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Protestos contra o governo neste domingo aumentam a tensão no Planalto

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06/06/2020 – 06h11

Às vésperas do protesto contra o governo, marcado para amanhã, Bolsonaro intensifica críticas a manifestantes e diz que forças de segurança agirão se ”estes marginais extrapolarem os limites da lei”.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar, ontem, sobre manifestações contra o seu governo, que dizem ser a favor da democracia e contra o fascismo — houve protestos no domingo passado e há novos atos marcados para amanhã. O chefe do Executivo não esconde a preocupação com os movimentos, uma vez que vinha, há quase três meses, vendo nas ruas somente mobilizações a seu favor. A primeira delas foi em 15 de março, e se tornaram frequentes aos domingos, em Brasília.

Com o cenário de pandemia do novo coronavírus, no qual a orientação é manter distanciamento social, os atos contra o governo tinham se restringido a panelaços às janelas. Mas a situação parece ter mudado. Bolsonaro falou, ao longo da semana, sobre as pessoas que fizeram manifestação no último domingo em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também houve ato na segunda-feira (1º) em Curitiba (PR). E, ontem, na inauguração do hospital de campanha de Águas Lindas (GO) — o primeiro da União para atender a pacientes com covid-19 —, ele não deu uma palavra direcionada às vítimas da doença e a seus familiares, mas não se esqueceu dos chamados “antifas” (antifascistas). Bolsonaro, mais uma vez, chamou aqueles que protestaram contra seu governo de “marginais, terroristas, maconheiros e desocupados”. “Não sabem o que é economia, o que é trabalhar para ganhar seu pão de cada dia e querem quebrar o Brasil em nome de uma democracia que eles nunca souberam o que é e nunca zelaram por ela”, disparou.

Bolsonaro voltou a pedir aos apoiadores que não façam atos amanhã e ressaltou que a Polícia Militar deve agir com rigor, sugerindo até o uso da Força Nacional. “O outro lado, que luta por democracia, que quer o governo funcionando, quer um Brasil melhor e preza por sua liberdade, que não compareça às ruas nestes dias para que as forças de segurança, não só estaduais, bem como a nossa, federal, façam seu devido trabalho se, porventura, estes marginais extrapolarem os limites da lei.”

O chefe do Executivo ainda direcionou uma fala ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), dizendo que informações da inteligência não apontam movimentos no estado. “Tenho certeza, Caiado, de que, se vierem aqui, você vai tratar com a dureza da lei que eles merecem.” Mesmo com a declaração, existe previsão de manifestação contra o governo federal em Goiânia, além de outras capitais, como Brasília, São Paulo, Salvador, Fortaleza, Cuiabá e Curitiba.(Correio Braziliense)

Protestos contra o governo neste domingo aumentam a tensão no Planalto

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