Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
A presidente Dilma Rousseff disse na manhã de hoje no plenário da Organização das Nações Unidas (ONU) que a sociedade brasileira conseguir superar o autoritarismo e construir uma democracia pujante e saberá "impedir quaisquer retrocessos". Dilma não fez referência direta ao processo de impeachment nem mencionou a palavra "golpe", mas disse que o país vive um "grave momento". Também agradeceu aos líderes mundiais que lhe manifestaram solidariedade.
Passados 516 anos do descobrimento do Brasil, comemorados neste 22 de abril, a importância de Pedro Álvares Cabral para a História do país segue incontestável. Mas sua figura não tem o mesmo peso em Portugal, país que ele ajudou a transformar em uma potência global há mais de cinco séculos.
Em uma entrevista de 24 minutos concedida na manhã desta quinta-feira ao jornal "The Wall Street Journal", o vice-presidente Michel Temer criticou a associação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff a um golpe de Estado e demonstrou incômodo com a acusação de ser traidor. A entrevista a veículos estrangeiros é parte da estratégia de comunicação para uma contraofensiva ao discurso de golpe adotado pela presidente e pelo PT. Aliados do peemedebista têm demonstrado grande preocupação com a fala de Dilma na ONU, marcada para sexta-feira, e com a possibilidade de que ela faça circular entre chefes de Estado a ideia de que é vítima de um processo forjado de impedimento. Há evidências de que, principalmente no exterior, essa versão tem ganhado adesões.
"Por mim, fica como está: com toda a força e liberdade que a lei e a Constituição lhe asseguram. Mas se você souber algum modo de dar mais força para a Polícia Federal, para o Ministério Público e para o juiz Moro pode me dizer". Do iminente presidente da República Michel Temer, respondendo a um inconveniente correligionário sobre os rumos da operação que está defenestrando o PT do poder, segundo o ex-deputado mato-grossense do Sul Antônio Carlos de Oliveira, no Facebook.
21/04/2016 - 18h22A rotina dos deputados em Brasília e da sociedade toda, nenhum povoado, distrito, cidade ou estado de fora, foi uma sessão extraordinária...
No Brasil, houve um tempo, em que vadiagem constituía contravenção penal e a polícia a reprimia. O costume de alguém não fazer nada e galopar livre de qualquer ocupação, era tido e havido como nocivo à sociedade, pelo mau exemplo; e ao País, pela omissão deliberada, de não se produzir algo aproveitável.
20/04/2016 - 17h05Adiamento foi solicitado pelo ministro Teori Zavascki; ele argumentou que é relator de outras duas ações que também questionam a posse do...
Os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), refutaram a tese da presidente Dilma Rousseff de que o processo de impeachment aprovado na Câmara dos Deputados é, na verdade, um golpe. Celso e Gilmar observaram que o processo seguiu a Constituição e as regras definidas pelo próprio STF. O ministro Celso, o mais antigo do tribunal, chegou a dizer que é equívoco gravíssimo falar em golpe, e que será estranho se a presidente for ao exterior defender esse argumento. Dilma embarca quinta-feira para Nova York, onde deverá fazer uma defesa do seu governo na Organização das Nações Unidas (ONU).
Com o aval do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), a oposição decidiu patrocinar a ida na próxima terça-feira (26) do ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral (sem partido-MS) ao Conselho de Ética da Casa para confrontá-lo publicamente em relação às acusações que o parlamentar fez sobre o principal líder tucano. A estratégia, que vem sendo negociada nos bastidores entre membros do PSDB e pessoas ligadas a Delcídio, é que o ex-líder do governo recue no colegiado das afirmações feitas por ele em delação premiada contra Aécio e, se possível, aproveitar para que ele faça acusações públicas contra a presidente Dilma Rousseff às vésperas da votação do afastamento dela pelo Senado.
Entre os dezenove nomes deferidos pela Seccional da OAB do Mato Grosso do Sul para a vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional destaca-se o advogado Paulo Estevão, que, quando deputado estadual, ficou conhecido pela tese de que douradense deve votar sempre em candidatos da terra. Agora, vai disputar a vaga com outros dois douradenses – Hassan Hajj e João Arnar Ribeiro, este, com a vantagem de ser consogro de Sergio de Paula, chefe da Casa Civil do governo do estado.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso afirmou nesta terça-feira (19) que determinar a retira de matérias jornalísticas de sites de jornais ou portais na internet configura "censura". Na avaliação do ministro, pessoas que se sentirem ofendidas podem recorrer à Justiça para pedir retificação do texto ou direito de resposta, mas não podem requerer a exclusão das reportagens. Para o ministro, a retirada de texto fere a liberdade de expressão.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que o caminho para o PT é "deslegitimar" o vice-presidente Michel Temer. Lula participou da reunião do diretório nacional do partido, na sede da legenda, em São Paulo. No encontro, os petistas discutiram estratégias a serem adotadas pela legenda após a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.
O senador Delcídio do Amaral retorna amanhã ao Senado. Tão cara-de-pau quanto Dilma Rousseff, sem olhos para a realidade em seu entorno, diz que o retorno é para fazer sua defesa, mas certamente que vai aproveitar os últimos dias que lhe restam na ala azul sob a concha emborcada do Congresso Nacional para se vingar daquela de quem era líder até o dia em que foi preso tentando melar o petrolão. E, claro, para limpar as gavetas de seu gabinete.
O afastamento de Dilma Roussef (PT) e a entronização de Michel Temer (PMDB) no cargo mais poderoso da República vai trazer para Mato Grosso do Sul alguns impactos de grandeza específica. Embora assuma a caneta mais importante do Palácio do Planalto, Temer não vai ter autonomia total para saciar todo o apetite fisiologista de seus correligionários, porque seu partido e a oposição (especialmente PSDB, DEM e PPS) estabeleceram reciprocidade quase absoluta para efetivar a defenestração de Dilma e, em consequência, adquirirem juntos o direito partilhar o butim.
Ninguém declarou ainda, talvez por pena, mas o principal derrotado com o avanço do impeachment é Lula. Se o Senado ratificar a decisão da Câmara, mandando a presidente para casa mais cedo, Dilma fará as malas, avisará aos netos que está voltando para Porto Alegre e emitirá um aviso aos repórteres: "Vocês não terão mais Dilma Rousseff para chutar." Lula não pode se dar ao luxo de sair de cena. Terá de se reinventar sem descer do palco. E com a Lava Jato a lhe roçar os calcanhares de vidro.
De todos os "papagaios de pirata" que tentaram faturar ontem se aproveitando do pico de audiência do processo de impeachment ninguém foi mais ridículo que André Puccinelli. Para quem foi governador de Estado, ficar ali, o tempo todo, com cara de abestado, foi o fim da picada. A menos que, por insegurança, tivesse necessidade provar ao arquirrival na política paroquial, Zeca do PT, como que a dizer: "acabou pra você". Pior, mostrando força como aliado de Eduardo Cunha!
Dilma Rousseff começou no domingo a se despedir da cadeira de presidente do Brasil. Pouco mais de um ano depois de reeleita e de 13 anos de PT no poder, a Câmara autorizou o processo de impeachment da petista por crime de responsabilidade. Isolada, sem apoio da grande maioria dos partidos de sua ampla coalizão eleitoral, Dilma dificilmente terá forças para impedir que o Senado abra o processo e a afaste do cargo, numa votação por maioria simples, nas próximas semanas.
A menos que Dagoberto Nogueira resolva chutar o balde na última hora, já que seu PDT fechou questão a favor de Dilma Rousseff, no que depender dos votos da bancada do Mato Grosso do Sul a presidenta já foi para o beleléu. Além do pedetista votam com ela, ou melhor, com Lula, Zeca do PT e o sobrinho também petista Vander Loubet. Os tucanos Geraldo Resende e Elizeu Dionisio, o peemedebista-cunhista Marun, a "socialista" Tereza Cristina e o demo Mandeta ainda têm juízo.
Vinte e quatro anos após o impeachment de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito após duas décadas de ditadura militar, a Câmara dos Deputados decide neste domingo se autoriza a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A aprovação, que precisa do apoio de 342 dos 513 deputados, poderá deflagrar o fim da era de 13 anos do PT no poder.