Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
“Pode ser qualquer partido ou o Murilo candidato a governador”. Assim, referindo-se a si mesmo na terceira pessoa, Murilo Zauith define as dificuldades que, no melhor estilo tucano, os demos estão tendo para descer do muro e, enfim, começarem a mover a política estadual nessas eleições. Ao pôr a questão em votação, o ex-prefeito douradense que sonha ser governador pode até lavar as mãos, como Pilatos, mas tendo que ter dar o voto de minerva. Minerva, a deusa da sabedoria.
Depois de humilhada pela cossogra Délia Razuk, que deu seu cargo (de segundo escalão) de assessora de imprensa a seu ex-funcionário (na Rádio Clube) Albino Mendes, a empresária Elizabeth Salomão mostra quem é que tem prestígio no pedaço. Como presidente da ACED, fez o que nem a prefeita nem os deputados conseguiram: convencer Reinaldo Azambuja a ampliar o recapeamento asfáltico que o governo vem fazendo em Dourados para as interligações das três principais avenidas da cidade.
A decisão da Segunda Turma de soltar condenados em segunda instância, como o ex-ministro José Dirceu, aprofundou as divisões entre ministros do Supremo Tribunal Federal e as críticas que fazem entre si, e serviu para reabrir o debate sobre a execução provisória da pena (antes de esgotados todos os recursos).
José Luiz Datena anunciou oficialmente que sairá do ar da Band, onde apresentava dois programas, o 'Brasil Urgente' e o 'Agora é com Datena', para se candidatar ao Senado pelo DEM (Democratas). A informação foi confirmada pelo próprio apresentador ao UOL, empresa do Grupo Folha, que edita o jornal Folha de S. Paulo, na manhã desta quarta-feira (27). Ele deve fazer parte da chapa de João Dória Jr. (PSDB), ex-prefeito de São Paulo e agora candidato ao governo do Estado.
Embora não tenha ficado muito clara a tentativa do deputado José Carlos Barbosa de comparar a indefinição dos demos nesse processo sucessório com a engenhoca que aponta a direção dos ventos para facilitar a vida dos pilotos de avião parece muito claro que, no fundo, no fundo, a crítica é endereçada ao presidente democrata Murilo Zauith. Se Barbosinha diz que não é a biruta, quem seria, então, o biruta que não estaria deixando a política estadual se mover?
Depois de muito nhenhenhém finalmente o presidente regional do DEM, Murilo Zauith, começou “mover” as eleições no Mato Grosso do Sul. Nem governador, nem senador! O ex-prefeito de Dourados, segundo o site campo-grandense Midiamax, disse hoje que a prioridade dos demos é reeleger os federais andrezistas-temeristas Henrique Mandeta e Tereza Cristina e os estaduais reinaldistas Barbosinha e Zé Teixeira. Satisfeitíssimo, pelo jeito, com a condição de coajuvante.
Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça (26) conceder liminar em habeas corpus para que o ex-ministro José Dirceu aguarde em liberdade o julgamento de uma reclamação que pede sua soltura até o esgotamento da análise dos recursos nas cortes superiores –o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF.
Em resposta a um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin enviou para o plenário decidir sobre um pedido de liberdade ou de substituição da prisão por medidas cautelares, como prisão domiciliar. Não há data para a corte julgar o pedido, que depende de ser pautado pela presidente, ministra Cármen Lúcia. Na próxima semana começa o recesso forense. As sessões voltam em agosto.
Murilo Zauith precisa tomar cuidado para, além de não poder transformar em realidade seu sonho de ser senador e o dos douradenses de ter um governador, não sair queimado desse estica-e-puxa entre os federais andrezistas Henrique Mandeta e Tereza Cristina e o estadual Zé Teixeira, que defende uma coligação com Reinaldo Azambuja. Afinal, onde fica o brio do empresário empreendedor e suas convicções éticas e ideológicas? A menos que seja tudo apenas uma questão de business.
O governo federal avalia como 'óbvia' a decisão do Ministério Público Federal (MPF) em denunciar o ex-procurador da República Marcelo Miller, a advogada Esther Flesch, o empresário Joesley Batista, sócio da J&F, e o ex-diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis Silva. O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, defende que as investigações prossigam, inclusive sobre o ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.
O “presidenciável” emedebista Henrique Meirelles faz hoje sua segunda visita nessa pré-campanha ao Mato Grosso do Sul. Não seria de estranhar, se estivéssemos, ainda, nos tempos da eleição indireta, quando o Estado chegou a ter um representante (Albino Coimbra) com quatro (número máximo) votos no Colégio Eleitoral que elegia o presidente da República. Muito estranha essa insistência num Estado com um eleitorado menor que o de um bairro como o do Ipiranga, da capital paulista.
De adversário dos ruralistas na Constituinte, o PSDB passou a celeiro do agronegócio 30 anos depois de sua fundação. A mudança de perfil, no entanto, não tem sido suficiente para garantir apoio do eleitorado do campo, que hoje flerta com a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Essa dificuldade é uma das facetas da crise por que passa o PSDB, que completa nesta segunda-feira (25) 30 anos.
Enquanto o irmão mais velho, Nelsinho Trad, faz de tudo para conseguir o apoio de Reinaldo Azambuja para tentar virar senador, o caçula Marquinhos, prefeito de Campo Grande, cisca pra fora, dizendo que o apoio do governo à sua administração não é mais que obrigação, “uma devolução de tudo o que o município paga de imposto ao estado”. Enquanto isso, o do meio, meio deslocado, deputado-suplente Fábio Trad, inventou agora que pode ser candidato a governador.
No momento em que potenciais aliados como DEM e PP flertam com a candidatura de Ciro Gomes (PDT), o PSDB faz uma contraofensiva em prol do presidenciável Geraldo Alckmin por meio da costura de palaques nos estados. Diferentemente de 2014, quando teve o MDB como seu principal aliado nas eleições estaduais, os tucanos neste ano terão DEM, PSD e PP como parceiros prioritários.
Se políticos de grosso calibre encontram-se atrás das grades, arrastados pela implacável Lava Jato, o mesmo não se pode dizer de seus rebentos. Livres e soltos, os filhos das 'excelências' presas foram encarregados de garantir a manutenção do poderio político da família. Para cumprir a tarefa a contento, entraram de corpo e alma na campanha eleitoral deste ano – mesmo sob o risco de serem contaminados pela imagem manchada dos pais. Recursos para gastar no pleito eles têm. De sobra (não é difícil imaginar a origem).
O desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), homologou nesta sexta-feira (22) o acordo de delação premiada que o ex-ministro Antonio Palocci, alvo da Operação Lava Jato, fechou com a Polícia Federal curitibana em em 26 de abril. Preso desde 2016 na Superintendência da PF em Curitiba, onde o ex-presidente Lula também cumpre pena desde 7 de abril, Palocci teve pedido de homologação da delação reprovado em parecer do Ministério Público Federal (MPF), mas mesmo assim Gebran resolveu avalizar o acordo.
São oito deputados federais (além de Carlos Marun, licenciado, o ministro-arauto do desgoverno Temer) e mais três senadores, mesmo assim uma comitiva de deputados estaduais precisa sair de Campo Grande para ir a Brasília tentar resolver o imbróglio da inadimplente CCR, a empreiteira que embolsa, com pedágios, o dinheiro dos motoristas, mas não entrega a duplicação da BR-163. Será que secou a fonte dos retornos, ops!, e por isso não sai nem uma coisa nem outra?
O ex-ministro Tarso Genro afirmou acreditar que todo o PT e até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já pensam em um plano B para a disputa presidencial de outubro. Segundo Tarso, os petistas só não admitem, publicamente, por ainda ter expectativa de reversão da condenação do ex-presidente, que está preso desde abril.
A família do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) acionou emissários nos Estados Unidos para tentar uma aproximação com o presidente americano Donald Trump. A expectativa é que aliados do pré-candidato pavimentem um caminho para que o próprio seja recebido pelo chefe da Casa Branca entre o primeiro e o segundo turnos da eleição, supondo que Bolsonaro estará no páreo.
O candidato petista de mentirinha a governador, Humberto Amaducci, garantiu que seu partido não precisa de dinheiro da Lama Asfáltica, de “bois de papel” da JBS, muito menos do jogo do bicho. Ao cutucar geral os candidatos de verdade durante o lançamento de sua “vaquinha virtual” o ex-prefeito de Mundo Novo se esquece de olhar para o próprio rabo. Será que vai bancar sua campanha com o que sobrou da roubalheira da Petrobrás escamoteada pela companheirada que está no xilindró?