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segunda-feira, junho 22, 2026

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Balanço ou chacoalho na comunicação?

'Nossa expectativa é que ele continue com a gente, prestando serviço de forma privada, temos muito interesse no intelecto dele'. A afirmação, até de certa forma pueril, estampada na edição desta terça-feira do Correio do Estado, é do novo secretário de governo de Campo Grande, Antônio Lacerda, ao lamentar a recusa do marqueteiro de campanha de Marquinhos Trad, Gildo Andrade, ao comando da comunicação da prefeitura.

Marcação cerrada

Sem os olhos de lince de seu antecessor, o velho e matreiro Zito, o jeito foi ficar sentadinho o dia todo ao lado da chefa. A presença de Raufi Marques em todas as audiências da prefeita Délia Razuk com seus secretários no primeiro dia de trabalho causou certo incômodo nos que esperavam por uma conversa de pé-de-orelha. A mandona Ledi Ferla, por exemplo, parecia visivelmente constrangida. Mas, diz o velho ditado, quem não deve não teme. Nem treme.

O bicho da Goiaba

Nem Renato Vidigal, o secretário do coração da chefia; nem Albino Mendes, que substitui José Jorge Leite, o Zito, na administração dos interesses de Londres Machado na prefeitura de Dourados. Para cuidar de um setor tão vital e com demandas intermináveis, como a saúde, só mesmo quem tem experiência, competência e, acima de tudo, sensibilidade. Sim, Andreia Vieira, assessora da mais alta confiança de Murilo Zauith, continua desembaraçando os problemas da saúde douradense.

Pelo curto

Bastou o prefeito de São Paulo João Dória aparecer em destaque nos principais sites do País dentro de um uniforme de gari, pondo a mão na massa da faxina na Paulicéia e lá se foi Marquinhos Trad para a rua, em Campo Grande, empunhando uma picareta, no melhor estilo Ari Artuzi, prometendo acabar com os buracos deixados pela dupla Bernal-Olarte na bela capital morena. Um mau presságio, pelo simbolismo do factóide que fez nascer o maior fenômeno eleitoral em Dourados.

Background

As voltas que o mundo dá. Piano emprestado pela juíza aposentada Margarida Elizabete Weiler, mãe de Daniela Hall, para controvertido evento público, e que gerou processo e condenação nos tempos uragânicos, pode servir de parâmetro para delimitar as relações entre legislativo e executivo em Dourados. Até mais, inclusive, que a tutela do demo Zé Teixeira, adversário da nova prefeita, sobre a nova presidente da Câmara. Tudo vai depender do balanço na comunicação!

Assanhadinho

"Vamos começar o atendimento para direcionar as pessoas, é uma questão de adequação de secretarias. Vão ser definidas as que ficam e as demitidas. Nesse primeiro momento nós estamos organizando as pessoas dentro dos setores". Vice-prefeito Marisvaldo Zeuli, dando entrevista, todo-todo, já, a um site local, nem bem a prefeita Délia Razuk havia tido tempo de sentir o gostinho da cadeira hoje de manhã, em seu gabinete.

O maior dos obreiros na secretaria de Obras

Mais ou menos na metade de seu esticado mandato de seis anos que acabou encolhido para cinco e pouco por causa da desincompatibilização para a disputa do governo do Estado, quando já começava a calar a boca dos adversários pelo grande canteiro de obras em que estava transformando a cidade, o prefeito José Elias Moreira começou a desconfiar da gatunagem. Como não sabia o que fazer com três adolescentes indicados por companheiros da velha UDN, chamou os piás para uma conversa reservada e, providenciada uma engenhoca composta apenas de um pedaço de caibro atravessado por um prego sobrando quatro centímetros os "nomeou" fiscais da prefeitura.

Campo Grande terá planos emergenciais e gestão para o futuro, diz Marquinhos

Ao tomar posse como prefeito de Campo Grande o ex-deputado Marquinhos Trad (PSD) afirmou que a cidade terá planos emergenciais em áreas vitais e uma gestão voltada para o futuro, com projetos de modernização. Muito aplaudido, o novo chefe do Executivo Municipal discursou por 20 minutos para um auditório lotado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, neste domingo (1º).

Délia e Daniela assumem o destino político de Dourados

Confirmada a reviravolta na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores com a eleição de Daniela Hall (PSD) à presidência do Legislativo e a posterior posse da prefeita Délia Razuk (PR), o município de Dourados passa a partir de hoje (01) a ser comandado pelas duas mulheres eleitas em chapas oponentes nas eleições de 2 de outubro.

Com promessa de administrar ‘cidade do povo’, Marquinhos assume às 17h

Com histórico de ser campeões de votos no Poder Legislativo, Marquinhos Trad (PSD) foi o escolhido por 241.876 (58,87% dos votos válidos) eleitores para comandar a Capital de Mato Grosso do Sul. O projeto eleitoral do prefeito que toma posse neste domingo (dia 1) foi sustentado por um plano de governo em que ele promete uma Campo Grande "sem dono" e marcado pelo verbo criar.

Contraponto

A eleição de Daniela Hall para a presidência da Câmara Municipal de Dourados faz acender a luz amarela logo no primeiro dia da administração da prefeita Délia Razuk. Não por ela, embora novata e já estreando em posto de comando, mas pelo pano de fundo do processo de eleição da mesa, o que significa uma presidência sob a tutela do sempre encrencado, mas todo-poderoso demo Zé Teixeira. Raufi Marques vai ter que se virar nos trinta pelos retornos que levam ao Jaguaribe.

Contra crise, João Doria aposta em ‘gestão’ em São Paulo

SÃO PAULO - Maior representante da onda de renovação da política na eleição de 2016, o empresário João Doria (PSDB) assume hoje a prefeitura de São Paulo com uma fatura a pagar. A lista de promessas foi grande, e as cobranças baterão à porta do prefeito estreante já nos primeiros meses de gestão.

Contagem regressiva

Délia Razuk não vê a hora de cessar logo o foguetório do Réveillon para o retorno à cadeira que ocupou interinamente no pós-Uragano. Segundo assessores a angústia pelo exercício do mandato em sua plenitude só vai acabar quando ela virar de vez a página da agenda com os que, com intermináveis discursos, acorreram ao casarão depois da eleição em busca de sinecuras e, mais entediante ainda, como se duvidassem de sua capacidade, com sugestões de como administrar a golden city.

Lava-Jato tem negociações concluídas para recuperar R$ 10,1 bilhões

SÃO PAULO - Em um ano conturbado na economia e na política, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o agravamento da recessão, a Lava-Jato avançou de forma expressiva, tendo como marca o maior acordo de delação premiada da história, o da Odebrecht. Ao longo de 2016, 17 operações policiais foram realizadas, que resultaram em 20 denúncias por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa — cinco a mais do que em 2015, que teve 15 ações policiais. Com uma lista de 71 delatores e a adesão de sete empresas a acordos de leniência, a operação entra em seu quarto ano com negociações concluídas para recuperar de criminosos R$ 10,1 bilhões, além de ter bloqueado o equivalente a R$ 3,2 bilhões em bens dos acusados.

Russia retalia EUA em resposta a sanções de Obama

MOSCOU — A Rússia anunciou nesta sexta-feira planos para expulsar 35 diplomatas americanos e proibir funcionários diplomáticos americanos de usarem instalações em Moscou, em retaliação às sanções dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov foi citado pelas agências russas dizendo que havia proposto as medidas ao presidente Vladimir Putin.

Para agradar a base Governo deve liberar R$ 7 bi para o Congresso

BRASÍLIA - A dois dias do fim do ano, o governo tenta agradar a sua base aliada no Congresso e vai anunciar a liberação de emendas parlamentares. Interlocutores do presidente Michel Temer disseram que o total a ser anunciado nesta quinta-feira, 29, será de R$ 7,29 bilhões. Deste total, R$ 6,45 bilhões correspondem a emendas impositivas e restos a pagar desde 2007 e outros R$ 840 milhões àquelas de bancada.

Retornos arriscados

A pergunta que não quer calar: por que, afinal, tanto interesse na eleição do novo presidente da Câmara Municipal de Dourados? Interesse, diga-se, da bancada de oposição, liderada pelo sempre polêmico demo Zé Teixeira! Pelo simples prazer de desforra contra a prefeita Délia Razuk, depois da surra nas eleições? Para alguém oferecer até R$ 500 mil por um único voto, só mesmo com a garantia de muito retorno, ops!, logo ali na frente, na hora da aprovação de projetos.

Eliana Calmon apimentou o vatapá

Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça, é uma chef diletante. Seu livro "Receitas especiais" está na décima edição. Ela diz que faz seus pratos por instinto, mas não foi o instinto que a levou a jogar um litro de pimenta na festejada colaboração da Odebrecht com a Justiça. Falando ao repórter Ricardo Boechat, Eliana Calmon disse que "delação da Odebrecht sem pegar o Judiciário não é delação". De fato, no grande vatapá da empreiteira não entrou juiz: "É impossível levar a sério essa delação caso não mencione um magistrado sequer".

Desopilando

Fechada a lista do secretariado, já com Nicanor Coelho para checagem de currículos e fotos, antes do anúncio oficial, previsto para esta sexta-feira, Délia Razuk aproveita os últimos momentos de "descanso" para o que mais gosta de fazer: curtir a família, de preferência de pés descalços, à margem do rio Formoso, em Bonito, onde dá os últimos retoques no discurso de posse, enquanto suas meninas conferem as dobras do tailleur para o tão aguardado momento.

Doze Estados projetam fechar o próximo ano com rombo nas contas

Mesmo após um socorro bilionário do governo federal, com o alívio no pagamento da dívida com a União, a crise nos Estados deve ter um novo capítulo em 2017. Doze governos estaduais projetam um déficit primário em seus orçamentos no ano que vem, segundo levantamento feito pelo ‘Broadcast’, e outros admitem a possibilidade de frustração de receitas, o que levaria a uma lista maior de resultados negativos.
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