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terça-feira, junho 23, 2026

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Ciro sugere ‘sequestrar’ Lula até uma embaixada se prisão for decretada

Pré-candidato para a disputa à Presidência da República em 2018, pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes não descarta a possibilidade de um gesto extremo de "solidariedade pessoal", se o juiz Sérgio Moro ou outra autoridade decretar a prisão do ex-presidente Lula em uma situação que ele considere "fora das regras do estado democrático de direito": formar um grupo de juristas, "sequestrar" o ex-presidente e levá-lo a uma embaixada com pedido de asilo para que ele possa se defender "de forma plena e isenta".

Sandálias da humildade

Depois três mandatos consecutivos como deputado estadual, de meio-mandato como deputado suplente e, de lambuja, vice-prefeito de Braz Melo, parece que caiu a ficha do "governador" regional Valdenir Machado. A fórmula encontrada para sair do duradouro e incomodativo ostracismo seria um retorno, ops!, à Câmara Municipal, onde tudo começou. O problema é dar um chega-pra-lá no irmão, Idenor Machado, por coincidência o presidente do tal "palácio" Jaguaribe.

Indigestão

Maior bafafá ontem depois do almoço no "cafofo" de Antônio João Hugo Rodrigues, no Correio do Estado. Tudo por conta da campana montada pelo site Midiamax para constranger os ilustres convidados – André Puccinelli e seu preposto recém-saído da cadeia, Edson Giroto. A sobremesa de AJ foi via Facebook, com poucas e boas ao concorrente Carlos Naegele. Coisa do tipo "quem tem c... pequeno não faz contrato com p... grande". Quem mandou cutucar a onça com vara curta.

Perícia do Senado conclui que Dilma liberou créditos, mas não pedalou

Perícia feita a pedido da comissão do impeachment do Senado diz que não há "controvérsia" sobre o fato de a presidente afastada Dilma Rousseff ter agido para liberar créditos suplementares sem o aval do Congresso através de decretos. Por outro lado, o laudo afirma que não foi identificada ação dela nas chamadas pedaladas fiscais.

“Empate técnico”

No que parece ser uma encomenda do tucano Geraldo Resende sob medida para os subordinados da imprensa, os novos números (do Instituto Paraná) da corrida sucessória: Délia 35%; ele, Geraldo 30,6%. "Praticamente dentro da margem de erro, de 4%", observa o ghost writer oficial, esquecendo-se que isto já é com Marçal Filho de vice. Entre os nanicos e afins, exceção a Marcelo Mourão e Renato Câmara, na faixa de 6%, os demais pererecando aí entre 2% e 1%.

‘Velha política’ ameaça a Lava Jato, diz chefe da Transparência Internacional

Para José Ugaz, presidente da Transparência Internacional, organização voltada ao combate à corrupção de influência mundial, a Lava Jato não comete abusos ao atingir políticos de alto escalão. Ele defende a punição de "peixes grandes" como exemplo de que "ninguém está acima da lei". Em entrevista à Folha de S. Paulo o peruano alerta, porém, para eventuais fracassos da Operação que virou a política brasileira do avesso.

Simone e Vanessa ditam os passos da comissão do impeachment

Em meio à polarização da comissão especial do impeachment, duas senadoras ganharam destaque nos embates entre a minoria que defende a presidente afastada Dilma Rousseff e os que trabalham pela sua saída definitiva do comando do país. Com trajetórias políticas diferentes, Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) e Simone Tebet (PMDB-MS) têm algo em comum: a combatividade demonstrada na forma como atuam. Chama a atenção também a assiduidade delas às reuniões do grupo, que costumam durar longas horas.

Retorno de André Puccinelli pode causar efeito dominó

A simples hipótese de André Puccinelli (PMDB) candidatar-se à sucessão de Alcides Bernal (PP) já era suficiente para preocupar as pré-candidaturas estabelecidas para a disputa de outubro próximo. Agora, prestigiado pelo presidente em exercício Michel Temer, seu amigo pessoal, o ex-governador e ex-prefeito campograndense tem no seu colo a esperança depositada da família peemedebista que sonha recuperar a hegemonia política e administrativa de Campo Grande.

Vaivém perigoso

Primeiro a saída do PMDB, partido onde era plenipotenciário em Dourados e abençoado por André Puccinelli, para o retorno ao ninho tucano do governador Reinaldo Azambuja. Depois a "contratação" do murilista Waltinho Carneiro como coordenador de sua campanha eleitoral. Agora a confirmação do arquirrival Marçal Filho como candidato a vice-prefeito. Será que deu a louca em Geraldo Resende?

Delação de Delcídio e até crise do país pesaram na prisão de Paulo Bernardo

A delação do ex-senador Delcídio do Amaral e até a crise econômica do Brasil foram levados em conta pelo juiz que aceitou o pedido de prisão preventiva contra o ex-ministro Paulo Bernardo, detido nesta quinta-feira (23) na operação Custo Brasil da Polícia Federal. Citando depoimentos de Delcídio – para quem Paulo Bernardo é "muito influente" e tem "muita força política" –, a PF e o Ministério Público Federal argumentaram que o ex-ministro poderia agir para atrapalhar as investigações.

E pensar que…

... o Paulo Bernardo preso hoje, marido da sempre soberba senadora dilmista Gleisi Hoffman, é o mesmo que como economista de excelência dos quadros petistas, quando secretário de Fazenda do governo Zeca do PT, bravateou que se preciso fosse convocaria o Exército e até o FBI para acabar com o esquema de sonegação fiscal no MS. Isto, numa reunião com empresários douradenses na Aced.

Sonho tucano

Dizem que dois bicudos não se beijam, mas dois tucanos podem perfeitamente voar emparelhados rumo à prefeitura de Dourados. Assim é que o deputado federal Geraldo Resende poderá ter seu arquirrival Marçal Filho como candidato a vice-prefeito. Balizada por pesquisas que apontam nesta direção a cúpula tucana trabalha agora para convencer o radialista a deixar a clausura de seu estúdio de rádio e ir para as ruas na tentativa de conter, enquanto é tempo, o avanço de Délia Razuk.

O crime que abalou o país

Dois tiros sem nenhum autor. Dois mortos numa casa vigiada por quatro seguranças sem nenhum culpado. O assassinato de Paulo César Cavalcante Farias e de Suzana Marcolino da Silva completa duas décadas nesta quinta-feira com a mesma pergunta sem resposta: "Quem matou PC Farias?".

Dois pesos, duas medidas

Depois de afirmar que o então ministro do Meio Ambiente Carlos Minc era veado e fumava maconha o então governador André Puccinelli ameaçou: "Se o encontrasse eu o alcançaria e o estupraria em praça pública". Ficou por isso mesmo. "Ela não merece [ser estuprada] porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria". Por esta frase, menos incisiva, em referência à deputada Maria do Rosário, seu colega deputado Jair Bolsonaro acaba de virar réu no STF.

Lava Jato além-túmulo

Um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a compra do avião que caiu matando o ex-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) em agosto de 2014 pode ter servido para irrigar a campanha presidencial da chapa de Campos e Marina Silva em 2014, além da eleição para governador dele em 2010, de acordo com a Polícia Federal.

Dedo-duro da Lava Jato xinga ministros do STF

O ex-presidente da Transpetro Sergio Machado atacou ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) durante as gravações que fez de integrantes da cúpula do PMDB. Os áudios repassados à PGR (Procuradoria-Geral da República) durante seu acordo de delação premiada mostram críticas e xingamentos a cinco dos 11 ministros do tribunal. Foram alvos do delator Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Rosa Weber, Luiz Fux e Edson Fachin. Procurados, os juízes não se manifestaram até a conclusão desta edição. Machado também não comentou.

Sinal dos tempos

Dirigentes se engalfinhando por espaços, o que nos áureos tempos do poder provocou o surgimento de várias correntes. Rigoroso "controle de qualidade" para entrar e, uma vez militante, rígidas regras a serem cumpridas. Dízimo, religioso. Hoje, a luta é para conter a evasão e para ver quem fica para fechar a porta. Candidatos, a vereador, só, que dá para contar nos dedos de uma mão. Reflexo do Petrolão, esta a situação do sempre soberbo Partido dos Trabalhadores em Dourados.

Blairo Maggi quer vender terras a estrangeiros

No gabinete do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a foto oficial da presidente afastada Dilma Rousseff permanece na parede. "Não posso tirar, é a ordem do chefe", diz o ministro. Parece ser a única lembrança do antigo governo. Nomeado por Michel Temer, tem ideias diferentes da gestão que o antecedeu. Com seu apoio, o governo vai enviar mensagem para o Congresso, propondo liberar a venda de terra para estrangeiros, como forma de ampliar crédito. Blairo defende negociação de Temer com o governo chinês para ampliar exportações e ajudar o País a sair da crise. Veja a despojada entrevista à Andreza Matais, da "Coluna do Estadão".

O dia D de Délia

Num encontro com colegas republicanos e aliados que disputarão prefeituras e vagas nas câmaras municipais de toda a região. Assim será, em grande estilo, dia 16 de Julho, no Cerrado Brasil, a arrancada de Délia Razuk rumo à prefeitura de Dourados. Embalada na liderança das pesquisas, a vereadora ainda aguarda pela definição do nome de seu companheiro de chapa, que ela só pretende anunciar no encerramento do prazo das convenções partidárias, no início de Agosto.

Odebrecht adquiriu banco para propina, diz delator

Um dos executivos apontados como operadores de offshores do chamado "departamento de propina" da Odebrecht disse em depoimento à força-tarefa da Lava Jato que a empreiteira controlou 42 contas offshores no exterior, sendo que a maior parte delas foi criada após aquisição da filial de um banco, o Meinl Bank Antigua, no fim de 2010. Vinícius Veiga Borin citou em delação premiada transferências "suspeitas" das contas associadas à Odebrecht que somam ao menos US$ 132 milhões. O delator é o primeiro a falar em detalhes sobre as transações internacionais do grupo por meio de offshores.
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