Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A defesa de Lula se autoimpôs uma missão irrealizável. Para refutar a acusação de que seu cliente era "o comandante máximo" do petrolão, os advogados de Lula se esforçam para provar que aquele ex-operário que chegou à Presidência como um mito e deixou o Planalto como um recordista de popularidade era, na verdade, um míope meio bobo —indigno dos milhões de votos que o elegeram duas vezes.
O deputado Geraldo Resende aposta, ops!, todas as suas fichas no prestígio de Reinaldo Azambuja para encostar logo em Délia Razuk. Pelas medições de pesquisas internas, a cada vinda do governador a Dourados diminui esta distância, que já foi bem maior. Como chegar é uma coisa passar é outra, os tucanos acreditam que a virada se dará no debate da TV Morena, o que esperam ver cristalizado na pesquisa do Ibope da véspera da eleição.
CURITIBA - O juiz Sérgio Moro condenou a nove anos e 10 meses de prisão o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelos crimes de corrupção passiva e gestão fraudulenta de instituição financeira, por ter retirado em nome dele um empréstimo de R$ 12 milhões no Banco Schahin, destinado a quitar dívidas do PT. O empréstimo não foi pago e foi quitado de maneira fraudulenta, com o fechamento de um contrato do Grupo Schahin com a Petrobras para operação do navio-sonda Vitória 10000. Foi simulado uma falsa doação em pagamento com embriões bovinos.
De nada adiantou o balido – méééé – do carneirinho na propaganda eleitoral de Wanderlei Carneiro no rádio, na TV e até nas mídias sociais. Pelos números da pesquisa do Ipems divulgados nesta quarta-feira restará ao candidato "progressista" segurar uma lanterna, e assim mesmo com as pilhas muito fracas, para tentar ajudar Renato Câmara a achar algum atalho por onde o peemedebista possa alcançar Délia Razuk e Geraldo Resende.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado na tarde desta quarta-feira (14) pela força-tarefa da Lava Jato sob acusação de comandar o esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação. "Hoje, o Ministério Público Federal acusa Lula como o comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato", declarou o procurador da República Deltan Dallagnol, durante coletiva de imprensa.
SÃO PAULO — As negociações para obstruir os trabalhos da CMPI da Petrobras, que incluiram pagamento de propina a parlamentares, podem ter ocorrido com a anuência do governo federal. O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, afirmou ontem em depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, que Ricardo Berzoini, então ministro das Relações Institucionais da presidente Dilma Rousseff, participou de uma das reuniões encabeçadas por Gim Argello e Vital do Rêgo, que resultaram em pagamento de propina para que as empresas fossem poupadas nas investigações. Vital do Rêgo era presidente da comissão; Argello era o vice.
Délia Razuk 40, Geraldo Resende 32, Renato Câmara 10, tudo arredondado, com Ênio Ribeiro e Wanderlei Carneiro não saindo de um por cento. Estes os números fresquinhos de pesquisa do Ipems, chancelados pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul e publicados na edição de hoje do Jornal O Progresso. O mesmo Ipems que teve sua metodologia questionada por Geraldo Resende, que impediu a publicação de pesquisa anterior no Correio do Estado de Campo Grande.
Os acontecimentos ocorridos nos últimos dias, desde o impedimento da ex-presidente Dilma, passando pelo dia da Independência, com as manifestações contra o novo presidente, ontem com a posse da nova presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e a cassação do mandato parlamentar do ex-deputado Eduardo Cunha merecem, sem dúvida, algumas considerações, e abrem uma nova perspectiva para vida pública brasileira.
Logo após o anúncio do resultado da cassação de Eduardo Cunha, sua figura isolada no plenário e na saída Câmara dos Deputados foi vista com um misto de alívio e preocupação dentro do Palácio do Planalto.
BRASÍLIA — Com 450 votos a favor, 10 contrários e 9 abstenções, a Câmara cassou nesta segunda-feira o mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), interrompendo a trajetória política de quase 25 anos daquele que se celebrizou como o principal algoz de Dilma Rousseff no processo de impeachment. Com uma carreira construída nas sombras do poder e que ganhou os holofotes nacionais desde que assumiu a presidência da Câmara, no ano passado, Cunha, que colecionou inimigos na vida política e ontem se viu abandonado por praticamente todos os partidos, passará agora a enfrentar o seu mais temido adversário: o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Com a decisão da Câmara, Eduardo Cunha fica inelegível até 2027.
A bancada do Mato Grosso do Sul foi a mais afetada com a cassação do mandato de Eduardo Cunha. Como o andrezista Carlos Marun fazia da defesa do presidente da Câmara a razão de ser de seu mandato, pode-se dizer até que a partir de agora ele passa a ser um cadáver insepulto em plenário. Como consolo, apenas, o fato de ter saído da refrega elogiado pelo colega pernambucano dilmista, Sílvio Costa, por sua fidelidade canina: "pelo menos não é um canalha".
BRASÍLIA - Na cerimônia de posse da nova presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o ministro Celso de Mello, o mais antigo integrante da corte, fez um discurso contra a corrupção. Citando o ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães, Celso disse que "não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube" é o primeiro fundamento da moral pública. Ao longo do discurso, ele também usou palavras fortes, como "delinquência governamental" e "marginais da República".
"Não sei se Eduardo Cunha é culpado ou inocente. Não o conheço a tempo suficiente para botar a mão no fogo por ele, e por isso não a ponho". Pois não é que Carlos Marun teve o desplante de escrever isso em artigo publicado nesta segunda-feira na sessão Tendências e Debates, da Folha de S. Paulo! Imagina se deputado peemedebista, pau-mandado de André Puccinelli, conhecesse mais profundamente o quase cassado ex-presidente da Câmara...
Ex-presidente da Câmara que detonou o processo de impeachment de Dilma Rousseff e réu no petrolão, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) diz que se os colegas de plenário cassarem seu mandato nesta segunda-feira estarão fortalecendo o discurso de que a queda da petista foi um golpe. "Os defensores do PT querem a minha cabeça para ter o troféu. O discurso do golpe precisa da minha cassação. Isso é o que vai turbinar o PT para 2018", afirma.
Depois de quinze dias de começado o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV o candidato do PSOL à prefeitura de Dourados, Ênio Ribeiro, conseguiu neste sábado exibir seu primeiro programa televisivo. Como seu tempo é mais curto que coice de porco, mal deu pra se apresentar, mas falou alguma coisa que pretende fazer pelos índios. A candidata a vice, sem-terra Vera Alves, "fica para o próximo programa", como diz o também rapidíssimo Wanderlei Carneiro em suas aparições.
BRASÍLIA — Na primeira entrevista como presidente da República, concedida na manhã de sexta-feira, em Brasília, Michel Temer, de 75 anos, buscou pontuar a diferença entre o governo que se inicia, com apenas 11 dias, e a gestão interina, marcada por recuos e desconfiança: "Vou ser mais presidente". Temer posicionou-se de forma assertiva, e inédita, contra o reajuste dos ministros do STF, uma conta de R$ 5 bilhões, fonte de atrito permanente com a base aliada, PSDB à frente.
"Nós prometemos pouco, mas fizemos muito", disse o prefeito Murilo Zauith sobre o perfil de sua administração, durante entrega de obras na manhã deste sábado (10), ao lado do governador Reinaldo Azambuja. Ele lembrou que o foco do seu trabalho sempre foi na boa gestão e que, com isso, conseguiu resultados que vão ficar para a história de Dourados.
BRASÍLIA — A "onda" contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara levou o apoio à sua cassação a redutos em que ainda era considerado forte, como em seu próprio partido, inclusive no Rio de Janeiro, e no centrão. Dos 18 deputados que nesta sexta-feira declararam voto pela perda do mandato na enquete do GLOBO, nove são do centrão e cinco do PMDB. Até ontem, já eram 297 os parlamentares que prometiam votar pela cassação, 40 a mais do que os 257 necessários.
Ao mesmo tempo em que tenta procrastinar a divulgação de pesquisas eleitorais, deixando os incautos numa baita duma expectativa, o deputado Geraldo Resende acaba dando uma pista de a quantas andam as intenções de voto do eleitorado douradense. Pelo óbvio da coisa, nem seria o caso de se recorrer ao bordão de dona Milu (personagem de Mirian Pires), a faceira e astuta funcionária dos Correios de Santana do Agreste que abria as cartas no bico da chaleira, na novela Tieta.
BRASÍLIA — Após minimizar as manifestações contrárias ao governo vistas nas principais cidades brasileiras nos últimos dias, o presidente Michel Temer decidiu mudar a estratégia de enfrentamento aos protestos e passará a tratá-los com "naturalidade", segundo seus auxiliares. Há um alerta, no Palácio do Planalto, com a possibilidade de os grupos contrários ao governo se sentirem provocados pelas falas de descaso de Temer e de seus auxiliares mais próximos com os protestos. Isto poderia, na avaliação do governo, trazer ainda mais manifestantes para as ruas.