Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A Rede Mato-grossense de Televisáo não só descumpriu a determinação da juíza Daniela Vieira Tardin, da 18ª. Zona eleitoral de Dourados, para que a TV Morena retransmitisse a propaganda eleitoral dos candidatos locais, como não cortou o sinal de sua programação, neste primeiro dia do horário eleitoral gratuito, apresentando o bloco dos candidatos a prefeito de Ponta Porã, onde fica a sede da emissora. Nos anos anteriores, pelo menos, havia um pouco mais de respeito.
Na véspera do início do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff, o presidente interino, Michel Temer, deu pela primeira vez uma declaração pública em que indica estar seguro de que já tem os votos necessários para que assuma definitivamente o poder. Questionado pelo jornal Folha de S. Paulo quarta-feira (24) na saída de um evento sobre quantos votos acredita ter a seu favor, Temer foi direto e sucinto: "Cinquenta e quatro".
Antes mesmo do início do horário eleitoral no rádio e na TV, que é quando normalmente a campanha pega fogo, notícias da pirata rádio peão começam a tirar o sono de alguns candidatos. A misteriosa suspensão da publicação de uma pesquisa pelo site Midiamax e a pressão pelo cancelamento do sempre tão temido debate final na TV Morena, além do anúncio da montagem dos famigerados dossiês, para atingir a família de potenciais candidatos, só aumentam o clima de tensão.
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal condenação de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, do publicitário João Santana e da mulher dele, Mônica Moura, além de mais cinco envolvidos no pagamento de propina nas obras de quatro plataformas contratadas pela Petrobras por intermédio da Sete Brasil. O pedido faz parte das alegações finais do processo e foi apresentado ao juiz Sérgio Moro.
SÃO PAULO - Às vésperas do início do julgamento do impeachment, a presidente afastada, Dilma Rousseff, citou o suicídio de Getulio Vargas e o exílio de João Goulart, e disse a apoiadores em São Paulo que continuará lutando. Sem o ex-presidente Lula ao seu lado, ela participou nesta terça-feira de um ato da Frente Brasil Popular contra o impeachment.
A decisão da juíza Daniela Vieira Tardin, da 18ª. Zona Eleitoral, determinando que todas as retransmissoras de TV de Dourados exibam o horário eleitoral dos candidatos locais muda o panorama das eleições municipais. Candidatos há menos tempo no trecho, como o peemedebista Renato Câmara, passam a ter possibilidades concretas de se enfiar entre os ponteiros. Cabe recurso, só não cabe a velha e esfarrapada desculpa das emissoras de que não existem condições técnicas para isso.
BRASÍLIA — O Senado começa a discutir na quarta-feira a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece o fim das coligações nas eleições proporcionais a partir de 2022 e cria cláusula de desempenho para acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita de rádio e TV. Na pauta da Comissão de Constituição e Justiça, a proposta, de autoria dos senadores tucanos Aécio Neves (MG) e Ricardo Ferraço (ES), pretende conter a proliferação de partidos.
Pelo aperitivo servido na primeira semana de propaganda eleitoral nas redes sociais dá para imaginar o festival de besteiras que vem por aí. Com a grana dos retornos amoitada, pobres candidatos, que dependem da capacidade imaginativa do marketing paralelo. As “produções” televisivas são de uma pobreza de dar dó. Em vez de dar, certamente vão tirar votos, e fazer muita gente cair do salto alto.
Sexta-feira, agora. Audiência da TV Morena nos píncaros, por conta do penúltimo capítulo de "Êta mundo bom", a novela em que o simplório Candinho interage com um burro. Os douradenses ávidos por verem seus candidatos na telinha. Aí aparece um grandalhão desconhecido: "Sou o vereador Agnaldo, o Miudinho, candidato a reeleição, blá, blá e blá". Só que de Ponta Porã. Até o eleitor descobrir que os candidatos locais só aparecem na RIT, já terá passado a eleição.
O professor Ênio Ribeiro, do Psol, terá seus dias de Enéas, a partir desta sexta-feira, quando começa a propaganda eleitoral dos candidatos a prefeito no rádio e na TV. Tal qual o presidenciável famoso, com o tempo mais curto que coice de porco, se não acelerar, mal vai dar para dizer a que veio, isto, nos 35 dias de campanha. Logo ele, o único candidato verdadeiramente oposicionista. Se caprichar na entonação, valerá o plágio: "Meu nome é Ênio!".
A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao SBT, exibida na madrugada desta segunda-feira (22), que Michel Temer e seus aliados se empenham para antecipar a votação do impeachment porque temem o surgimento de denúncias que os comprometam.
Pessoal das antigas que saiu às ruas na manhã deste sábado em Dourados teve uma sensação de déjà vu. Isto porque, enquanto Délia Razuk e seus prosélitos distribuíam abraços e santinhos, na "bandinha" que seguia o cortejo a música que tocava não era a da candidata a prefeita de agora, mas a de um candidato a prefeito de 28 anos atrás. "Eu vou votar no Braz... Braz! Braz! Braz!", ao que o ex-prefeito, todo pimpão, se explicava que, por enquanto, só quer ser vereador.
SÃO PAULO — Executivos da Odebrecht disseram em tentativa de delação premiada que a empresa pagou pelo menos R$ 100 milhões em propina para o PT em negociações intermediadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Os repasses teriam sido realizados por meio do Setor de Operações Estruturadas da holding, chamado pelo Ministério Público Federal (MPF) de "escritório de lavagem e pagamento de propina". De acordo com o relato dos executivos, a maior parte dos pagamentos teria sido feita em troca de benefícios obtidos nos últimos anos graças a projetos como a desoneração da folha de pagamentos e a redução de imposto de renda sobre o lucro de empresas brasileiras no exterior.
Até poucos dias companheiros de partido, hoje adversários na disputa pela prefeitura, os deputados Geraldo Resende e Renato Câmara se cruzaram esta semana na antessala de poderoso empresário do ramo imobiliário, em busca do pirapirê para a campanha. Fazendo-se de desentendido, aproveitando que o ex-governador André Puccinelli fazia parte da comitiva, e, para aumentar o constrangimento, o anfitrião, gozador, ainda perguntou se queriam ser atendidos juntos.
RIO — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou em entrevista à BBC Brasil, publicada nesta sexta-feira, que não aposta no julgamento do Senado para o processo de impeachment de sua sucessora e aliada Dilma Rousseff e, sim, no da História. Ao mesmo tempo, se mostrou otimista, afirmou torcer e ter esperança de que o Congresso não vai afastá-la. Lula disse ainda, sem citar nomes, que Dilma irá se "expor corajosamente" no Senado "para que o Judas Iscariotes possa acusá-la na frente dela".
O momento é oportuno para uma boa reflexão sobre esse tema. Encerramos as atividades olímpicas com a suspeita de que atletas olímpicos agredindo o espírito olímpico tenham procurado macular a imagem, já tão danificada, de nossa Cidade Maravilhosa criando um fato mentiroso envolvendo um falso crime de roubo. Entramos logo em seguida na fase das mentiras eleitorais praticadas regularmente sem quaisquer consequências punitivas salvo para o povo enganado que acredita em falsas promessas e depois tem que amargar mais quatro anos de desgovernos e irresponsabilidades.
"Toda irregularidade terá sua etiqueta de preço. E, à medida em que as eleições se aproximarem, os valores serão remarcados segundo à ótica perversa da inflação ditada pela economia do mercado eleitoral". Acreditem, mas este é um texto do sempre inútil Tribunal de Contas do Estado, criticando decisão do Supremo Tribunal Federal que dá às Câmaras Municipais o exclusivo de direito de julgar crimes cometidos por prefeitos. Pelo menos os vereadores são eleitos pelo povo.
Enquanto a maioria, ainda sub judice, limita-se à condição de cabos eleitorais, como, por exemplo, Sidlei Alves (de Madson Valente) e Marcelo Barros (de Maurício Lemes Soares), os ex-vereadores Marcelo Hall e Carlinhos Cantor usam as esposas, Daniele Weiler e Yeda Bernardes, candidatas à vereador, como atalho para o retorno à vida pública. Lembrando que Carlinhos Cantor foi abatido pela Uragano já na condição de vice-prefeito de Ari Artuzi.
"Seja você a mudança que tanto procura nos outros. As pessoas não mudam com cobranças, mudam com exemplos". Délia Razuk, filosófica, agora de manhã, no Feicibúqui. Imediatamente abaixo, coladinho nela, o contraponto de seu principal concorrente, Geraldo Resende, numa postagem do assessor de imprensa, jornalista Ricardo Minela: "trabalhando é que se muda". Isto é campanha nas redes sociais! E é só o começo da pauleira que vem por aí.