado pela emoção. Mais que tratar de seu legado nestes oito anos, o presidente usou palavras de esperança. O tom otimista contrastava com o temor do público, que teme retrocessos nas políticas de Obama no governo de Donald Trump, que assume a Casa Branca em nove dias. Obama definiu dois pontos principais pelos quais os americanos precisam lutar, em sua opinião: o fim da desigualdade econômica e dos conflitos raciais.
Pela lógica da coisa as duas vagas do MS no Senado a serem disputadas ano que já têm donos: o ex-governador Zeca do PT, e o ex-prefeito de Campo Grande, o agora petebista Nelsinho Trad, que além da burra cheia, pelas economias que fez na campanha de governador, deve estourar a boca do balão em votação na capital, dependendo, claro, do sucesso da administração do irmão Marquinhos. Assim, pelo retorno, ops!, restaria a André Puccinelli encarar o Azambuja.
Passaredo pra lá de desinformado de barca démodé e quase afundando, como sempre querendo agradar aos poderosos de plantão, prestando um desserviço à categoria que deveria empregar. Não estão faltando jornalistas no mercado, para atender aos recém-eleitos. O que está faltando é peito para as escolhas certas, principalmente da parte dos que preferem trabalhar com "profissionais" medíocres e subordinados.
Délia Razuk faz as honras da casa esta semana a Reinaldo Azambuja. Será o primeiro tête-à-tête oficial. Na pauta, além da polêmica questão da Sanesul, a prefeita vai querer colocar em pratos limpos a ingerência do governo do estado na eleição da Câmara Municipal, o que pode inviabilizar sua administração, além de ‘otras cositas’. Até porque, doido por um retorno, ops!, André Puccinelli já anda rondando o famoso casarão da rua Ponta Porã.
Em uma sala sem janelas, com acesso controlado e monitorado 24 horas por câmeras, no terceiro andar da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), está o centro nervoso da Operação Lava Jato. São planilhas de obras públicas, contratos e registros de pagamentos das maiores empreiteiras do País, arquivos de textos, anotações, agendas de encontros, conversas telefônicas, trocas de mensagens de e-mail e celular de empresários, políticos, lobistas e doleiros.
Líder do PTB e um dos deputados a desafiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara, Jovair Arantes (GO) afirma apostar no histórico da Casa em eleger candidatos nem sempre alinhados com o Palácio do Planalto. O petebista, que nega ser candidato do Centrão, diz representar seu partido e afirma que o presidente Michel Temer lhe garantiu "absoluta isenção" na disputa, marcada para o dia 2 de fevereiro.
Seis dias após assumir a prefeitura Délia Razuk retomou sua rotina de dona de casa. Sozinha, discretamente, percorreu as bancas da Feira, agora Totó Câmara, como sempre gostou de fazer. Uma leguminosa aqui, uma frutinha ali, para o maridão dodói e dengoso, ia colhendo sugestões dos feirantes para o refazimento do espaço recém-inaugurado. Coisas simples, como a ampliação da apertada área de estacionamento para o amplo espaço ocioso da antiga Chácara Rigotti.
LISBOA — Talvez a principal maneira de se conhecer não só o legado de uma pessoa, mas também sua personalidade e caráter, seja apreender o que se disse dela, no que foi mais marcante e quais as palavras mais usadas para defini-la. No caso do português Mário Soares, impressiona a quantidade de vezes em que o citam como um dos principais defensores da democracia em Portugal. Um líder humanista que não hesitou na hora de se tornar um dos maiores combatentes, sem armas, contra a ditadura salazarista.
Olha só que ironia. A administração Délia Razuk começa, efetivamente, com a assinatura, nesta sexta-feira, da ordem de serviço para a reforma do Hospital da Vida, graças a recursos conseguidos por Geraldo Resende. Detalhe: são R$ 2 milhões que estavam mofando em Brasília havia dez anos, segundo o deputado, "por falta de comprometimento de gestores que só tinham discursos vazios". A prefeita fez questão de lembrar o empenho do adversário recém-batido nas urnas.
Todo mundo (quase literalmente) concorda que o massacre de Manaus foi "pavoroso", como adjetivou o presidente Michel Temer, três dias depois de um silêncio sepulcral e um depois da manifestação do papa Francisco. Há controvérsias, porém, se esse massacre pode ou não ser chamado de "acidente". Professor e aplicado, Temer despejou sinônimos de "acidente" nas redes para defender sua escolha de palavras: tragédia, perda, desastre, desgraça, fatalidade. Deles, porém, o único que se encaixa é tragédia. Mesmo assim, precisaria um complemento: tragédia intencional.
Depois da bem sucedida audiência do deputado João Grandão com a prefeita Délia Razuk, com a desculpa de liberar algumas Vans (não explicaram se ambulâncias ou não), mas, na verdade, para garantir o retorno de alguns companheiros demitidos, há quem assegure que ao mínimo aceno de Londres Machado e Zito Leite também pode voltar. A esta altura, para alívio de Raufi Marques, que andaria pra lá de arrependido e bastante acabrunhado.
Além de Zeca do PT, que conseguiu manter apenas um companheiro de sexto escalão no time de Délia Razuk, outros aliados devem estar pra lá de desapontados. O ex-prefeito Braz Melo, agora vereador, com a exoneração de seu fiel escudeiro, o engenheiro Shinsuke Ono. O ex-prefeito e agora secretário de obras, José Elias Moreira, pelo ex-assessor Jamil de Campos Ahum. Enquanto isso... Murilo Zauith, além da dupla Ledi-Land, segurou o seu motorista Creuzimar Barbosa. Num DAS-1.
Menos mal que – na contramão de algumas decisões de Délia Razuk que frustraram e até chocaram companheiros de longa viagem, como, por exemplo, a manutenção dos petistas-murilistas Ledi Ferla e Landmark Rios (ela havia jurado durante a campanha que não aproveitaria ninguém do secretariado antigo) – o novo secretário de Saúde, Renato Vidigal, chutou o pau da barraca, foi para o Facebook e escancarou o que ele chama de "caos na saúde pública", garantindo que vai denunciar tudo o que encontrar de errado ao Ministério Público e à imprensa.