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Taca-lhe o pau, Vanderlei Carneiro!

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01/06/2016 – 08h57

Pulei da cama as duas da matina pensando em escrever algo na linha do “jogo bruto do poder econômico pelo poder político”, não sei se iluminado por alguém lá de cima ou se inspirado na saga de Ari Valdecir Artuzi – o fenômeno eleitoral varrido da história política douradense pelos ventos uragânicos. E, muito mais por sua relevância histórica que por apelo da audiência sensacionalista, para ilustrar o texto, lembrando da foto do ex-prefeito, já com aspecto cadavérico, numa cadeira de fios, em sua última entrevista ao Blog, na verdade uma prévia da grande entrevista em que pretendia contar toda a verdade a respeito de seus dias na cadeia, de onde só saiu após assinar a carta-renúncia, segundo ele, “sob a mira de um mosquetão”.

Da cama ao computador, no entanto, foi o tempo de passar um cafezinho, para aguentar esperar a hora do breakfest propriamente dito, na presença de Anita, e já mudei de ideia, baseado no elementar princípio jornalístico de que título é título; lide é lide, embora um simples “Jogo bruto” resolveria o problema lá em cima, deixando para o introdutório a ameaça de que estão sendo vítimas os ponteiros do jogo da sucessão de Murilo Zauith. Mudança que levou em consideração também o pedido da família do Valdecir para deixar o pobre coitado descansar em paz, aí aproveitando a deixa do Ministério Público trazendo à tona a verdade sobre a trama da cassação do mandato do prefeito campo-grandense Alcides Bernal para colocar Vanderlei Carneiro no lugar do famoso Marcos no cockpit do “fórmula 1” da antológica corrida descendo o morro da vó Salvelina, que virou hit na internet pela pueril narração que deixou Galvão Bueno no chinelo.

Antes que aflore a bárbara histeria professoral da “concorrência” da passarada desinformada – onde já se viu um nariz-de-cera com dois parágrafos?! – vamos, pois, aos fatos. E sem maiores perorações, como diria o fundador do PSDB douradense e leitor assíduo do Blog lá em Rancharia, Orlando Pascotto. Conforme adiantado aqui em cima, na coluna “Rapidinhas”, e só não detalhado porque o espaço é restrito a quinhentos caracteres (incluindo o título), um “acordão” estaria sendo feito nos porões do Parque dos Poderes, em Campo Grande, para rifar as candidaturas de Délia Razuk e de Geraldo Resende, até aqui se revezando na liderança da corrida sucessória, tudo para abrir caminho a um candidato mais palatável aos poderosos de plantão. Como nesses tempos de Lava Jato e Lama Asfáltica ficou praticamente impossível desovar a grana dos famigerados retornos que sempre bancaram as campanhas milionárias, a bola da vez seria o andrezista (mas da cozinha de Reinaldo Azambuja) Renato Câmara, deputado ivinhemense genro do milionário empresário douradense do ramo imobiliário Cláudio Iguma.

Esse tipo de trama nos remete sempre ao lendário Mané Garrincha, retrucando o técnico Vicente Feola, após a preleção para o jogo contra a então União Soviética, na Copa de 1958: só falta agora combinar com os russos. No caso, aqui, combinar com os eleitores douradenses, os mesmos que, cada vez mais ressabiados, têm mandado recados e mais recados aos estrategistas de Campo Grande que insistem em meter o bedelho na política da terra de seu Marcelino. O último desses recados, a sova que o Valdecir deu em todos eles, juntos, nas urnas em 2008. Combinar também com Murilo Zauith, que não gostaria de entregar a cadeira de volta a Délia Razuk, muito menos a Geraldo Resende, e que, frustrado por não ter conseguido emplacar José Carlos Barbosinha, o candidato dos seus sonhos, talvez resolva fazer graça com seu pupilo faz-de-tudo, o mesmo Vanderlei Carneiro, que, aliás, gosta de se apresentar como o novo Valdecir.

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