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Ativista bolsonarista Sara Winter é presa pela PF em Brasília

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15/06/2020 – 09h24

Prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em inquérito que investiga atos antidemocráticos; militante é uma das líderes do movimento bolsonarista ‘300 do Brasil’ e também é investigada no inquérito das fake news

A militante bolsonarista Sara Fernanda Giromini, autodenominada Sara Winter, foi presa na manhã desta segunda-feira pela Polícia Federal (PF) em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão é temporária, com duração de cinco dias. Sara Winter está sendo levada para a Superintendência da PF em Brasília.

A prisão ocorreu no âmbito de um inquérito aberto em abril para investigar a organização de atos contra a democracia. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), outras cinco pessoas também foram alvos de mandados de prisão temporária. Os nomes delas, contudo, não foram divulgados.

Segundo a PGR, os pedidos de prisão foram apresentados porque foram encontrados indícios de que os alvos estavam captando recursos financeiros para cometer crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. O objetivo e ouvir os investigador e reunir informações sobre o grupo.

Sara é uma das líderes do movimento bolsonarista “300 do Brasil”, que havia montado um acampamento na Esplanada dos Ministérios, mas foi desmontado no sábado pela Polícia Militar. No mesmo dia, eles chegaram a tentar invadir o Congresso Nacional, mas sem sucesso. À noite, o grupo fez um ato disparando fogos de artifício em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Sara Winter, outras cinco lideranças do grupo “300 do Brasil” foram presas, segundo informa a colunista Bela Megale.

Ela também é investigada no inquérito das fake news, sob suspeita de ameaça aos ministros do STF, e foi alvo de busca e apreensão. A PGR encaminhou o material da investigação sobre ela à Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) há duas semanas, depois que Sara publicou vídeo com ameaças ao ministro Alexandre de Moraes, que também é relator desse inquéritos e autorizou a busca e apreensão.

Nesta segunda-feira, o jornal O Globo mostrou que Sara Winter é alvo de uma investigação por improbidade administrativa aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) do Rio para apurar se houve irregularidade na utilização de R$ 25 mil recebidos do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas em 2018, o chamado fundo eleitoral. Ela disputou uma vaga de deputada federal no Rio pelo DEM, teve 17.246 votos e não foi eleita. Ela foi expulsa do partido no início deste mês.

Ativista bolsonarista Sara Winter é presa pela PF em Brasília

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