Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Da saraivada de críticas nas redes sociais por pôr de novo a cabeça para fora a que melhor define a situação de Marçal Filho é a do mais lídimo representante do distrito de Picadinha, o advogado e pensador político, José Tibiriçá. In verbis, como diria José Vasconcelos: “Marçal já passou, ele não é humilde, esqueceu-se que nasceu na Vila Matos (...) não tem cheiro de povo”, para acrescentar que há anos passa à pé em frente o famoso prédio das Araras e não consegue ver o ídolo das secretárias do lar.
Perambulando a partir de hoje pelos corredores do Congresso como um cadáver à espera da pá de cal, o ainda senador petista Delcídio do Amaral agora faz chantagem com seus pares, alardeando que se for cassado leva metade do Senado junto com ele. Enquanto isso fica a expectativa para que ele tenha um mínimo de dignidade e entregue, na bandeja, Lula, sua preposta Dilma Rousseff e toda a caterva congressista. Ou faz isso ou vai para a cova rasa dos trombadinhas da corrupção brasileira.
“Não acredito na sobrevivência desse atual modelo de fazer política. Na campanha, o candidato é extorquido pelos “campanheiros” e, depois de eleitos, vingam-se, fazendo coisa errada com o dinheiro público. Fortunas são amealhadas às custas desse sistema. A corrupção, neste caso, é uma via de mão dupla, porque o político canalha se escora no eleitor imediatista e incauto. Esse modelo está se esgotando”. Ex-deputado Fábio Trad, em entrevista ao Correio do Estado.
Eles perderam completamente a solenidade e parecem mesmo decididos a nos empurrar para a barbárie. Quando a presidente Dilma Rousseff autoriza seu ministro da Saúde a deixar o posto, ainda que por um dia, para participar da disputa pela liderança do PMDB na Câmara, não é a ordem prática das coisas que está sendo agredida. O que padece é a ordem moral.
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) vai ser solto depois de negociar acordo de delação premiada com o Grupo de Trabalho da Procuradoria-Geral da República encarregado das investigações de políticos envolvidos nas fraudes em contratos entre empreiteiras e outras grandes empresas com a Petrobras. A partir do acordo, teria feito revelações importantes sobre a corrupção nos meios político e empresarial. Seriam informações que colocariam a Lava-Jato num patamar ainda mais elevado. Delcídio sempre teve bom trânsito entre políticos dos mais diversos matizes ideológicos.
Delcídio Amaral: Teori Zavascki soltou um senador da República que deu a entender que tinha ministros do STF no bolso, que planejava sumir com Nestor Cerveró, que pretendia suprimir provas criminais e, por último, mas não menos importante, que recebeu propina do petrolão. É um país incrivelmente indecente. (O Antagonista)
Por mais esdrúxulo que possa parecer esta será a condição do prefeito e candidato a reeleição em Campo Grande este ano, o sempre encrencado radialista Alcides Bernal. Situacionista porque é o prefeito de turno, oposicionista porque poderá se reeleger usando sua verve para desconstruir a tão propalada competência peemedebista em pelo menos um quarto de século, aí incluídas as administrações André Puccinelli e Nelsinho Trad. Mote de campanha: lama asfáltica e capuccinno.
Quem leu a rapidinha “Pé na estrada”, postada hoje aqui às 09h30, e que voltou a acessar o Blog depois das 13h30 com a notícia chupada do Conjuntura Online a respeito da candidatura de Marçal Filho à prefeitura deve estar achando que o blogueiro comeu barriga. Quem viver verá. Anotem aí. Trata-se apenas de uma estratégia do governo para ganhar tempo. Até porque a palavra final será de André Puccinelli, a quem Azambuja, por razões óbvias, deve se curvar.
Depois de tentar emplacar como candidato a prefeito pelo PSDB (antes do inchaço provocado pela ascensão de Azambuja) e pelo PSB (antes da chegada da turma de Murilo Zauith) o paraguaio Elizio Brites achou que no PV teria vida fácil, ou sinal verde! Mas, com o upgrade da filiação do senador Álvaro Dias e o repentino afloramento dos mais arraigados valores ecológicos de Braz Melo e sua trupe, já acendeu o sinal amarelo. Ele garante que desta vez não vai esperar o sinal vermelho.
Motivado pelo apoio do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) à sua candidatura a prefeito de Dourados, assegurado durante reunião na Governadoria, o ex-deputado federal Marçal Filho saiu na frente dos principais adversários e já articula, juntamente com os membros do partido, a indicação de seu companheiro de palanque.
Que Vander Loubet nunca foi chegado a um plenário, não é novidade – e todo mundo sabe agora o porquê; que titio Zeca seria um mero figurante entre os mais de “trezentos picaretas” (palavras de Lula!) já dava para esperar, por sua sempre propalada aversão aos ares de Brasília. A novidade é Dagoberto Nogueira não ser chegado ao trampo. E que seja só falta traquejo, mesmo, com a lida parlamentar. Que não ande, também, “operando” nos bastidores como Loubet.
Enquanto Geraldo Resende fica nesse nhenhenhém de retorno ao ninho tucano; Délia Razuk esperando abrir a janela da esperança de Londres Machado, Elizio Brites fazendo selfies no escritório e o comandante Renato aguardando o teco-teco de Barbosinha decolar para atropelar com o Malibu Matrix de Zauith, o faz-de-tudo do prefeito, Wanderlei Carneiro, percorre cerca de 150 km por dia. Coordenando os tapa-buracos na cidade, vistoriando as vicinais e pedindo votos, claro.
Não bastasse a dificuldade para decolar nas pesquisas eleitorais o deputado José Carlos Barbosinha poderá enfrentar o mais elementar dos problemas caso confirme sua pretensão de disputar a cadeira do chefe Murilo Zauith: a falta de combustível. Pelo menos, daquela gasosa que jorra fácil das bombas cujos proprietários costumam fazer sempre um agradozinho ao pessoal do INMETRO. A menos que se empanturre de pizza com seus colegas de Assembleia ao final da CPI dos combustíveis.
Homem de confiança de Murilo Zauith, de quem é contador, administrador de fazenda, professor (da Unigran) e piloto, Domingos Venturini (o comandante Renato), agora sonhando ser prefeito, vem tendo posições divergentes do chefe, sempre conciliador. “O PSB não tem cacique, nem coronel, o que tem é um ou outro idiota, achando que pode manipular candidaturas sem propostas”, postou no Face. Precisa dizer pra quem – “que deve ser da Arena ou MDB” – é o recado? Vai voar sozinho!
“Após minudenciada análise do caderno processual, não se constatou, por ora, qualquer interesse público apto a ensejar o ingresso do Estado na epigrafada Ação Civil Pública, em quaisquer de seus pólos. Reforça esse entendimento o fato dos requeridos sequer terem apresentado suas respectivas manifestações escritas”. Acredite, mas por mais absurdo que possa parecer, nestes tempos de Petrolão nacional e das espetaculares derrapagens na lama asfáltica de Edson Giroto no Estado esta é a resposta do governador-censor Reinaldo Azambuja, por meio do procurador Adriano Aparecido Arrias de Lima, declinando do “convite” do Ministério Público para que o governo eleito com a promessa de “mudança de verdade” entre na ação de improbidade administrativa movida conta o ex-governador André Puccinelli e seus comparsas.
Só pode ser acerto de contas dos tempos em que ambos faziam concorrência na medicina privada, Sebastião Nogueira com seu Hospital Mater Dey, Geraldo Resende faturando tufos com equipamento particular a serviço do Hospital Evangélico. Com este retorno-não-retorno de Resende ao PSDB, Nogueira se antecipou, anunciando que não vai mais disputar a convenção do PMDB, mas, devendo aninhar-se entre os tucanos para disputar a prefeitura com apoio de Azambuja e sua turma.
Nem Geraldo Resende, nem Sebastião ou Antônio Nogueira, nem Odilon Azambuja, nem Renato Câmara. Diante do imbróglio do PMDB douradense a cúpula estadual do partido teria uma surpresa, com um candidato a prefeito capaz de promover o consenso não apenas intramuros, mas também de afugentar concorrentes de outras siglas. Um nome de peso. Literalmente.
Na semana em que recomeça a contagem do prazo para a tramitação do processo da cassação de seu mandato, o senador Delcídio do Amaral, preso desde novembro em Brasília, anunciando o desejo de troca de relator, sob a alegação de falta de isenção de seu colega Ataídes de Oliveira, tucano do Tocantins. Como diria o findo dr. Ayrthon Barbosa Ferreira, trata-se do mais que legítimo direito de espernear.
Na última semana, depois de oitenta dias preso numa cela improvisada de menos de 20 metros quadrados na sede do Batalhão de Trânsito em Brasília, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) era um pote de mágoas. Mostrava irritação especial com a cúpula do PT e do governo. Ainda nos primeiros dias de cárcere, um ministro de Dilma fez chegar a ele um recado de que sua prisão não perduraria. A promessa era de que o governo interferiria junto ao Judiciário, nos bastidores, para afrouxar a prisão preventiva decretada pelo Supremo, após gravações mostrarem que ele estava interferindo nas investigações da Lava Jato.