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quinta-feira, junho 11, 2026

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Governo e Congresso fazem trégua pela reforma da Previdência

Após dias de discussões, indiretas e brigas, Legislativo e Executivo resolveram levantar a bandeira branca, em nome do andamento das pautas que os dois lados defendem. O sinal mais claro de que os Poderes começaram a se entender foi o anúncio do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na tarde de ontem. A escolha pelo deputado de primeiro mandato Marcelo Freitas (PSL-GO) foi tomada em consenso entre o presidente do colegiado, Felipe Francischini (PSL-PR), as lideranças do governo no Congresso e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. 'Bandeira branquíssima', declarou o ministro.

‘Monstro’, SNI se espalhou por 249 ministérios e órgãos

Uma das primeiras iniciativas da ditadura militar após o golpe de março de 1964, que agora completa 55 anos, o SNI (Serviço Nacional de Informações) estendeu seus braços de espionagem sobre 249 órgãos públicos diversos como ministérios, autarquias, fundações e estatais. No início dos anos 1980, seu próprio idealizador, o general Golbery do Couto e Silva (1911-1987), reconheceu que tinha 'criado um monstro'. A lei que instituiu o SNI foi assinada pelo primeiro presidente da ditadura, o general Castello Branco (1897-1967), em 13 de junho de 1964. O projeto foi enviado ao Congresso em maio e aprovado a jato.

‘Gato’ escaldado

Com as asas cortadas na Assembleia depois que o deputado Paulo Corrêa assumiu a presidência, o primeiro-secretário da Casa, Zé Teixeira – acostumado a distribuir milhões aos subordinados da imprensa –, agora tem que se contentar em brindar seus apaniguados com as “quireras” da verba publicitária da Sanesul. Pelo menos este é o direcionamento que seu apadrinhado, o presidente Waltinho Carneiro, parece estar dando ao sempre rentável negócio na estatal da água.

Presidente do PT já fala em risco de “golpe” para trocar Bolsonaro por Mourão

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou nesta quinta-feira (28) que o mercado financeiro e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) já cogitam abertamente o impeachment do presidente Jair Bolsonaro após verem sua incapacidade para aprovar a reforma da Previdência. Em texto publicado em sua página no Facebook, Gleisi sugere que há um movimento para tirar Bolsonaro da Presidência e substituí-lo pelo seu vice, Hamilton Mourão. Segundo ela, isso faz parte da 'cultura golpista intrínseca à classe dominante brasileira'.

Amiga, pero no mucho

A barrigada de Soraya Thronicke ontem à noite no Twitter expõe ainda mais as trapalhadas de Jair Bolsonaro, que insiste em governar o Brasil pelas redes sociais. “Estamos sem ministro da educação, uma lástima”, publicou a senadora douradense, embarcando em notícia falsa da jornalista Eliane Cantanhêde. Pior, mostrou que não é tão íntima assim do presidente como demonstra ser. O próprio Bolsonaro fez questão de desmentir. Pelo Twitter, claro.

Falta de articulação expõe governo no Congresso, gera desgaste e impõe derrotas

As dificuldades do governo para articular uma base aliada no Congresso permitiram na quarta-feira mais um dia de más notícias para o Palácio do Planalto na Câmara e no Senado. Chamados a falar em comissões, seis ministros foram expostos a críticas de líderes partidários. Deputados da oposição aproveitaram a vulnerabilidade da base para aprovar, por 10 votos a 0, a convocação do ministro da Justiça, Sergio Moro , a comparecer à Comissão de Participação Legislativa para falar sobre o projeto anticrime e o decreto de posse de armas. Por ter sido uma convocação, Moro, que ontem esteve no Senado, é obrigado a comparecer à comissão da Câmara.

Lula do MS

Mesmo condenado e preso, o ex-presidente Lula pode ampliar seu leque de relacionamentos com famosos do estado. Depois do pecuarista José Carlos Bumlai, além, claro, do companheiro de biritas Zeca do PT, agora o ator David Cardoso, que quer comprar o sítio de Atibaia. O rei da pornochanchada diz que não tem dinheiro para a empreitada, mas oferece um imóvel na avenida Afonso Pena e outro no Pantanal, só para parar de ouvir Lula dizer que o sítio famoso não é dele.

Política destrutiva de Bolsonaro abala apoio até entre militares

A política da destruição adotada por Jair Bolsonaro (PSL) é caótica, mas no fundo segue um método anunciado desde a campanha eleitoral de 2018 e reafirmado no corrente embate com o Congresso sobre a tramitação da reforma da Previdência. Bolsonaro prometeu enfrentar o que chama de velha política. O fez na montagem do governo, com algo que se pode chamar de sucesso se a análise de mérito das escolhas do ministério for deixada de lado.

Válvula de escape

Há mais de um ano sem poder vender seu peixe na grande mídia, por conta de entraves burocráticos que impedem a contratação de uma agência de publicidade, a prefeita Délia Razuk adota o estilo Bolsonaro para tentar mostrar ao eleitorado como está tentando driblar da crise. Foi assim, por exemplo, que anunciou ontem, nas redes sociais, o recapeamento – com recursos próprios do município! – da rua Cuiabá e um trecho da Joaquim Alves Taveira.

Alcolumbre determina pela 2ª vez o arquivamento da Lava-Toga

Sob pressão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), rejeitou nesta terça-feira (26/5), o requerimento para a criação da comissão parlamentar de inquérito para investigar o 'ativismo judicial' em tribunais superiores, chamada de CPI da Lava-Toga. Os autores da propostas acusam pressões externas de membros do 'Supremo Tribunal Federal, empresários e do Executivo' para esvaziar o pedido.

Suspiro

A prefeita Délia Razuk atirou no que viu e acertou no que não viu quando foi buscar Osmaldo Nunes para comandar sua emergencial operação tapa-buracos. Para tampar tantos buracos, assim, de repente, nada melhor que alguém com experiência, senão em panelas, propriamente ditas, como as que se proliferam como pragas pelas ruas da cidade, mas em tachos, algo similar, como o do restaurante “Porco no Tacho” que o ex-vereador abriu quando abandonou a política.

MPF quer Temer em prisão domiciliar e com tornozeleira

O Ministério Público Federal (MPF) informou que vai recorrer da decisão que soltou o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco e João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, na tarde dessa segunda-feira (25/3). Segundo a procuradora Mônica de Ré, que integra a força-tarefa da Lava-Jato da Procuradoria Regional da 2ª Região, o grupo vai pedir a manutenção da prisão preventiva dos acusados ou a prisão domiciliar, com a colocação de tornozeleira eletrônica.

TRF acaba com a mamata de Marun na Itaipu

25/03/2019 - 18h44O desembargador Rogerio Favreto, do TRF 4ª Região (Tribuna Regional Federal) suspendeu, em caráter liminar, a nomeação do ex-deputado federal Carlos Marun...

Bolsonaro transfere sua incompetência para o Congresso, diz Molon

A oposição vai elevar o tom das cobranças sobre o governo Jair Bolsonaro. O bloco formado por partido de esquerdas na Câmara pretende bombardear o ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência na Câmara nesta terça-feira (26), com questionamentos sobre os cálculos utilizados por ele para embasar a reforma da Previdência. Vai aproveitar também a semana para reforçar o discurso do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o Brasil está desgovernado. 'Oposição tem, não tem é governo', diz o líder oposicionista na Casa, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

Desembargador manda soltar ex-presidente Temer

O desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), decidiu nesta segunda-feira soltar o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e outras cinco pessoas, presas por decisão do juiz federal Marcelo Bretas. O desembargador havia pedido que o caso fosse incluído na pauta de julgamento do TRF-2 na próxima quarta-feira. A decisão seria tomada pela primeira turma especializada do tribunal.

Lava Jato de SP ‘vira a página’ sobre Paulo Preto e mira metrô e parentes de Lula

A página virou para a Lava Jato de São Paulo. Após mais de um ano entre idas e vindas em ações relacionadas a Paulo Vieira de Souza, o suspeito de ser operador do PSDB conhecido como Paulo Preto, o foco da força-tarefa será avançar em casos que envolvem outros agentes públicos e políticos. Entre as apurações que devem ser concluídas nos próximos meses estão as que envolvem repasse de propina nas obras do Metrô de São Paulo e pagamentos a parentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula terá duas chances de deixar a cadeia nos próximos dias

Próximo de completar um ano na cadeia, em razão de uma condenação a 12 anos e um mês em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta ir para a prisão domiciliar no começo de abril. Os ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vão analisar um recurso apresentado pela defesa do petista que tem força para provocar redução na pena. Além disso, no próximo dia 10, o Supremo Tribunal Federal (STF) volta a analisar a constitucionalidade da prisão a partir de segunda instância. O posicionamento dos tribunais superiores será fundamental para definir o futuro do ex-presidente.

Sutileza

Aos apressados que entenderam o discurso do vereador Sérgio Nogueira na tribuna do Jaguaribe como o lançamento de Alan Guedes como candidato a prefeito, ao afirmar que quando o presidente da Câmara ‘estiver’ na prefeitura as coisas podem ser diferentes, não custa lembrar Eduardo Portela. Quando ministro da Educação no governo João Figueiredo o escritor baiano cunhou a frase famosa: “Eu não sou ministro, eu estou ministro”. A frase, claro, dá um sentido de interinidade.

Matraca

Depois de fazer o triste papel de bobo da Corte durante o governo transitório do agora presidiário Michel Temer, o preposto de André Puccinelli, Carlos Marun, não perde a oportunidade de defender o ex-chefe, dizendo que a prisão é desnecessária – “mais um triste caso de exibicionismo no judiciário”. Alguém precisa avisar ao guasca emedebista que a sinecura dada a ele por Bolsonaro (a pedido de Temer) na Itaipu binacional não lhe dá direito a foro privilegiado.

Como o poder e a influência de Temer em cargos públicos o levaram à prisão

Três meses após deixar o cargo máximo do Executivo federal, o ex-presidente Michel Temer foi alvo da Operação Lava-Jato. Acusado de chefiar uma organização criminosa especializada em fraudar contratos públicos, ele foi detido por policiais federais em São Paulo. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que Temer usou sua influência e o poder concedido pelos cargos públicos que ocupou nos últimos 40 anos para favorecer empresas e receber propina por meio de um complexo esquema criminoso que, de acordo com a investigação, movimentou R$ 1,8 bilhão.
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