Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O segundo turno das eleições para governador de Mato Grosso do Sul será disputado entre os candidatos Delcídio do Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB). Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% dos votos apurados neste domingo (5), Delcídio teve 567.331 votos, o que corresponde a 42,92% dos votos válidos. Reinaldo recebeu 516.744 votos, o equivalente a 39,09%. Nelsinho Trad (PMDB) ficou em terceiro, com 16,42%.
Simone Tebet, do PMDB, foi eleita neste domingo (5) senadora pelo Mato Grosso do Sul para os próximos oito anos. Segundo a Justiça Eleitoral, com 99% das urnas apuradas, a peemedebista teve 639.966 votos, o que corresponde a 52,63% dos votos válidos, contra 280.618 do segundo colocado Ricardo Ayache (PT) – 23,08%.
Em seu discurso de vitória na sede do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-MS), Simone afirmou que esta foi uma campanha atípica, diferente.
Pesquisa Ibope, encomendada pela TV Morena e divulgada neste sábado (4), aponta que haverá segundo turno em Mato Grosso do Sul, não se descartando, inclusive, a possibilidade de uma virada espetacular do tucano Reinaldo Azambuja sobre o petista Delcídio do Amaral, que pode até perder já no primeiro turno. Dentro da margem de erro, ambos aparecem absolutamente empatados, com 36%.
Pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas na tarde deste sábado (4) confirmam a liderança de Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial e uma indefinição em relação a seu adversário no segundo turno. O senador Aécio Neves (PSDB) aparece numericamente à frente da ex-senadora Marina Silva (PSB), mas os dois candidatos estão em situação de empate técnico por causa da margem de erro dos levantamentos.
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O recado nem é tão subliminar, é quase que direto: “o que está bom nós vamos melhorar”. Por que Delcídio do Amaral, em tese, candidato de oposição ao governo do Estado, tem batido tanto nessa tecla desde o início do horário eleitoral? Muito mais pela conveniência dos números das pesquisas de intenções de voto que trazem também – para melhor orientação do eleitor – a avaliação dos governantes de plantão apontando André Puccinelli como o governador mais bem avaliado do Brasil, este discurso está atrelado às amarrações que permitem a dita sustentabilidade do governo petista em nível nacional, com o PMDB na base desta pirâmide.
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O mau desempenho de apostas dos grandes partidos e a ausência de um terceiro candidato competitivo contribuem para que nove Estados caminhem para definir as eleições para governador já no primeiro turno.
São Paulo e Minas Gerais são exemplos desse quadro.
Na eleição paulista, a aposta petista, Alexandre Padilha, segue estacionada abaixo dos 10% nas pesquisas, e Paulo Skaf, do PMDB, em torno de 20%, cenário que favorece a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB), perto dos 50%.
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Faltando dois meses, apenas, para as eleições de 2010, quando a Polícia Federal desbaratou a quadrilha que assaltava os cofres da prefeitura de Dourados, na operação Uragano, não houve tempo suficiente para que o eleitorado processasse tanta informação e fizesse, nas urnas, o devido julgamento dos envolvidos. Até porque todas as atenções se voltavam então para os presos em flagrante, como o prefeito Ari Artuzi, parte de seu secretariado e a maioria dos vereadores, safando-se outros integrantes do grupo criminoso, por coincidência os que disputavam aquele pleito, como Geraldo Resende e Marçal Filho, cujas denúncias, por conta do tal foro privilegiado e da lentidão oceânica do judiciário, só agora começam a tramitar no Supremo Tribunal Federal.