Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Os EUA registraram o maior número diário de mortes ligadas à Covid-19 desde o início da pandemia da doença, no ano passado. De acordo com os números oda Universidade Johns Hopkins, 1.169 pessoas morreram entre as 20h30 de quarta-feira e as 21h30 de quinta-feira, mais do que qualquer outro país do mundo.
No mais claro sinal de descontentamento com Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas ao ministro da Saúde, que vem ganhando destaque em meio ao combate à pandemia de coronavírus. Há semanas, nos bastidores do Planalto, interlocutores apontam uma tentativa do comandante do Executivo de fritar a imagem do médico que atua na linha de frente das medidas adotadas em razão da disseminação da Covid-19 no país. Ontem, em entrevista à Rádio Jovem Pan, o chefe de Estado afirmou que o subordinado 'extrapolou em algum momento', e completou declarando que Mandetta 'não tem humildade'. Apesar das críticas, ele ressaltou que não pretende demitir o ministro neste momento.
Presa por corrupção durante a Operação Pregão, quando ocupava a cadeira do vereador Braz Melo, afastado pelo mesmo motivo, quando prefeito, a primeira-suplente Denize Portollan quer agora voltar ao Jaguaribe, depois que a segunda-suplente Lia Nogueira conseguiu anular no STJ a liminar que reconduziu Braz ao cargo. Ela quer o mesmo benefício dado aos colegas Idenor Machado, Pastor Cirilo e Pedro Pepa, igualmente presos e cassados, por corrupção, mas reconduzidos aos cargos.
A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL) afirmou por meio do Twitter nesta quinta-feira (02) que caso o presidente continue ‘fazendo graça’ com a situação da crise do Covid-19, as Forças Armadas poderão tirá-lo do cargo. A deputada se referiu a uma postagem de hoje de manhã do chefe do Executivo nas redes sociais.
Uma decisão monocrática do Ministro Mauro Campbell do Supremo Tribunal de Justiça cassou a liminar que tinha reintegrado o vereador Braz Melo na Câmara de Dourados. O magistrado entendeu que havia vicio na decisão e deu provimento ao Recurso Especial impetrado pela suplente Lia Nogueira. Na defesa que reintegrou Braz ao cargo foi usado a tese de prescrição penal em um processo civil, o que não é permitido.
Poucas horas depois de mudar o tom do discurso e pedir, em pronunciamento à nação, um pacto nacional contra o avanço do novo coronavírus, Jair Bolsonaro voltou a atacar as medidas de isolamento social, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde para proteger a população. Sem citar nomes, o presidente compartilhou, ontem, nas redes sociais, um vídeo para criticar os governadores e prefeitos que cumprem as normas sanitárias. Após a descoberta de que a postagem era uma fake news, o vídeo foi apagado, mas os internautas não perdoaram e criaram o #BolsonaroDay, em alusão ao 1° de abril, o Dia da Mentira.
“Prejuízos todo mundo está tendo: a dona de casa, o trabalhador, o empregador, o empresário, o industrial, os governos. Prejuízos a gente repõe, agora vida você não repõe”. Governador Reinaldo Azambuja, prevendo um prejuízo ao estado de R$ 1,5 com o coronavírus, mas defendendo o isolamento social. Não poderia ser diferente, vindo do mandatário do estado do ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Afinadíssima com o discurso de Mandetta, a prefeita Délia Razuk vai na mesma linha.
A mudança de tom adotado pelo presidente Jair Bolsonaro em seu pronunciamento sobre a crise do coronavírus em cadeia nacional de rádio e TV na noite de terça-feira foi construída além dos gabinetes do Palácio do Planalto. Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), entre os quais o próprio presidente da corte, ministro Dias Toffoli, fizeram chegar a Bolsonaro a avaliação de que era preciso mudar a forma como o presidente vinha apresentando suas convicções à população. O mesmo cenário foi traçado por aliados de Bolsonaro no Congresso.
Os ministros Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) uniram-se nos bastidores no apoio ao colega Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e na defesa da manutenção das medidas de distanciamento social e isolamento da população no combate à pandemia do coronavírus. O trio formou uma espécie de bloco antagônico, com o apoio de setores militares, criando um movimento oposto ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro, contrário ao confinamento das pessoas, incluindo o fechamento do comércio.
Quando prefeito de Dourados o hoje vereador Braz Melo gostava de lembrar que uma das piores coisas da política é ciúme de homem. Esta a situação vivida pelo ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, diante da insistência do presidente Bolsonaro em contrariar suas recomendações em relação ao coronavírus. Na entrevista de ontem no Planalto, comandada pelo general Braga Neto, pra tratar do assunto, era visível o constrangimento de Mandetta. A questão é saber até onde ele aguenta.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não quis comentar nesta segunda-feira (30) o fato de o Twitter ter apagado um dia antes duas postagens dele. Questionado quando deixava o Palácio da Alvorada, alegou que, como se trata de uma empresa privada, não comentaria. 'Não vou discutir, é uma empresa particular.'
Em sete dias, o Brasil viu os casos de infecção pelo novo coronavírus darem um salto de 143%. Há uma semana, as ocorrências de Covid-19 eram 1.604, e neste sábado (28/3), chegaram a 3.904. Acompanhando o crescimento, o número de mortes também é alarmante. Os 25 óbitos do domingo passado já subiram para 114 (aumento de 356%). Esse dados seriam suficientes para acender uma sirene de alerta no Palácio do Planalto, mas o presidente Jair Bolsonaro parece não se abalar com os acontecimentos.
O vice-presidente, general Hamilton Mourão, 66, diz que é hora de as autoridades deixarem o individualismo de lado no combate ao coronavírus no Brasil e defende um consenso frente à pandemia. 'O fulano está pensando só nisso porque é de direita e o outro só aquilo porque é de esquerda. Não, nós temos de buscar um meio-termo e a igualdade', disse.
29/03/2020 - 09h17Gripe espanhola castigou sobretudo o Rio de Janeiro e mexeu com esporte no país"Foi uma tragédia, amigos, uma tragédia. Houve na cidade...
A Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu neste sábado (28/3) que a União divulgue peças publicitárias relativas à campanha 'O Brasil não pode parar'. A decisão atende pedido do Ministério Público Federal (MPF) assinado por 12 procuradores na noite do último sábado (27). Em caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 100 mil por infração.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta sexta-feira (27) que prefeitos e governadores que decretaram fechamento do comércio por causa da pandemia do coronavírus terão que pagar indenização a trabalhador por paralisação. Ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro parou para falar com apoiadores que voltaram a se aglomerar diante da residência oficial depois que ele intensificou o discurso de minimizar a Covid-19.
O prefeito Marquinhos Trad resolveu peitar Jair Bolsonaro, endurecendo no que pôde, na hora de regulamentar, o decreto presidencial de estado de emergência nacional para conter o avanço do coronavírus. No tocante a abertura de igrejas, exigiu distanciamento de dois metros, máscaras e álcool gel antes dos cultos, limitados a dois por dia. “Orem em casa, Jesus vai entender”, disse. Na mesma linha, sugerindo que uma comidinha caseira é até mais saudável que as de restaurantes.
A revista britânica The Economist publicou artigo, nesta quinta-feira (26/3), em que critica a postura do presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia do coronavírus no Brasil. A publicação chegou a chamar o chefe do Executivo brasileiro de 'BolsoNero' em uma referência ao imperador romano que entrou para a história como insano por ter mandado incendiar Roma.
26/03/2020 - 20h57Apesar de desautorizar Mourão, presidente elogiou vice durante conversa com jornalistas"O presidente sou eu", reagiu o presidente Jair Bolsonaro sobre a declaração...
O presidente Jair Bolsonaro se isolou ainda mais na crise do coronavírus. Desde que a calamidade pública começou a assombrar o dia a dia da população, Bolsonaro deu mais poder ao 'gabinete do ódio', núcleo ideológico que o incentiva a adotar um estilo mais beligerante, atacou governadores e a imprensa e desautorizou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.