Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
O que aconteceu foi isto: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante meses, sem provas, que não poderia ser derrotado em uma eleição limpa. Assim sendo, ele atribuiu sua derrota a uma eleição fraudulenta. Quatro em cada cinco republicanos ainda concordam com isso. O presidente pressionou autoridades para reverter os votos em seus estados.
Desfeito o mistério, pelo menos no que toca à visita deputado petista Vander Loubet (em companhia do chefão tucano Sérgio de Paula) ao gabinete do prefeito Alan Guedes, semana passada. É que Loubet blefou para a companheirada, dizendo que indicaria o vereador Elias Ishy para a Secretaria de Agricultura Familiar, feudo petista, abrindo vaga para Gleice Jane na Câmara, como se fosse possível o PT de Dourados compor com um governo liberal simpatizante do bolsonarismo.
A campanha da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à presidência do Senado mudou de maneira radical o discurso em relação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), passando a atacá-lo diretamente. Bolsonaro apoia o candidato rival do MDB na disputa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Recentemente, acrescentou publicamente que sentia 'simpatia' por ele. O senador mineiro também é o nome do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que vem se engajando na articulação para fechar alianças.
19/01/2021 - 17h14Pronunciamento não menciona nome de Biden, mas diz 'rezar' pelo sucesso do novo governo; presidente deve quebrar alguns protocolos na transmissão do...
Não bastasse o deprimente espetáculo proporcionado pelo presidente Bolsonaro e pelo governador João Dória, de São Paulo, pela maneira como tiram proveito da tragédia da Covid-19, agora o “dia histórico” do início da vacinação também no Mato Grosso do Sul. Em vez de começarem logo a vacinar quem precisa, políticos se acotovelam diante das câmeras de TV para tirarem também sua casquinha. Afinal 2022 está logo aí. Quanta falta de respeito com as famílias das vítimas!
18/01/2021 - 20h27Magistrado rejeitou pedido de prisão do Gaeco, mas entendeu que parlamentar, réu em processo, deve ser monitoradoNo meio do recesso, a Assembleia...
18/01/2021 - 15h47Presidente complementou dizendo que, no Brasil, "temos liberdade ainda"O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta segunda-feira que quem decide se um povo vive...
Quem é do meio, e nem precisa ser tão antigo assim, há de se lembrar do dia em que o saudoso Pedro Dobes, editorialista do MS2ªEdição, quando apresentando do Bom dia MS, da TV Morena, anunciou, numa passagem de bloco, uma entrevista com o deputado emedebista Pedro Dobes. No retorno, os espectadores se depararam com o apresentador Pedro Dobes sentado na cadeira do entrevistado do dia, e, assim, com a ajuda do segundo apresentador, rolou a entrevista por ele mesmo pautada. A lembrança dessa passagem vem a propósito da foto que ilustra este texto (a legenda sobreposta é autoexplicativa) para que o leitor entenda a profundidade desta análise, neste momento em que o prefeito Alan Guedes tenta dar a Dourados um rumo diferente de tudo aquilo que se viu nesses últimos tempos, com alguns de seus antecessores levando o segundo maior município do estado à bancarrota, por conta da maldita vaidade, em alguns casos aliada à incompetência e 'otras cositas', claro.
A primeira aplicação no Brasil da vacina contra a Covid-19, fora dos ensaios clínicos, foi feita às 15h30 deste domingo (17) no Centro de Convenções do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, na capital paulista, dando início a uma nova fase da pandemia no país: o começo do fim. A aplicação aconteceu minutos depois de a Coronavac, vacina do laboratório Sinovac produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, ter seu uso emergencial aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A expectativa é que o imunizante reduza significativamente a incidência de casos graves da doença, diminuindo a lotação dos sistema de saúde, e transformando a Covid, enfim, em uma 'gripezinha'.
Melhor que ninguém, a senadora Simone Tebet sabe que não tem nenhum voto em Mato Grosso do Sul na disputa para a presidência do Senado. Seu colega andrezista Nelsinho Trad (PSD), já avisou que vai votar no adversário dela, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Nem o corporativismo feminino vai pesar, neste caso, já que Soraya Thronicke é bolsonarista de carteirinha. Portanto, só uma coisa justifica sua campanha pela TV Morena: a própria reeleição em 2022 ou o governo do estado.
16/01/2021 - 09h54Bolsonaristas querem eleição do líder do centrão na Câmara e esperam que ele paute discussão sobre sistema eleitoralApoiadores do presidente Jair Bolsonaro...
15/01/2021 - 22h44Argumento é que seguir em campanha com pouca chance pode render tensão evitável com PlanaltoApós uma primeira semana de campanha com alguns...
Como escrito aqui outro dia, o colunista social Alfredo Barbara Neto parece, mas não é, o segundo homem mais forte de Alan Guedes, depois do secretário de governo Henrique Sartori. Fosse isso verdade ele teria usado sua intimidade (como gosta de alardear) com o prefeito para segurar seu pupilo João Carlos Torraca, outra lenda do jornalismo local (do Diário MS desde a sua fundação) tal qual o Russo, demitido sem dó nem piedade da assessoria de imprensa da prefeitura.
Estranha, muito estranha, para dizer o mínimo, a visita, nesta quarta-feira, do homem forte do governo Azambuja, o tucano Sérgio de Paula, ao gabinete do prefeito Alan Guedes, em companhia do deputado petista Vander Loubet, que ficou famoso pela criação do Caixa 3 para recebimento de propinas, conforme as denúncias da Lava Jato. Mas, é a quela velha história, boi que chega primeiro bebe água limpa. E que venham as emendas parlamentares e seus milhões!
Quando assumiu a prefeitura, em 1977, sucedendo a João Totó Câmara, o prefeito José Elias Moreira pediu uma relação dos funcionários adversários para se resguardar. Não era sua intenção perseguir por perseguir, pôr pais de famílias no olho da rua. Um dos 'totosistas' mais notórios, Rubens Azambuja, com cargo de confiança na Tesouraria (à época não existia secretaria de Fazenda), foi chamado ao gabinete do prefeito, que estava interessado em saber sua especialidade. Informado de que o cupincha de Totó era contador, Zé Elias disse que estava precisando de um bom contador de parafusos na oficina da prefeitura e para lá mandou o adversário.
O nunca antes da história do Lula nunca antes valeu tanto para o Mato Grosso do Sul em se tratando de protagonismo nacional. Depois do ex-ministro Henrique Mandetta, vítima, mas fortalecido pela Covid-19, e de Tereza Cristina, uma das poucas ministras de Bolsonaro perenemente em alta, agora Simone Tebet dando a volta por cima, depois de algumas questiúnculas regionais. Se conseguir a cadeira que foi do pai, como presidente do Senado, já será lambuja.
Depois de um daqueles dias de um enfado medonho, diante das demandas de seu governo (na pior das hipóteses terá assumido no início de abril por causa da desincompatibilização de Reinaldo Azambuja, também na pior das hipóteses candidato a deputado federal) e com as cobranças para que dispute a reeleição, Murilo Zauith se levanta do sofá onde relaxa com os pés sem meias sobre a mesinha de centro, estica os dois braços sobre a cabeça com os dedos entrelaçados, as palmas das mãos viradas para o alto numa espreguiçada clássica, depois chama seu chefe de gabinete José Jorge Leite Filho, o Zito, e dá um ultimato: chama o Paulinho (Catanante, do Ibrape) a Sandra (Cunha, da Companhia de Pesquisas), o Lauredi (Sandim, do Ipems), ah, e Ibope também! Depois a gente conversa.
O MDB decidiu indicar a senadora Simone Tebet (MS), nesta terça-feira (12/1), como candidata do partido à presidência do Senado. A escolha da parlamentar, que até então não era uma tendência majoritária dentro da bancada, foi uma reação ao apoio do presidente Jair Bolsonaro à candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), segundo relato de lideranças emedebistas. Tebet é vista, dentro da legenda, como o nome mais viável para atrair adesões de forças não alinhadas ao Planalto, como o PSDB e o Podemos.