Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Não bastasse o vai-e-vem quanto ao seu retorno ao ninho tucano Geraldo Resende dá agora sinais de que, independentemente de sua condição ideológico-partidária, poderá adiar a tentativa de transformar em realidade seu sonho dourado de ser prefeito. Esta, pelo menos, era a informação que corria ontem pelos corredores da Assembleia depois da visita da visita do peemedebista. E tudo por conta das diiculdade$ para pôr a campanha na rua nesses tempos tão tumultuados.
10/03/2016 - 18h55Os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo pediram a prisão preventiva do ex-presidente Lula junto com a denúncia...
Em vez de continuar bancando mordomias ao senador-presidiário Delcídio do Amaral, na iminência de ter o mandato cassado depois da delação da Lava Jato, não seria mais interessante e lucrativo para o Mato Grosso do Sul que o Senado da República convocasse logo o primeiro suplente Pedro Chaves?
Bastou um despretensioso comentário nas "Rapidinhas", aqui no Blog, dando conta que sua interferência junto ao governo do estado pelo fim do selo fiscal nas operações para comercialização de grãos não é a panaceia que tenta vender, do agronegócio, para que o demo Zé Teixeira tivesse uma nova recaída, dando parte – pela terceira vez! – do Blog na polícia. Partindo de alguém que parou no tempo, que insiste na velha política do coronelismo, apenas mais uma mise-en-scène na tentativa de intimidação, e melhor que seja por desconhecer os trâmites do judiciário do que por se imaginar tão poderoso a ponto de achar que pode mandar na polícia, como se delegado não tivesse coisa mais importante a fazer.
O senador Telmário Mota (PDT-RR), relator do processo contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) apresentou nesta quarta-feira (9) o seu parecer pela cassação do petista por quebra de decoro parlamentar. O colegiado terá que decidir na próxima semana se concorda com o teor do relatório. Se for aprovado, o Conselho de Ética do Senado abrirá em definitivo o processo contra o senador petista.
Mais absurdo que a alardeada nomeação de Lula da Silva ministro da Justiça para fugir das garras do juiz Sérgio Moro é o acordão para a prefeitura de Dourados, com Geraldo Resende candidato tucano abençoado pelo demo Zé Teixeira. Com isso Fábio Trad iria para o TJ, retornando de Marçal Filho à Câmara e facilitando a eleição de Marquinhos Trad prefeito de Campo Grande e de Nelsinho, o outro Trad, ao senado em 18. E os outros? Será que combinaram com Puccinelli, Murilo, Moka e Cia?
Um projeto de lei, apresentando pelo deputado Zé Teixeira (DEM), relatado e com voto favorável do líder do governo na Assembleia, Rinaldo Modesto (PSDB), que previa isenção de tributos para produtores rurais com terras invadidas, foi vetado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O projeto previa a ‘suspensão da contribuição ao Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul) e a incidência de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na hipótese de produtos oriundos de imóveis invadidos por terceiros ou sujeitos a conflito agrário.
O ex-deputado Roberto Razuk desistiu de um voo para São Paulo anteontem, depois que, por problemas técnicos, a aeronave em que estava abortou uma decolagem no aeroporto de Dourados. Mesmo com o problema solucionado ele preferiu não embarcar de novo, seguindo a intuição do ex-senador Ruben Figueiró, que escapou de dois acidentes aéreos, um porque perdeu o voo, outro porque também desembarcou depois de uma pane, ainda em solo. “Quero primeiro ver dona Délia prefeita”, disse.
A delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), além de agravar a crise política e reacender na oposição a pressão pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, traz citações a vários políticos, incluindo colegas do Senado. A Folha de S. Paulo apurou com pessoas próximas à investigação que Delcídio fez referências a integrantes das cúpulas de PMDB, PSDB e PT. A reportagem não teve acesso ao contexto do suposto envolvimento desses políticos.
O deputado Geraldo Resende deve estar recomendando aos seus assessores para assuntos aleatórios que não poupem velas, galinha preta e cachaça para os despachos da próxima sexta-feira. Tudo, para que o PMDB decida no sábado continuar no desastrado governo Dilma Rousseff. É o motivo que ele precisa para bater em retirada, neste que deve ser o mais lucrativo de seus retornos, já que estará de volta ao ninho tucano, condição para ser ungido candidato governista a prefeito.
Pois não é que a secretária toda-poderosa ditou o texto para o jagunço de redação travestido de gasparzinho e o macaquinho foi obrigado a enfiar a carapuça? Manda quem pode obedece quem tem juízo.
08/03/2016 - 06h31O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), avalia que um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff não vai entregar ao PMDB...
Preso desde novembro, o pecuarista José Carlos Bumlai negocia um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Valor Econômico. Há duas semanas, o amigo do ex-presidente Lula se reuniu com procuradores para discutir sua disposição em colaborar com as investigações, que apuram o esquema de corrupção na Petrobras. Os advogados do empresário, porém, negam categoricamente essa possibilidade.
Como não quis esperar passarem as águas de março do verão mais chuvoso desde que aqui desembarcou de um caminhão pau-de-arara, na década de 1960, Geraldo Resende foi obrigado a largar com pneus de chuva, o que já é um problema para uma corrida cuja bandeirada final se dará na secura da primavera. Ressalve-se que foi apenas uma pré-convenção, já que a homologação, pra valer, de candidaturas, só no prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, agora esticado de junho para agosto. Mesmo assim, como estrategista do marketing que diz ser, o deputado que se preparou a vida inteira para ser prefeito quis ter certeza de que a pista peemedebista está limpa, até para evitar a tentação de um retorno ao ninho tucano, o que provocaria inevitável desgaste, afetando ainda mais a credibilidade de quem tem uma trajetória marcada pela instabilidade ideológica, por mais abstrato que seja este elementar conceito da refrega política.
Com seus clientes agora em prisão preventiva (sem data para serem libertados) o advogado Fábio Toffic já cogita a delação premiada do marqueteiro petista João Santana e de sua mulher Monica Moura. Já houve, inclusive, uma conversa preliminar com procuradores da República em Curitiba sobre a possibilidade de uma colaboração judicial do casal. Na prisão, Monica é quem dá mais sinais de que quer entregar os clientes. No caso, comparsas.
A Operação Alethéia, 24ª fase da Lava Jato, que conduziu coercivamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor em São Paulo, deve aprofundar a crise política e acirrar os confrontos entre governistas e oposicionistas, inclusive com episódios de violência nas ruas. Essa é a hipótese – e preocupação – a que chegaram, por caminhos diferentes, intelectuais ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo.
Para desqualificar Delcídio, petistas dizem que ele não era próximo de Lula para saber o que relatou. Conversa premonitória entre os dois derruba o álibi. Quando José Carlos Bumlai foi preso, o senador criticou Lula por tentar negar a amizade com o pecuarista. “Presidente, enterramos nossos mortos em covas rasas”, disse o então líder do governo. “Quando menos esperamos, eles ressuscitam”, concluiu, antes de virar, ele próprio, um dos zumbis que tiram o sono de Lula e Dilma.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta que não vai abaixar a cabeça e que se sentiu um prisioneiro durante a ação da Polícia Federal. O petista disse ainda que o que aconteceu hoje precisava acontecer para que o PT pudesse levantar a cabeça.