Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O quarto e último bloco do debate da TV Morena com os candidatos a prefeito de Dourados foi o mais tenso na noite deste domingo. Primeiro houve embate entre o candidato do PSDB Geraldo Resende e o candidato do PMDB Renato Câmara sobre troca de partido e apoio dos atuais secretários municipais. Depois foi a vez de Geraldo entrar em confronto com a candidata do PR, Délia Razuk, por causa de uma pergunta que o tucano fez sobre o marido dela, o ex-deputado estadual Roberto Razuk.
Para quem esperava um tiroteio no estilo "Temperatura Máxima", a frustração por um melodrama familiar de fim de noite ontem na TV Morena. Tirante as estocadas de Geraldo Resende, querendo saber o papel de Roberto Razuk numa eventual administração da esposa Délia, valeu pelos "campos de futebóis" prometidos por Wanderlei Carneiro. E Renato Câmara, sempre linear, tentando tirar proveito das brechas deixadas pelos adversários. Ganha, agora, quem for mais competente na repercussão.
DAMASCO – A Rússia está ajudando a promover a barbárie na Síria. É o que afirmaram os representantes de EUA, França e Reino Unido durante reunião do Conselho de Segurança da ONU neste domingo para discutir o conflito no país do Oriente Médio, numa indicação de que será praticamente impossível retomar as negociações de paz entre os rebeldes apoiados pelos americanos e o governo do presidente Bashar Al Assad, apoiado por Moscou.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso evitou fazer juízo de valor sobre o destino de seu sucessor, o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva –que nesta semana virou réu pela segunda vez na Operação Lava Jato.
O debate deste domingo, na TV Morena (após o Fantástico), pode ser decisivo para as eleições em Dourados. Tudo vai depender do potencial explosivo do estoque de munição armazenado ao longo dos anos para ser usado no ataque final. Ou do rio de lágrimas em que pode se transformar o tão aguardado tête-à-tête entre Délia Razuk e Geraldo Resende, os dois ponteiros da competição. Correndo por fora, Renato Câmara torce para que os adversários se atraquem, de verdade.
Depois da (nem tanto assim) misteriosa suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral encomendada por um site da capital, da censura de outra, do Ipems, que seria divulgada pela TV Morena, agora a informação de que também o Ibope não medirá, pela primeira vez, as intenções de votos dos douradenses. E a desculpa, a mais esfarrapada, é de "contenção de despesas" por parte da emissora contratante, no caso, a mesma TV Morena. Manda quem pode, obedece quem tem juízo!
Embora o encarregado da comunicação de sua campanha, jornalista Nicanor Coelho, seja de opinião de que "ninguém lê o Blog", a candidata Délia Razuk foi rápida no gatilho, ligando imediatamente após a publicação da especulação sobre seu provável secretariado, para desautorizar a informação do post anterior. "Minha campanha é limpa e sem compromisso de cargos", disse, enfática. Tá dado o recado. E agora, é só aguardar o Diário Oficial do dia 2 de janeiro.
Eleita prefeita, Délia Razuk não deve se fazer de rogada, convidando nomes de peso para seu secretariado. Além do ex-chefe da Casa Civil de Zeca do PT, Raufi Marques, coordenador de sua campanha e tido como nome certo para a Secretaria de Governo, os ex-prefeito José Elias Moreira e Braz Melo devem fazer parte do time, que teria ainda os petistas Landmark Rios e Ledi Ferla, além de Carlos Fábio, secretários de Murilo Zauith que já estariam garantidos pelas amarrações políticas.
Minutos após a divulgação da pesquisa Datafolha que o trouxe, pela primeira vez, numericamente na liderança da disputa pela Prefeitura de São Paulo, o candidato do PSDB, João Doria, vinculou o resultado desta eleição à condução, em 2018, de seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), à Presidência da Repúbli
SÃO PAULO - O juiz Sergio Moro revogou a prisão temporária do ex-ministro Guido Mantega e determinou nesta quinta-feira a soltura imediata do petista, detido pela manhã na 34ª fase da Lava-Jato enquanto acompanhava a mulher durante uma cirurgia em São Paulo. O despacho foi assinado por volta das 12h30m, seis horas após deflagrada a operação, por decisão de ofício, sem consultar o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. Moro afirmou no documento que as buscas já foram feitas e que, ao decretar a prisão, não sabia do quadro clínico da mulher do ex-ministro. Mantega deixou a Supreintendência da Polícia Federal de São Paulo por volta das 13h40.
SÃO PAULO — Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada desta quinta-feira para cumprir mandados da 34ª fase da Operação Lava Jato. O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso, segundo a TV Globo. Policiais foram até sua casa em São Paulo, mas ele estava no hospital acompanhando uma cirurgia da mulher. Mandados são cumpridos também em Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal.
Até aqui liderando as pesquisas de intenções de voto, com uma campanha que o vento levava, na base do "0800", Délia Razuk pode pagar caro pelo voluntarismo exacerbado de alguns "simpatizantes", que resolveram revidar os ataques que rolam nas redes sociais, partindo, também, para as baixarias. O problema da vereadora é que assim como os adversários ela também é vítima dos famigerados "fakes". Infiltrados, oportunistas, chantagistas e incompetentes, até no plágio.
Que o sempre destrambelhado André Puccinelli não andava bem da cachola já se desconfiava, principalmente depois que deixou de acompanhar o fluxo diário de caixa do tesouro estadual. Agora, os sintomas parecem agravados. Em Ponta Porã, por exemplo, esquecendo-se que traiu seu partido nas eleições de 2012, para apoiar Hélio Peluffo, contra quem se volta, neste 2016, numa estranhíssima recaída partidária em apoio a Chico Gimenez, primo do chefe mafioso Jarvis Pavão.
RIO - A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) cumpriu nesta terça-feira no Rio sua primeira agenda de campanha desde que deixou o Palácio da Alvorada, no último dia 6, após a confirmação de seu impeachment pelo Senado. A petista gravou para o programa eleitoral da candidata do PCdoB à prefeitura, Jandira Feghali, na Zona Oeste, pela manhã e à noite discursou em um jantar fechado com intelectuais.
SÃO PAULO — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou réu pela segunda vez numa ação derivada das investigações da Lava-Jato, a primeira perante a Justiça Federal do Paraná. O juiz Sérgio Moro aceitou nesta terça-feira a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá e do armazenamento do acervo presidencial, pagos pela OAS. Segundo a denúncia, Lula obteve R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas que lhe foram pagas pela empreiteira, de forma dissimulada, em troca de contratos com o governo federal. Entre 2003 e 2015, os contratos do Grupo OAS com a administração pública federal somaram R$ 6,8 bilhões, 76% dos quais corresponderam a negócios com a Petrobras.
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou nesta terça-feira o "exibicionismo" das ações da Lava-Jato, condenando ações desse tipo promovidas pelo Ministério Público. Investigado na Lava-Jato, Renan citou o caso do ex-presidente Lula, que foi denunciado por causa do tríplex de Guarujá, e disse que esse tipo de "exibicionismo" retira "prestígio do Ministério Público". Num recado, ele disse ainda que esse tipo de comportamento acaba reforçando as pressões para a votação de projetos que tratem de punições e preservação de garantias. Na prática, o Senado já tentou colocar em votação projeto que trata de abuso de poder de autoridades em investigações.
NOVA YORK — Em seu primeiro discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, o presidente Michel Temer apresentou críticas a temas internacionais e fez uma defesa da situação política do país. Ele disse que o impeachment foi um exemplo para o mundo:
De nada adianta sair às ruas para protestar contra os escândalos de corrupção evidenciados em Brasília se exercermos o direito do voto de forma viciada e criminosa nas eleições municipais. Essa é mensagem que promotores de Justiça transmitiram nesta segunda-feira (19) durante o lançamento da campanha "Voto vendido, futuro perdido", na sede do MPE (Ministério Público Estadual) em Dourados.
Apontado como envolvido em esquema de desvio de dinheiro enquanto era prefeito de Ponta Porã, o deputado estadual Flavio Kayatt (PSDB), tenta na Justiça, suspensão de processo que pede pelo bloqueio de seus bens e de outros sete acusados, no valor de R$ 2 milhões, em garantia ao ressarcimento dos cofres públicos. O deputado apresentou defesa, pedindo que agravo pedindo bloqueio interposto pelo Ministério Publico Estadual seja improvido.