Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Enquanto demos sem votos como Zé Teixeira e tucanos desprestigiados como Valdenir Machado rezam para que passem os maus dias de Marçal Filho, o peemedebista um dia andrezista Geraldo Resende exige um retorno, ops!, do governador-censor Reinaldo Azambuja para a sua campanha de prefeito. Na cobrança da fatura deve lembrar que foi um dos primeiros a abraçar a causa num momento em que todo mundo já pensava em como conseguir uma boquinha no ex-futuro-governo Delcídio do Amaral.
O deputado tucano Flávio Kayatt, um dos preferidos do governador-censor Reinaldo Azambuja para a próxima vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual por improbidade administrativa durante sua passagem pela prefeitura de Ponta Porã. A informação (dos rolos de Kayatt) é da jornalista Heloísa Lazarini, e foi publicada na manhã desta sexta-feira, no site MS Notícias.
Na sequência desta estratégia de tentar mexer com os brios de Murilo Zauith, e antes de tentar entender o porquê desta inhaca que impede as ditas lideranças da terra de seu Marcelino de alçarem voos mais altos na política, é preciso que se faça justiça com o maior dos senadores dos dois Mato Grossos – Rachid Saldanha Dérzi. Até porque, como filho de uma das pacientes de quem lá na da década de 1950 já fazia o trabalho que depois a Revolução cubana rotularia como de “médico de família” cansei de ver o ainda jovem Dr. Rachid afundando as trilhas da Cabeceira Alegre com sua maletinha atendendo seu eleitorado.
O governador-censor Reinaldo Azambuja sinalizando, agora, que o PSDB pode apoiar a candidatura a prefeito do petebista Nelsinho Trad, em Campo Grande, com os tucanos indicando o candidato a vice. Aí, quando escrevo aqui que sua campanha ao governo foi bancada por André Puccinelli e Nelsinho Trad ele fica nervosinho e manda processar o Blog. Ora bolas, o que é isso, senão acerto de contas? Não é mesmo seu Ivanildo? A menos que seu governo não seja lá essas coisas, como tanto anunciam...
Consciente das dificuldades para emplacar seu sucessor Murilo Zauith liberou seus aliados para se ajeitarem como melhor lhes aprouver. Mas isso não significa que esteja alheio ao processo. Muito pelo contrário, o prefeito opera forte nos bastidores para manter uma base de apoio na Câmara, até porque ninguém sabe o dia de amanhã, além de ter algumas sugestões de nomes para oferecer aos aliados, como candidato a vice. A secretária de Educação, Marinisa Misoguchi, é uma das ofertadas.
Eterno litigante, de boa fé, de obras e serviços públicos (como as falcatruas dos armazéns Agrosul, do “novo” prédio da prefeitura e do milionário precatório da famosa Cobracom, entre outros), tucano convertido ao Partido Verde, o ex-empreiteiro Elízio Brites não desiste do sonho de ser prefeito de Dourados. “É umas”, como diria o radialista Negão da Arapuca, nesses tempos de mensalão, de petrolão e de tantas derrapagens na lama asfáltica.
Para quem não entendeu o post anterior ou que possa estar achando tratar-se de uma frase de efeito para enfeitar o peru do Natal deste ano de Délia Razuk, lembrando que a sempre combativa vereadora Virginia Magrini foi para o sacrifício como candidata a vice-governadora do ilustre desconhecido Evander Vendramini, nas eleições passadas, para alavancar a candidatura senatorial de Alcides Bernal. O mesmo Bernal que voltou a ser prefeito da capital. Captaram?
Tá bom. Antes que venha a pauleira, que me apontem outro nome. Waldir Guerra se escafedeu, Egon KKK preferiu a confortável condição de “aspone” do des(governo) companheiro em Brasília; Bafo de Bode, que até tentou, também sumiu do mapa; Valdecir Artuzi, que se não tivesse sido cassado e, depois, morto, talvez até já tivesse chegado lá, porque disposição – e votos – para isso ele tinha de sobra. Geraldo Resende? Até poderia ser. Depois de tantos mandatos como deputado federal, e conhecendo de cor e salteado os problemas e os anseios dos municípios de todo o Estado, teria uma campanha pronta, mas encafifou que quer ser prefeito e não há quem tira isso de sua cabeça.
Elas vêm rodeando, rodeando, já há algum tempo. Primeiro, Lori Gressler, a vice de Humberto Teixeira, que tentou emplacar como titular. Depois Bela Barros, e até Keliana Fernandes. Agora, Délia Razuk, que gostou tanto da cadeira nos quatro meses em que “prefeitou” interinamente no pós-Uragano, que de volta a cadeira que passou a Murilo Zauith. E olhe lá se não for com Virginia Magrini de vice! Feminismo ou não, em Três Lagoas funcionou, e como!, com Simone e Márcia.
Preocupado não apenas com a grave crise enfrentada pelo governo de sua sucessora, o lobista-palestrante Luiz Inácio da Silva aterrissou em Brasília na terça-feira (5) para uma conversa “olho no olho” com a “companheira” Dilma Vana Rousseff. Lula, que sabe ser difícil a atual situação, quer não apenas salvar o governo, mas interromper o processo de derretimento do seu partido, o PT, que arde nas chamas da corrupção e da incompetência.
Com seu líder Delcídio do Amaral na cadeia, o deputado e ex-governador Zeca do PT corre para os braços de Reinaldo Azambuja. No Blog do confrade Marco Eusébio, hoje, o amigo do peito e companheiro de biritas de Lula da Silva se derrete em elogios ao governador. Bom senso, equilíbrio e ponderação. Com estes adjetivos, aproveitou para espinafrar seu sucessor, antecessor de Azambuja: “Ele não é igual ao André que sai por aí contando papo, vantagem”. Huuuuummmm
A Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira, 6, que realizou com sucesso seu primeiro teste com uma bomba de hidrogênio - uma forma mais poderosa de bomba nuclear -, aumentando os desafios da política externa dos Estados Unidos e destacando os limites da capacidade da China de manter seu instável aliado sob controle. Imediatamente após a divulgação da notícia por Pyongyang, Japão e Estados Unidos solicitaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que deve acontecer ainda nesta quarta.
Toda vez que se especula quanto à possibilidade de Murilo Zauith desistir de transformar em realidade seu sonho (que é também o de todos os douradenses) de se eleger Senador da República, não tem como não lembrar o exemplo de Rondonópolis, a cidade que está para o Mato Grosso assim como Dourados está para o Mato Grosso do Sul. Com a diferença de que os três senadores mato-grossenses são de lá: Blairo Maggi, José Medeiros e Wellington Fagundes.
Ao contrário do que informa J. C. Torraca no Douradosnews de hoje, dificilmente Délia Razuk aceitaria Marçal Filho ou quem quer que seja como companheiro de chapa por indicação Reinaldo Azambuja. É que o RR famoso, guru da vereadora-candidata, estaria “porrrrrraqui” com o governador pelo simples fato dele não ter cumprido um fiapo sequer dos compromissos com ele firmados após a eleição. Nem o aval de Londres Machado resolveria a parada.
Por mais paradoxal que possa parecer, o empresário Adão Parizotto, até um dia desses tido como a grande promessa na corrida sucessória douradense, depois que jogou a toalha passou a ser visto como a mais bela “noiva” dos que continuam na disputa. Mais paradoxal, ainda, porque é “cobiçado”, principalmente, por Délia Razuk, até aqui líder das pesquisas. Como Parizotto sonha subir a rampa da Assembleia, o namoro pode dar casamento. É toma lá dá cá.
Adentrado o ano eleitoral, com as pesquisas já sinalizando os nomes dos favoritos para suceder Murilo Zauith, há quem garanta que a grande novidade do pleito deste ano ainda para acontecer. E no PMDB, justamente o partido que produziu o maior número de candidatos, tanto que alguns deles, como Délia Razuk e Marçal Filho precisaram buscar espaços em outras siglas. Não, não é Sebastião Nogueira o páreo para desbancar o federal Geraldo Resende, mas o estadual Renato Câmara.
Depois de passar o Natal sem seu peruzinho e o ano novo sem contemplar o foguetório em sua paradisíaca Floripa – pior, logo pra ele, acostumado a uísque sempre do bom e do melhor, sem sequer um brinde de Sidra com os carcereiros – o senador Delcídio do Amaral parece que resolveu pôr a boa no trombone. E aí, a companheirada que ponha a barba de molho. Literalmente, como no caso do “Barba” famoso. O especialista em delação premiada, Antônio Figueiredo Basto, já está a postos.
O deputado Geraldo Resende está sendo vítima da mais bairrista das chantagens: a de que Dourados não pode perder seu único representante no Congresso Nacional e que por isso ele não deve ser candidato a prefeito. Até os mais ferrenhos adversários, companheiros e ex-companheiros de partido, inclusive, não cansam de elogiar, agora, seus dotes como parlamentar, principalmente sua capacidade de arrancar recursos para Dourados. Como diria um conhecido colunista social, que coisa, heim!
Nada mais emblemático que a imagem de uma ponte da grife Giroto/Puccinelli, recém-construída, e já desabando, num efeito dominó, para começar o ano seguinte ao que será indelevelmente lembrado como aquele em que, como diria o chefe da quadrilha do Petrolão, Lula da Silva, nunca antes na história se roubou tanto. No Brasil e no Mato Grosso do Sul, diga-se. Tanto que por aqui o primeiro ano do governador-censor Reinaldo Azambuja foi de fazer inveja aos anos de chumbo da ditadura militar, quando a censura à imprensa comia solta.
O exímio operador de Londres Machado e Delcídio do Amaral, Dorival Betini, contratado pela Casa Civil para coordenar a base política dos tucanos (isso pode, Arnaldo?) vai trabalhar com Flávio Brito, que operava para Geraldo Resende, e com Waltinho Carneiro, que operava para Murilo Zauith. O trio é subordinado a Sérgio de Paula, que operava, opera e vai continuar operando para Azambuja. Como diria o recém-finado Alcodan, assim foi, assim é, assim será.