Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
SÃO PAULO - O juiz Sergio Moro revogou a prisão temporária do ex-ministro Guido Mantega e determinou nesta quinta-feira a soltura imediata do petista, detido pela manhã na 34ª fase da Lava-Jato enquanto acompanhava a mulher durante uma cirurgia em São Paulo. O despacho foi assinado por volta das 12h30m, seis horas após deflagrada a operação, por decisão de ofício, sem consultar o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. Moro afirmou no documento que as buscas já foram feitas e que, ao decretar a prisão, não sabia do quadro clínico da mulher do ex-ministro. Mantega deixou a Supreintendência da Polícia Federal de São Paulo por volta das 13h40.
SÃO PAULO — Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada desta quinta-feira para cumprir mandados da 34ª fase da Operação Lava Jato. O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso, segundo a TV Globo. Policiais foram até sua casa em São Paulo, mas ele estava no hospital acompanhando uma cirurgia da mulher. Mandados são cumpridos também em Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal.
Até aqui liderando as pesquisas de intenções de voto, com uma campanha que o vento levava, na base do "0800", Délia Razuk pode pagar caro pelo voluntarismo exacerbado de alguns "simpatizantes", que resolveram revidar os ataques que rolam nas redes sociais, partindo, também, para as baixarias. O problema da vereadora é que assim como os adversários ela também é vítima dos famigerados "fakes". Infiltrados, oportunistas, chantagistas e incompetentes, até no plágio.
Que o sempre destrambelhado André Puccinelli não andava bem da cachola já se desconfiava, principalmente depois que deixou de acompanhar o fluxo diário de caixa do tesouro estadual. Agora, os sintomas parecem agravados. Em Ponta Porã, por exemplo, esquecendo-se que traiu seu partido nas eleições de 2012, para apoiar Hélio Peluffo, contra quem se volta, neste 2016, numa estranhíssima recaída partidária em apoio a Chico Gimenez, primo do chefe mafioso Jarvis Pavão.
RIO - A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) cumpriu nesta terça-feira no Rio sua primeira agenda de campanha desde que deixou o Palácio da Alvorada, no último dia 6, após a confirmação de seu impeachment pelo Senado. A petista gravou para o programa eleitoral da candidata do PCdoB à prefeitura, Jandira Feghali, na Zona Oeste, pela manhã e à noite discursou em um jantar fechado com intelectuais.
SÃO PAULO — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou réu pela segunda vez numa ação derivada das investigações da Lava-Jato, a primeira perante a Justiça Federal do Paraná. O juiz Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá e do armazenamento do acervo presidencial, pagos pela OAS. Segundo a denúncia, Lula obteve R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas que lhe foram pagas pela empreiteira, de forma dissimulada, em troca de contratos com o governo federal. Entre 2003 e 2015, os contratos do Grupo OAS com a administração pública federal somaram R$ 6,8 bilhões, 76% dos quais corresponderam a negócios com a Petrobras.
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou nesta terça-feira o "exibicionismo" das ações da Lava-Jato, condenando ações desse tipo promovidas pelo Ministério Público. Investigado na Lava-Jato, Renan citou o caso do ex-presidente Lula, que foi denunciado por causa do tríplex de Guarujá, e disse que esse tipo de "exibicionismo" retira "prestígio do Ministério Público". Num recado, ele disse ainda que esse tipo de comportamento acaba reforçando as pressões para a votação de projetos que tratem de punições e preservação de garantias. Na prática, o Senado já tentou colocar em votação projeto que trata de abuso de poder de autoridades em investigações.
NOVA YORK — Em seu primeiro discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente Michel Temer apresentou críticas a temas internacionais e fez uma defesa da situação política do país. Ele disse que o impeachment foi um exemplo para o mundo:
De nada adianta sair às ruas para protestar contra os escândalos de corrupção evidenciados em Brasília se exercermos o direito do voto de forma viciada e criminosa nas eleições municipais. Essa é mensagem que promotores de Justiça transmitiram nesta segunda-feira (19) durante o lançamento da campanha "Voto vendido, futuro perdido", na sede do MPE (Ministério Público Estadual) em Dourados.
Apontado como envolvido em esquema de desvio de dinheiro enquanto era prefeito de Ponta Porã, o deputado estadual Flavio Kayatt (PSDB), tenta na Justiça, suspensão de processo que pede pelo bloqueio de seus bens e de outros sete acusados, no valor de R$ 2 milhões, em garantia ao ressarcimento dos cofres públicos. O deputado apresentou defesa, pedindo que agravo pedindo bloqueio interposto pelo Ministério Publico Estadual seja improvido.
A campanha de baixarias que rolava na internet até agora com agressões apenas à candidata Délia Razuk, volta-se agora, num claro revide às estocadas de Geraldo Resende em seus programas de rádio e TV, contra o próprio tucano. Nas redes sociais desde ontem, um vídeo onde o desencarnado ex-prefeito uragânico Ari Artuzi faz contundentes acusações de corrupção contra o deputado. Mais evidente que isso impossível: não tem eleição definida coisíssima nenhuma.
BRASÍLIA — As eleições municipais deste ano em três dos maiores colégios eleitorais do país têm uma característica em comum: estão na cabeça da disputa, segundo as pesquisas de opinião, candidatos que não têm viés ideológico de esquerda ou de direita, que estão fora do sistema político tradicional ou, apesar da vinculação partidária, que conseguem fazer sobressair nas campanhas a imagem do não político.
Michel Temer não deve falar sobre o impeachment em seu primeiro discurso como presidente nas Nações Unidas, na terça (20). O chanceler José Serra disse que o discurso irá tratar dos princípios defendidos pelo governo, "centrados na paz, nos direitos humanos e no desenvolvimento sustentável."
Além do festival de baixarias, que começou antes da hora e que pode ser um tiro no pé de seus idealizadores, essas duas últimas semanas de campanha eleitoral em Dourados serão de tirar pica-pau do oco. Debates, pesquisas – agora de verdade – do Ibope, mala preta (desviada da campanha de Rose Modesto, em Campo Grande) chegando e, já, o início da campanha do voto útil. Dúvidas, se é que existem, só quanto ao destino do eleitorado de Renato Câmara.
CURITIBA - O ex-presidente Lula aumentou a presença do PMDB dentro da Petrobras para evitar sofrer um processo de impeachment após a revelação do escândalo do mensalão e também para proteger um de seus filhos, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na investigação dos negócios entre a Gamecorp e a Telemar.
SÃO PAULO — Bastou a internet reverberar frase associada aos procuradores da Lava-Jato, mas não dita durante apresentação da denúncia contra o ex-presidente Lula — "não temos provas, mas convicção" — , para a polêmica ser instalada. Desde quarta-feira, internautas passaram a acusar os procuradores de sustentar a denúncia contra o petista sem prova cabal. O próprio Lula usou ontem o mote para tentar desqualificar o trabalho dos investigadores.
Pior que ter um de seus "generais" de campanha disseminando pessimismo pelos corredores da Assembleia Legislativa em relação ao resultado do pleito em Dourados é reconhecer, mas não poder fazer nada, o perigo de um "criativo" jagunço infiltrado em seu QG eleitoral. Esta a situação do deputado Geraldo Resende, certamente já pensando nos riscos que corre no day after, independentemente do resultado da eleição que disputa com Délia Razuk.
SÃO PAULO - Em seu primeiro pronunciamento após ter sido denunciado pelo Ministério Público por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou nesta quinta-feira os procuradores a provar que ele cometeu atos de corrupção. O petista disse que, se ficar provado, ele se entregará à Justiça. O petista chorou em três momentos ao longo da entrevista, que durou mais de uma hora, e se disse "orgulhoso em saber que a perseguição (a ele) é por causa das coisas boas que eu (Lula) fiz".