Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
BRASÍLIA – A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quinta-feira pelo recebimento da denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) por peculato – ou seja, desviar bem público para proveito particular. O Código Penal fixa pena de dois a 12 anos de prisão para quem é condenado ao crime. Ao todo, oito ministros votaram pela aceitação da denúncia: Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Luiz Fux, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Foi rejeitada a denúncia do crime de falsidade ideológica de documento público e do uso desses documentos.
O deputado douradense George Takimoto não acredita na ingerência do governo do estado na eleição da Assembleia Legislativa. Para ele o governador Reinaldo Azambuja é inteligente o bastante para não intervir com a indicação de alguém ou manuseando deputados para direcionar o processo. E sentencia: a eleição está praticamente definida e consolidada, com o retorno "sem traumas" de Júnior Mochi e Zé Teixeira, respectivamente, à presidência e primeira secretaria da casa.
Nada melhor que a paisagem pantaneira, onde abundam as feras, para inspirar as últimas reflexões antes da formação de uma equipe de governo. Assim, a prefeita eleita Délia Razuk vai aproveitar a viagem a Corumbá, onde passará seu aniversário nesta sexta-feira, em companhia da mãe, para, longe das pressões e dos palpiteiros, fazer os últimos ajustes na lista definitiva do secretariado. Confirmados, mesmo, só os que ela adiantou à imprensa no começo da semana.
O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa assistiu praticamente em silêncio ao impeachment de Dilma Rousseff e aos principais fatos políticos deste ano no Brasil. Depois de quase um ano sem dar entrevistas, Barbosa, que montou escritório em São Paulo e hoje dá palestra e faz pareceres jurídicos, recebeu a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, no apartamento de dois quartos que alugou na cidade.
José Elias Moreira, udenista de quatro costados e seu maior adversário, o trabalhista Totó Câmara; o mais pragmático dos tucanos, Geraldo Resende, o jornalista um dia "demo", hoje testemunha de Jeová, Clóvis de Oliveira. Paulo Maluf e Wilson Barbosa Martins! Tantas ideologias num livro só? Para entender esta miscelânea só aguardando o lançamento do livro "O PCB em Dourados", de Ivo Campos da Silva, previsto para o inicio do ano. A "bebemoração" vai dar muito o que falar.
Xodó da primeira dama ‘sainte’ Cecília Zauith, o evento "Dourados Brilha", que entrou para o calendário cultural da cidade, vai merecer atenção especial de Délia Razuk. Como não pegaria bem para o "primeiro-damo" Roberto Razuk sair por aí passando a sacolinha de porta em porta, no empresariado, a futura prefeita já escalou quem vai herdar tão hercúlea tarefa: a consogra Bete Balanço, com o know-how de quem como assessora de confiança dos Zauith já cuida disso.
BRASÍLIA — O grupo de 28 deputados investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento na Lava-Jato votou em peso contra as medidas de combate à corrupção na madrugada de ontem no plenário da Câmara. Eles contribuíram para a derrota do relatório de Onyx Lorenzoni (DEM-RS) nas 12 votações em separado de trechos do texto. A exclusão da figura do "reportante do bem" — que previa recompensa para quem denunciar casos de corrupção — contou com os votos de 24 desses parlamentares. Os outros quatro não votaram. Essa medida era a predileta do relator.
Quando o Blog antecipou, ainda durante o período eleitoral, alguns nomes (agora por ela confirmados) para seu secretariado, Délia Razuk ficou tiririca da vida e tratou logo de desmentir, garantindo, entre outras coisas, que não aproveitaria ninguém, mas ninguém mesmo, da turma de Murilo Zauith. Ontem o próprio Zauith anunciou a permanência de Ledi Ferla na Assistência Social e alguns subordinados da imprensa já anunciam a também murilista Bete Balanço para a Comunicação.
Por que a prefeita eleita Délia Razuk não aproveitou as luzes da ribalta campo-grandense para divulgar todo o seu secretariado? Sinal de que pode haver mexida ainda, em função dos muitos blefes e de algumas imposições. Blefe, por exemplo, de quem se dizia apadrinhado por Zeca do PT, que "sartou de banda" e apresentou sua listinha a quem de direito. Imposição do vice Zeuli, que estaria exigindo comandar ou indicar um dos seus para a Agricultura Familiar, da cota do PT.
BRASÍLIA — O plenário da Câmara desfigurou completamente o relatório de medidas de combate à corrupção e tirou do texto pontos-chave como a criminalização do enriquecimento ilícito, a criação do figura do "reportante do bem" - que recebe recompensa por denunciar ilegalidades -, o aumento do prazo de prescrição dos crimes e passar a contá-lo a partir do oferecimento da denúncia e não do seu recebimento, excluiu o acordo penal - onde a sanção possa ser negociada e aceita pelo autor do crime - e tira todas as regras sobre celebração de acordo leniência. Os parlamentares ainda incluíram no projeto a tipificação do crime de abuso de autoridade para magistrados e integrantes do Ministério Público.
Virou prefeito, acabou o diminutivo. Marquinhos Trad amanheceu hoje Marcos Trad, no Correio do Estado. Isto lembra a hilária história de Ayres Marques ao descobrir, como prefeito de Ponta Porã, que seu amigo de infância em Tupã, Shigeaki Ueki, havia virado ministro das Minas e Energia do governo Geisel. É que quando criança Ueki era simplesmente "Toco", depois de crescido, e estudado, virou Janjão. E foi assim, sem cerimônia, que Ayres pulou no pescoço do amigo ministro.
Na semana em que o novo acordo de paz entre o governo colombiano e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) está no Congresso colombiano para ser aprovado ou não, o ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe conta porque seu partido, o Centro Democrático, se recusará a votá-lo.
Como é para o bem de todos e felicidade geral da Assistência Social Ledi Ferla fica! O prefeito kue Murilo Zauith só faltou repetir Dom Pedro I, no dia do fico, ao confirmar, para gáudio da companheirada petista, a permanência de sua secretária, também secretária do petista Tetila, Ledi Ferla no comando da secretaria que mais faz política e cuja área de atuação sempre foi o forte de Délia Razuk. O anúncio foi hoje de manhã na inauguração da "nova" sede da pasta.
Ao anunciar apenas parcialmente a relação de seu secretariado a um site de Campo Grande a prefeita eleita Délia Razuk pode estar mandando um recado a seu vice, Marisvaldo Zueli, que teria se antecipado, liberando a relação completa a outro site douradense. Até porque na relação vazada pelo vice constam nomes que ninguém jamais havia cogitado, como o da consogra da prefeita, Bete Balanço, a faz-de-tudo da administração Murilo Zauith. Queimação ou não, o negócio é aguardar.
BRASÍLIA, SÃO PAULO e RIO - A esperada recuperação da economia depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff não chegou, e os efeitos da crise atual serão sentidos pelos brasileiros em 2017. Os economistas apostam que o Brasil não crescerá 1% no ano que vem, segundo a pesquisa semanal Focus do Banco Central (BC), divulgada ontem. No auge da euforia com a mudança do governo, em junho deste ano, as apostas eram de 1,36% de expansão. O otimismo foi maior do que a capacidade do governo de Michel Temer de recolocar rapidamente o país na trilha da recuperação econômica.
Ainda que seja aprovada a legislação que tramita em Brasília para liberar jogos de azar no Brasil, o país nunca terá uma Las Vegas. A opinião é de Jan Jones Blackhurst, ex-prefeita da capital do jogo, que depois de seus dois mandatos, na década de 1990, empregou-se no Caesars Entertainment, gigante dos cassino-resorts do qual é vice-presidente responsável pela área de relações com governos.
Carregando o nome do pai, cujo sonho sempre foi fazê-lo seu sucessor político, depois da meteórica passagem pela administração Artuzi, Neno Razuk retoma seu projeto de se eleger deputado estadual. Tanto assim que como principal articulador na formação do secretariado de ‘mamis’ prefeita, tratou logo de reservar à sogra Bete Balanço, (toda-poderosa da gestão Zauith) a estratégica assessoria de comunicação. O uragano Aurélio "sapatada" Bonato é o encarregado da decolagem.
"Todos os corruptos devem pagar pelo preço do descaminho". Palavras do deputado tucano Geraldo Resende, anunciando seu voto no pacote anticorrupção que deverá ser votado amanhã na Câmara Federal. Mas, para ele, "corporações, inclusive o Judiciário, também tem de ser responsabilizadas". Na mesma linha devem votar outros parlamentares do MS, como o dilmista Dagoberto Nogueira e Carlos Marun, que ganhou notoriedade nacional pela defesa canina que faz de Eduardo Cunha.
BRASÍLIA - O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acusou o presidente Michel Temer de propor que fosse feita uma "chicana", manobra jurídica para conseguir, via Advocacia-Geral da União (AGU), uma decisão que fosse boa "para todos" no caso do embargo proposto pelo Instituto Nacional do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan) à construção do edifício La Vue, em Salvador, onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima tinha comprado um apartamento.
RIO E HAVANA - Era pouco antes da meia-noite de sexta-feira quando o presidente Raúl Castro apareceu na televisão de surpresa para dar a notícia que a maioria dos cubanos sabia que, mais cedo ou mais tarde, viria. Foram menos de dois minutos de um discurso seco, até a imagem de Raúl ser cortada quando as palavras começaram a falhar. Aos poucos, a notícia da morte de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, foi calando a festa e o barulho permanente em Havana. A polícia fechou o acesso à Praça da Revolução, na capital, e o governo decretou nove dias de luto oficial. O jornal "Granma", órgão oficial do Partido Comunista de Cuba (PCC), demorou quase cinco horas para atualizar sua primeira página com a notícia que rapidamente se espalhou pelo mundo — depois de tantos boatos, desta vez era verdade.