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sexta-feira, maio 15, 2026

Valdenir Machado volta a sonhar com a prefeitura de Dourados

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06/07/2020 – 09h12

Com a amarelada de Marçal Filho, ex-deputado tucano volta à cena política, para disputar a prefeitura pelo PSDB

Bastou o deputado Marçal Filho sair da moita para desanuviar o quadro sucessório da terra de seu Marcelino. Como o também tucano Geraldo Resende havia se antecipado, jogando a toalha fazia poucos dias, tendo como desculpa o coronavírus, eis que o ex-deputado Valdenir Machado resolveu empunhar a bandeira (tá na moda, agora, né) da combalida social democracia brasileira.

O ilustre representante da portentosa “república do Panambi” sabe que o negócio não é fácil. Aliás, tanto sabe que foi exatamente por querer, demais, a prefeitura, que acabou pondo em risco sua tranquila vida como deputado estadual, quando poderia estar hoje acumulando recordes – e outras ‘cositas más’– no Palácio Guaicurus, como Londres Machado, Onevan de Matos e Zé Teixeira.

À época Valdenir Machado atribuiu sua ida antecipada para o sereno à falta de companheirismo do então prefeito (primeiro mandato) Braz Melo, de quem havia sido um dos principais avalistas de campanha e que tinha o compromisso de fazê-lo seu sucessor. Como o deputado do Panambi era o único que tinha um grande exército político, isso assustou o prefeito, que, também preocupado com seu futuro político, tentou eleger alguém de sua inteira confiança. Foi quando o engenheiro Antônio Nogueira entrou na parada, com Valdenir ‘inventando’ Humberto Teixeira para mandar todos para o beleléu.

Uma vez lançado pelo diretório local do PSDB, por ele presidido, agora Valdenir Machado vai tentar começar tudo de novo. E por um caminho que ele conhece muito bem, a partir de um teretetê de pé-de-orelha com o presidente regional da sigla, Sérgio de Paula, homem forte do governo Azambuja, cuja ascensão política, aliás, começou como secretário de fazenda do mesmo Humberto Teixeira, como dito, alçado à condição de prefeito por Valdenir. O tucano tem esperança de que De Paula não se esqueça esta parte da história.

Valdenir Machado, aliás, também deve conhecer ou ter ouvido contar a historinha da conversa do ex-prefeito Zé Elias Moreira, outro que, cansado de sereno, resolveu, naquela mesma ocasião, voltar à prefeitura, contra o mesmo Braz Melo. Ao pedir autorização do chefe político Pedro Pedrossian, ouviu do ex-governador uma pergunta que teve o efeito de um balde de água fria: “Mas você tem pelo menos um caminhão de som para seus comícios?”. Foi a segunda vitória Braz Melo contra Zé Elias.

Professor de matemática, Valdenir Machado, com a amarelada de Marçal Filho, aposta nos números, principalmente nos que apontam a dificuldade do demo José Carlos Barbosinha em decolar nas pesquisas. Embora sua “sordadama”, como diria o ex-presidente da Câmara Renato Lemes Soares, esteja meio fora de forma, ele garante que basta um tiro para cima que todos voltam às trincheiras.

Valdenir Machado, observado atentamente por Marçal Filho e Geraldo Resende, durante convenção dos tucanos em Dourados

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