Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
... literalmente, nas pretensões da prefeita Délia Razuk de fazer Braz Melo presidente da Câmara Municipal. Por trás de toda a estratégia cujo pano de fundo é antigo tira-teimas entre o futuro secretário de governo Raufi Marques e o sempre polêmico e todo-poderoso deputado Zé Teixeira, as negociações quanto ao futuro da Sanesul, a empresa de Saneamento que serviu de trampolim para Braz Melo virar prefeito, depois vice-governador do Estado.
Tradicional mercearia na esquina de um antigo conjunto habitacional virou caixa de ressonância de tudo o que acontece nos bastidores da futura administração. Todas as decisões tomadas ao longo do dia no mais famoso casarão da rua Ponta Porã, mesmo as que carecem de certo cuidado, como, por exemplo, as relativas ao secretariado e à nova mesa da Câmara Municipal são ali escancaradas, entre uma e outra gelada. Por isso, talvez, que a coisa tenha empacado nos noves fora.
A convite do Jornal do Brasil o astrólogo David Rocha fez uma análise completa sobre o ano de 2017. De acordo com suas previsões astrológicas, "figuras importantes, ligadas ou não à justiça, podem sofrer ou passar por situações de desobediência ou desrespeito às leis". Além disso, são previstas rebeliões e desacordos envolvendo forças armadas e "aspectos artísticos da nação", desencadeados por um crescente descontentamento da população com relação ao Congresso. Ainda segundo suas previsões, vamos nos deparar com "figuras de poder arrogantes", que possuem ambição desmedida, desrespeitam leis ou abusam de força e poder.
BRASÍLIA — As disputas internas no PMDB do Senado fizeram com que o presidente Michel Temer deflagrasse nesta segunda-feira uma operação para "apaziguar os ânimos" dentro da cúpula do partido. Temer conversou com vários interlocutores do Senado, entre eles o líder do PMDB na Casa, senador Eunício Oliveira (CE), que é o candidato para suceder Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado. Também nesta segunda, o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), garantiu, em mensagem publicada nas redes sociais, que Eunício é o candidato do PMDB. No entanto, Jucá confirmou que há disputas pela posição de líder do partido.
RIO — Um caderno e uma caneta levada por familiares tornaram-se os aliados do ex-ministro José Dirceu para passar o tempo na cela que ocupa no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele, assim como alguns condenados e réus da Operação Lava-Jato, estão escrevendo diários sobre o dia a dia na prisão ou preparando livros para serem publicados futuramente.
Vereadores da base aliada da prefeita Délia Razuk passarão o Réveillon sob estrita vigilância. Tanto que antes de viajar para os festejos natalinos o secretário Raufi Marques teria destacado assessores para acompanhar de perto os passos de alguns deles. No caso de um, com histórico de traição, cogitou-se até recorrer à PF para pedir emprestada uma tornozeleira eletrônica, ideia descartada porque a engenhoca anda em falta nesses tempos de Lava-Jato.
BRASÍLIA — Com a proximidade do fim da "era Renan Calheiros" no comando do Senado, a cúpula do PMDB deflagrou uma batalha interna pela reacomodação de espaços na bancada e no próprio Senado. As articulações têm envolvido o próprio presidente Michel Temer. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), reforçou a movimentação na bancada do partido para consolidar sua candidatura à sucessão de Renan e já negocia postos na Mesa do Senado com outros partidos, como o PT e o PSDB. Nos bastidores, Eunício e Renan têm divergido sobre a nova configuração da Casa: sem o poder de antes, Renan quer ser o novo líder ou presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), enquanto Eunício prefere fazer Raimundo Lira (PMDB-PB) o novo líder da bancada.
Se a administração Murilo Zauith, que veio para quebrar paradigmas, foi ou não boa só o tempo dirá, já que o prefeito optou por não ter um secretário, ou, que seja, um assessor de comunicação. Agora, Délia Razuk parece seguir pela mesma trilha. Vai recriar, apenas, a Secom, para efeitos práticos, mas cabendo ao secretário de governo Raufi Marques comandar o marketing. O imorrível escrevinhador Nicanor Coelho cuidará dos releases. Quer dizer, pior que está não fica.
O PT pretende lançar a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República ainda no primeiro semestre do ano que vem, entre fevereiro e abril. A estratégia tem dois objetivos. O primeiro é aproveitar politicamente a baixa popularidade do governo Michel Temer. O segundo é reforçar a defesa jurídica de Lula, réu em cinco processos penais, quatro deles provenientes da Operação Lava Jato e seus desdobramentos. A informação foi confirmada reservadamente por integrantes da direção petista e também do Instituto Lula.
O prefeito Murilo e a prefeita eleita Délia Razuk assinaram a Declaração Provisória de Transmissão de Cargo, em solenidade na noite desta quinta-feira (22), no Centro de Convenções Antônio Tonanni. Os avanços da administração municipal ao longo dos seis anos e a transição tranquila foram destacados durante a cerimônia.
Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) indicam o repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo departamento de propina da empresa, à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em troca de um benefício à Braskem. Os americanos descrevem uma ação da Odebrecht e da Braskem junto a autoridades do governo, de 2006 a 2009, para garantir um benefício tributário à petroquímica. Para avançarem nas negociações, as empresas receberam um pedido de um ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão de Raufi Marques, articulador político da prefeita Délia Razuk, de cutucar com vara curta o demo Zé Teixeira na disputa pela mesa da Câmara Municipal pode fazer estragos além da seara política. Pelo menos uma dissensão familiar grave estaria em curso, provocada pelo olho grande de um dos cônjuges, inconformado com a recusa de duas mil garoupas, cujo destino agora pode se constituir em provação a um (in)fiel que já fraquejou lá atrás, em ocasião semelhante.
BRASÍLIA — O presidente Michel Temer reafirmou na manhã desta quinta-feira, durante café da manhã com jornalistas no Palácio da Alvorada, que não está em seus planos renunciar por conta de delações premiadas da Lava- Jato ou por conta da crise politica. Ele afirmou, no entanto, que se a chapa Dilma-Temer for cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cabe a ele seguir a decisão da Justiça.
"Quem foi (mal) acostumado a garantir proveitos próprios e agora não está tendo os seus interesses pessoais atendidos, que resolveu usar os instrumentos que possui para atingir pessoas no exercício da função pública, pode esperar que será responsabilizado e terá que assumir indenizações morais e financeiras". Prefeito kuê Murilo Zauith, ameaçador, no Facebook, ao lembrar que os interesses particulares não devem sobrepor a coisa pública. Meio tarde, mas tá valendo.
SÃO PAULO — No que foi definido pela justiça dos Estados Unidos como "o maior caso de pagamento de suborno da História", a Odebrecht e a Braskem admitiram ter repassado cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,3 bilhões, em cotação atual) em propina a autoridades, políticos, partidos e empresas no Brasil e em outros 11 países da América Latina e da África. Após acordo de leniência assinado nesta quarta-feira pelas duas companhias com as justiças brasileira, americana e suíça, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) classificou a atuação da Odebrecht nos últimos 15 anos como um "abrangente e sem paralelos esquema de propina e fraudes".
Secretário de governo na administração Humberto Teixeira, presidente da Câmara Municipal, quase deputado estadual, chefe da Casa Civil do governo Zeca do PT e, depois de trabalhar no eixo Rio-São Paulo com um grupo ligado ao então megaempresário Eike Batista, de retorno ao estado como empresário. Agora, ao assumir a Secretaria de Governo de Délia Razuk, além da articulação política, Raufi Marques cuidará do marketing oficial e, nas horas vagas, será o guru da prefeita.
"Quem não fez até agora não consegue fazer mais, por isso eu vou votar no Braz!". Com este mote embalado pelo jingle de maior sucesso de todas as campanhas eleitorais Braz Melo virou prefeito e revolucionou o jeito de administrar. Só não virou governador por um erro de estratégia. A expectativa agora é como vai conseguir se segurar na limitada cadeira de vereador, mesmo que seja na de presidente, por conta de sua conhecida ansiedade pela "fazeção", como diria FHC.
BRASÍLIA - O senador paraibano Cássio Cunha Lima faz parte do PSDB, partido aliado do presidente Michel Temer. Mas, em entrevista nesta terça-feira à rádio RPN, de João Pessoa, lançou dúvidas sobre a capacidade de Temer concluir seu mandato, que vai até 1º de janeiro de 2019. Ele afirmou ainda que sempre foi favorável a eleições diretas para presidente e que a defesa de Temer no processo que pode levar à sua cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não combina com a tradição da Justiça Eleitoral.
Embora com a garantia da prefeita Délia Razuk de que está tudo ok, o vereador Braz Melo quer esperar abrir a urna do Jaguaribe, no dia primeiro, para ter certeza de que será o novo presidente da Câmara. É que como articulador de muitas dessas eleições, teme a ressaca do réveillon, que já pregou boas peças em muita gente. Quer ouvir o "Braz, Braz, Braz" sendo cantado com mais convicção por novatos oposicionistas como Daniela e Ramim e, principalmente, pelo veterano Elias Ishy.
BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse a parlamentares na última quinta-feira que vai pedir a retirada do sigilo das delações de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht — entregues nesta segunda-feira pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) — tão logo o material seja homologado pela Corte. A tarefa caberá ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava-Jato no STF. Por enquanto, a delação está sob sigilo.
Janot se encontrou com deputados e senadores da bancada do Espírito Santo na m