Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Neste domingo (7), Lula completará um ano atrás das grades do prédio da Polícia Federal, em Curitiba. Sem direito a visitas ou banho de sol no fim de semana, o ex-presidente vai passar o dia praticamente sozinho. A única pessoa que verá é o agente da PF Jorge Chastallo, o principal responsável pela cela do preso.
Respondendo a senadora Simone Tebet que afirmou ser ela a mulher mais poderosa da República, além de ser uma das poucas que Bolsonaro ouve, a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, disse que apenas faz parte de um grupo de poderosos ministros, mas reclamando da pressão popular por resultados do governo. Nos bastidores da cerimônia de assinatura de convênios do programa ‘Avancar cidades’, na Assomasul, ela era apontada como forte candidata ao governo do estado em 2022.
Com R$ 80,219 milhões em projetos selecionados para obras de pavimentação, drenagem e sinalização viária em Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja participou na noite desta quinta-feira (4.4) da cerimônia alusiva aos investimentos ao lado dos ministros Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) e Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O evento foi realizado na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), em Campo Grande.
Depois de tentar sem sucesso construir uma base com bancadas temáticas, como a ruralista, a evangélica e a da segurança pública, o presidente Jair Bolsonaro vai recorrer aos partidos políticos para tentar garantir os votos necessários para aprovação da reforma da Previdência e outros projetos de interesse do governo. Bolsonaro receberá, nesta quinta-feira (4), lideranças de partidos aos quais tem imputado o rótulo de 'velha política', prática marcada, segundo ele, pelo fisiologismo, a tradicional troca de apoio por cargos e verbas.
Após mais de seis horas, a audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) chegou ao fim com bate-boca e confusão. O último deputado a falar na sessão, Zeca Dirceu (PT-PR), chamou o ministro da Economia, Paulo Guedes, de 'tigrão', quando lida com os aposentados, e de 'tchutchuca', quando se trata dos privilegiados. As declarações inflamaram os ânimos de quem estava na audiência e o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), encerrou a sessão.
Se antes, sem a obrigatoriedade de o governo federal atender deputados e senadores em seus pleitos por meio das famigeradas emendas parlamentares, a coisa já rolava solta, imagina agora, com a aprovação do Orçamento Impositivo. Se antes a condição de parlamentar era tida, por uns e outros, como profissão, agora é que ninguém vai querer largar o osso. Delcídio do Amaral, cassado, e outros especialistas no assunto, mas reprovados nas urnas, devem estar se remoendo.
Um novo plano apresentado nesta quarta-feira (3) para fatiar a Avianca Brasil em sete partes que poderão ser leiloadas entre diferentes companhias aéreas vai proteger os passageiros que compraram bilhetes da companhia em recuperação judicial e elevar a arrecadação dos credores da companhia, segundo Jerome Cadier, presidente da Latam, que anunciou ter intenção de comprar uma parte por ao menos US$ 70 milhões (R$ 268 milhões).
O presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa, mal sabe o quanto pode ter chateado o colega Marçal Filho com a brincadeira, no caso, de muito mau gosto, de que “já estava com saudades” do douradense, segundo ele “há um dia sem falar” – no microfone da tribuna da Casa. Tímido no contado ‘ao vivo’, com as pessoas, o deputado se transforma, praticamente entrando em êxtase, diante da famosa “latinha”. Principalmente quando ‘enclausurado’ em sua rádio FM.
A decisão do presidente Jair Bolsonaro de cancelar a instalação de novos radares e de rever a necessidade de aparelhos já em operação nas rodovias federais significará praticamente o fim da rede ainda existente. O sistema de fiscalização eletrônica encolheu já de 5,5 mil pontos ativos, em julho de 2018, para cerca de 440 até março deste ano, ao longo dos 52 mil quilômetros de vias administradas pela União.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acredita que o poder de persuasão de um presidente é fundamental para a aprovação de medidas no Congresso. Por isso, o governo Jair Bolsonaro precisa entender que negociar com deputados e senadores não deve ser confundido com falcatruas. No domingo retrasado, FHC já havia mandado um recado para Bolsonaro: presidente que não entende a força do Congresso pode cair. Por isso, o tucano defende a adoção de uma política de repartição do poder. Sem isso, não há como governar.
Dizendo-se preocupado apenas em mostrar trabalho como deputado estadual o radialista Marçal Filho dá a entender hoje ao seu colega de trabalho Antônio Carlos Ruiz, do Canal Boa Vida, que não quer nem ouvir falar em eleição para prefeito. Há quem garanta que ele tem um sonho de retorno, ops!, mas não é para a terra de seu Marcelino, mas para Brasília, para um quinto mandato federal. Para não confundirem as estações, leiam o ‘vote’ do título com acento circunflexo no ‘o’.
O Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) pedindo a restauração da prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer, do ex-ministro Moreira Franco e outros seis denunciados por crimes ligados a contratos de Angra 3, usina da Eletronuclear em construção. A Procuradoria Regional da República da 2ª Região ressaltou que ‘as solturas afetam a investigação de crimes, a instrução do processo, a aplicação da lei e a recuperação de valores desviados’. Após a Operação Descontaminação, o MPF denunciou Temer, Franco e outros sete alvos por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
Eleito em outubro passado com um forte discurso antipetista e na esteira do bolsonarismo, o governador João Doria (PSDB) passou a modular suas ações e declarações na tentativa de influir no debate nacional. O tucano parou de criticar sistematicamente o PT, se aproximou de governadores de esquerda e adotou uma distância regulamentar em relação a Jair Bolsonaro - e das crises provocadas pelo presidente.
Pesquisa do Tribunal de Contas identificou 110 obras paralisadas ou suspensas, do governo e dos municípios, 59 delas selecionadas pelo Comitê Interinstitucional, pois ‘preencheram os critérios de seleção que deu (sic) preferência ao diagnóstico de grandes obras suspensas e paralisadas’. Conseguiram descobrir até que o Aquário do Pantanal está inconcluso. Deve ser resultado do aumento de até 90% dos salários de alguns técnicos. Pior, tudo vai para debaixo do tapete da Corte.
Depois de dez anos no poder, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, luta por sua sobrevivência política. Pressionado por denúncias de corrupção e por pesquisas eleitorais que apontam o risco de ser derrotado na eleição do dia 9 próximo, é neste contexto que Netanyahu decidiu receber o presidente Jair Bolsonaro. O espaço aberto por Netanyahu em sua agenda poucos dias antes da mais acirrada disputa eleitoral dos últimos anos em Israel pode parecer intrigante. Mas quem observa os passos do premier entende que o interesse imediato é usar Bolsonaro como peça de propaganda. A presença do líder de um grande país se ajusta perfeitamente a uma das narrativas preferidas de Netanyahu, a de que sob seu comando Israel cresceu de estatura nas relações internacionais, a despeito do que dizem seus opositores.
Se você procurar no Google por Harrison de Figueiredo vai encontrar como resposta que se trata de um conjunto habitacional da cidade de Dourados. Mas não fica explícito que Harrison foi um cidadão douradense, advogado, dedicado às causas sociais, defensor da reforma agrária, militante político com fortes laços ideológicos ligados a Leonel Brizola e Getúlio Vargas.
No mês em que João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart, celebra o centenário do pai, as manifestações do presidente Jair Bolsonaro e de integrantes do governo minimizando o golpe de 31 de março 1964 revoltaram o filho e a família de Jango. 'Ele está comemorando uma tragédia que se abateu sobre o povo brasileiro durante 21 anos de obscurantismo. Durante 21 anos o povo brasileiro foi impedido de votar para presidente da república. Durante 21 anos foi fechado várias vezes o Congresso Nacional', afirmou o filho de Jango em entrevista à agência de notícias Uniceub (Centro Universitário de Brasília).
Com este título Fernando Soares anuncia hoje, no jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, o retorno de Geraldo Resende à disputa pela cadeira de Délia Razuk ano que vem. Foi para ficar mais perto de sua base eleitoral, segundo o colunista social que dá banho em muitos analistas políticos, que o deputado tucano aceitou ser secretário de Saúde do Estado. Mais fácil rachar o PSDB, onde o deputado Marçal Filho desponta como o favoritíssimo.
O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciou nesta sexta-feira (29) o ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco sob a acusação de desvios de recursos da Eletronuclear. As investigações foram feitas pela força-tarefa da Lava Jato no estado e estão relacionadas às obras da usina nuclear de Angra 3, que motivaram a prisão de Temer na semana passada. A Procuradoria da República apresentou duas acusações formais contra o ex-presidente. Além de corrupção, em uma denúncia ele é acusado de peculato. Em outra, por lavagem de dinheiro.