Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Em 2008, no peito e na raça, Ari Artuzi quebrou uma tradição que começou com Luiz Antônio Gonçalves, o primeiro eleito após a criação do Mato Grosso do Sul, de que para ser prefeito de Dourados era preciso, necessariamente, ter o apoio do governo do Estado. E olha que o "animal de pelo curto" – como o ali já "felomenal" Valdecir era conhecido – tinha pela frente ninguém mais ninguém menos que o todo-poderoso Murilo Zauith, apoiado, claro, pelo governador André Puccinelli. Pelo que se vê agora, após as convenções que sacramentaram os nomes dos três principais candidatos a prefeito, o melhor parâmetro para uma desapaixonada análise do que está por vir neste 2016.
Pode não ter nada a ver, mas os estrondos da bombástica delação da cúpula da Odebrecht poderão ecoar nas eleições douradenses: O tucano Geraldo Resende sofrendo o impacto do flagra no intocável José Serra se locupletando com os retornos da empreiteira; o peemedebista Renato Câmara pagando o pato porque Michel Temer também aparece boiando no mesmo mar de lama. Bom para Délia Razuk... apesar de Londres Machado e Pedro Chaves, recém-descidos do palanque de Delcídio Amaral.
BRASÍLIA — A próxima etapa do processo de impeachment, uma votação marcada para amanhã no plenário do Senado, deve representar nova derrota para a presidente Dilma Rousseff, abrindo ainda mais o caminho para seu afastamento definitivo. Em enquete realizada pelo jornal O Globo, ao menos 44 dos 81 senadores declararam voto favorável ao parecer da comissão especial, que recomenda o impeachment. É a chamada fase da pronúncia, em que se define se o processo deve prosseguir ou ser arquivado. A expectativa é que esses senadores repitam o voto no julgamento final em plenário, previsto para o fim do mês, quando será conhecido o desfecho do segundo governo Dilma.
Executivos da Odebrecht afirmaram aos investigadores da Operação Lava Jato que a campanha do hoje ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), à Presidência da República, em 2010, recebeu R$ 23 milhões da empreiteira via caixa dois. Corrigido pela inflação do período, o valor atualmente equivale a R$ 34,5 milhões.
A revista Veja que chega às bancas neste fim de semana relata que teve acesso a um anexo da delação premiada mais esperada do escândalo do petrolão. A Odebrecht mobilizou mais de uma centena de advogados para assessorar a delação de seu presidente, Marcelo Odebrecht, e de cerca de cinquenta executivos da empresa. No trecho a que a revista teve acesso consta a informação de que em maio de 2014 houve um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República. Nele, estavam o próprio vice Michel Temer e o então deputado Eliseu Padilha, atual ministro-chefe da Casa Civil.
Passadas as convenções, hora de subir nos palanques. O governador Reinaldo Azambuja e seu séquito, no de Geraldo Resende – o mais reforçado deles. Seu antecessor, André Puccinelli, pondo em risco o de Renato Câmara; Londres Machado e Zeca do PT fazendo um contrapeso para Délia Razuk, e o prefeito Alcides Bernal, talvez intuindo alguma emergência na capital, com o de Wanderlei Carneiro em stand by. O que corre o menor risco é o jirau Ênio Ribeiro.
Um dia, no passado já distante, Lula clamou contra "300 picaretas" do Congresso. O gesto foi saudado por muitos, que nele enxergaram um grito de alerta sobre a corrupção e a impunidade. Em direção oposta, alguns raros dissidentes registraram que, na ausência de identificação nominal dos "picaretas", o então líder oposicionista apenas praticava demagogia. Hoje, o apelo do ex-presidente ao comitê de direitos humanos da ONU prova que os segundos tinham razão. Com seu novo gesto, Lula converte-se no porta-bandeira dos políticos corruptos: o chefe dos "300 picaretas".
Agora é (quase) oficial, faltando só o registro na Justiça Eleitoral: Délia Razuk e Marisvaldo Zeuli; Geraldo Resende e Rogério Yuri; Renato Câmara e Zélia Nolasco; Ênio Ribeiro e Vera Alves; Wanderley Carneiro e Benjamin Barbosa. Estes, os candidatos a prefeito de Dourados e seus respectivos vices. Eles agora têm dez dias para aprontar seus programas de governo, o que vai nortear a pregação eleitoral no rádio e na TV. Quem fizer melhor isso é que vai correr para o abraço.
"Hotel na Afonso Pena, principal via de Campo Grande, tem sido palco de pagamentos de propinas milionárias. Quem recebe o suborno, também tem endereço na mesma avenida. Na última vez a devolução de parte do contrato foi feita em dinheiro, R$ 1 milhão." Pena que o colunista, do Campo Grande News, tenha se esquecido de uma das perguntas que compõem aquela regrinha básica do bom jornalismo. Quem, afinal, é o larápio?
Em parecer à Justiça nesta semana, procuradores da Operação Lava Jato acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ter "participado ativamente" do esquema de corrupção na Petrobras e de ser um de seus beneficiários.
05/08/2016 - 13h37O senador Waldemir Moka (PMDB) está na lista dos parlamentares mais influentes do Congresso, divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar...
Depois de anunciar a desistência da candidatura própria o PT douradense deve formalizar hoje o apoio à candidatura do Renato Câmara à prefeitura de Dourados. Como tudo vem dando certo para Délia Razuk, pela lógica da coisa o jovem deputado peemedebista ficará com o ônus de ter o PT oficialmente como parceiro, enquanto a companheirada, seguidores de Zeca do PT, por exemplo, deve descarregar os votos na candidata do PR.
Para eles não tem esse negócio de prata ou bronze. Só o ouro interessa. Tanto assim que resolveram competir, de cara, com a abertura do maior evento esportivo do orbe, marcando suas convenções bem no horário da abertura das Olimpíadas. Délia Razuk, Geraldo Resende e Renato Câmara passaram os últimos dias num jogo de gato e rato. Por isso, as últimas cartadas ainda podem ficar para o prazo final de registro de candidatura.
SÃO PAULO e CURITIBA — Em depoimento que durou dez horas, em Curitiba, o empresário Marcelo Odebrecht disse na quinta-feira a quatro procuradores da República ter a intenção de explicar, em detalhes, como fez pagamentos ilícitos a políticos de diversos partidos nos últimos anos. É a primeira vez que o herdeiro da maior construtora do país se reúne pessoalmente com integrantes da força-tarefa da Lava-Jato para tentar viabilizar um acordo de delação, que está em negociação desde maio.
BRASÍLIA — Numa rápida sessão de menos de três horas, a comissão especial do impeachment do Senado aprovou nesta quinta-feira, por 14 votos a 5, o parecer final do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável ao julgamento e ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. O parecer encerra a segunda fase do processo, chamado "juízo de pronúncia", quando se conclui que há provas para o julgamento final da petista, afastada desde o dia 12 de maio, dia em que foi aprovada a abertura do processo. No dia 9, o parecer será votado pelo plenário do Senado.
BRASÍLIA - O juiz federal Sergio Moro é o primeiro convidado a participar da fase de oitivas da Comissão Especial da Câmara que discute medidas de combate à corrupção, nesta quinta-feira, 4. Ele afirmou que até o momento o Poder Judiciário era "uma voz sozinha no deserto", porém que a instalação do colegiado demonstra que o Congresso também está começando a se envolver nas ações de combate à corrupção.
Oficialmente, como está colocado, pelo menos até a hora da abertura das Olimpíadas, o prefeito Murilo Zauith vai de Geraldo Resende nessas eleições. Mas (e aqui seria o caso de se colocar um monte de vírgulas), seu faz-de-tudo na prefeitura, Wanderlei Carneiro, foi confirmado ontem na convenção do PP do Bernal como candidato a prefeito. Lembrando que Geraldo está onde está nas pesquisas por ter marcado claramente sua posição como adversário da atual administração.
A Procuradoria da República, em Pernambuco, cita na denúncia contra 18 alvos da Operação Turbulência, que o senador Fernando Coelho Bezerra (PSB-PE), pai do ministro das Minas e Energia do governo interino Michel Temer (PMDB), Fernando Filho, é ‘cliente’ de um esquema de lavagem de dinheiro desviado dos cofres públicos supostamente liderado pelo empresário João Carlos Lyra. Ainda segundo a Procuradoria, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) e seu pai, o senador Benedito de Lira (PP-AL), também teriam se favorecido da estrutura montada por João Carlos Lyra, apontado também como pagador de propinas.
Agora desatrelados do ex-governador André Puccinelli, os irmãos Trad têm um projeto pra lá de ambicioso para a reconquista do poder. O primeiro passo é a eleição de Marquinhos prefeito de Campo Grande. Paralelamente a isso, dando uma mãozinha para que Geraldo Resende se eleja prefeito de Dourados, para o retorno de Fábio à Câmara Federal. Daí, para a parte mais difícil da empreitada, que é fazer o ex-prefeito Nelsinho Senador, já em 2018. Família que sonha unida...
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2) em Natal que está tranquilo em relação às investigações que envolvem a participação de empreiteiras nas obras do sítio de Atibaia e do apartamento de Guarujá, no Estado de São Paulo. "Eu estou aqui tranquilo. Se eles pensam que vão acabar com Lula, estão enganados", afirmou o ex-presidente em discurso durante convenção que oficializou o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) como candidato à Prefeitura de Natal.