Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Desde o fiasco do campo-grandense Jânio Quadros, que renunciou a presidência da República depois de um porre, confiante de que voltaria nos braços do povo, a população do Mato Grosso do Sul não se sente tão envergonhada de seus representantes: primeiro o senador corumbaense Delcídio do Amaral, preso e depois cassado. Agora o matucho Carlos Marun, a ponto de fazer serão no Conselho de Ética, na tentativa de salvar Eduardo Cunha. Será que os gaúchos não aceitam Marun de volta?
07/06/2016 - 15h34O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes classificou nesta terça-feira (7) de "brincadeira" com o tribunal o vazamento dos pedidos...
Se para ilustres caciques peemedebistas do Estado e aliados (como Edson Giroto, infiltrado no PR de Londres Machado) chafurdados na Lama Asfáltica as coisas ficam cada dia mais pretas, adversários, como Murilo Zauith, já vislumbram novos e promissores cenários e refazem seus projetos. O prefeito douradense, por exemplo, passando o manche da prefeitura seja lá a quem for, mas desde que o sucessor seja coadjuvado por seu comandante, o também professor Venturini.
Até nisso Délia Razuk dá sorte. Nem bem começou a campanha eleitoral e o Timão – o Sport Club Corinthians Paulista – embalou de novo rumo ao título de bicampeão brasileiro. Com esta bandeira roubada pela adversária, mas também corinthiano, Geraldo Resende lançou mão do mais básico dos estereótipos, deixando de lado a contumaz sisudez e, aproveitando sua condição de pai temporão, pegando no colo, todo faceiro, também os filhos dos eleitores. O são-paulino Renato Câmara, para não ficar muito atrás na classificação, resolveu inovar o esquema tático: além de montar uma tenda no fundo de seu escritório político, para onde pretende arrastar as lideranças de bairro para a discussão de seu plano de governo, nesses tempos de Lama Asfáltica e de Lava Jato começando pela catequização de seus candidatos a vereador, principalmente com "orientações jurídicas e aspectos contábeis e financeiros da campanha".
Para os desinformados que teimam em duvidar da reviravolta que provocaria no processo sucessório municipal a chapa Délia Razuk-George Takimoto, informando apenas que as articulações nesse sentido são de Londres Machado. Para tanto o velho cacique fátima-sulense promoveu, recentemente, na Assembleia Legislativa, um encontro entre Takimoto e Roberto Razuk, que andavam estremecidos. Tudo, claro, na presença de dona Délia, a principal interessada em que eles façam as pazes.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). A informação é de um interlocutor de ministros do STF. Renan, Sarney e Jucá foram flagrados tramando contra a Operação Lava-Jato em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Os pedidos de prisão já estão com o ministro Teori Zavascki, do STF, há pelo menos uma semana.
Vice-prefeito de Luiz Antônio Álvares Gonçalves (1983-89), depois vice-governador de Marcelo Miranda (1987-91), o deputado estadual George Takimoto, que já foi também federal, volta a ter seu nome cogitado como candidato a vice-prefeito. Délia Razuk, que foi sua companheira de chapa nas eleições de 2000, quer agora uma inversão de papéis, com Takimoto de vice e o compromisso de que ele seja o candidato de seu grupo político à Câmara Federal em 2018.
Na tentativa de melhorar a confiança na economia antes da votação final do impeachment, o presidente interino, Michel Temer, pretende lançar um pacote de "medidas de impacto" no curto prazo para geração de emprego e retomada do crescimento. É o que afirma o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Padilha, 70, disse que o governo também estuda melhorar o ambiente para atrair investimentos do setor privado.
"O povo se uniu de verdade, pra reconstruir a cidade, deixando o passado pra trás... quem não fez até agora não consegue fazer mais, por isso eu vou votar no Braz!". Será que o ex-prefeito Braz Melo acredita mesmo que tem alguma chance de voltar ou está apenas querendo fazer o eleitor matar saudades de seu até agora imbatível jingle, da memorável campanha de 1988? Lembrando que os tempos são outros, e, principalmente, que Murilo Zauith não é Luiz Antônio Álvares Gonçalves!
A campanha é do jeitão Artuzi. Ou melhor, "no chão", como gosta de dizer, mas a administração seguirá à risca o padrão de qualidade do patrão Murilo Zauith. Apoiado pelo prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, mas sonhando, ainda, com o apoio daquele a quem pretende suceder na prefeitura de Dourados, Wanderlei Carneiro já fala como futuro prefeito, garantindo que em sua administração não vai ficar um buraco, sequer, sem ser tapado.
Quem foi que falou que por conta da Lava Jato lá e da Lama Asfáltica cá as eleições municipais seriam de uma pobreza de dar dó? Pois o deputado Geraldo Resende, provou, nesta friorenta e chuvosa manhã de sábado que, pelo menos em Dourados, não deve faltar dinheiro para a campanha. Nada mais emblemático, numa reunião com pré-candidatos a vereador, a presença do Secretário de Fazenda do Estado. Até porque, que se saiba, votos não é o forte de Márcio Monteiro por essas bandas.
Ainda não está marcada a data do casamento, mas o namoro entre o PMDB e o PSB, que já vinha se arrastando há algum tempo, prospera na arrumação das alianças para a sucessão em Campo Grande. Na noite de sexta-feira, 3, aconteceu o noivado – e no escritório da "noiva", onde a deputada federal Tereza Cristina recebeu algumas lideranças peemedebistas, entre elas o deputado estadual Márcio Fernandes, o "noivo".
Um dia depois da apresentação do relatório pela cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a avaliação majoritária no Conselho de Ética da Câmara é a de que o resultado da votação está nas mãos da deputada de primeiro mandato Eronildes Vasconcelos Carvalho, conhecida como Tia Eron (BA), do PRB de Celso Russomanno (SP), pré-candidato a prefeito de São Paulo.
Parece que desta vez caiu mais cedo a ficha dos partidos nanicos, sempre assanhados com candidaturas majoritárias nesta fase das campanhas eleitorais. Elizio Brites (PROS), Marcelo Mourão (PRP) e Vanderlei Carneiro (PP) já falam em união para o lançamento de quem, entre eles, estiver melhor nas pesquisas daqui a uns dias, quando chegar a hora da onça beber. Quem sabe assim conseguem eleger pelo menos um vereador, devem avaliar.
Coordenador da campanha presidencial de Fernando Collor de Melo em Mato Grosso do Sul; depois, de Humberto Teixeira à prefeitura de Dourados, em cuja administração foi Secretário de Governo; Chefe da Casa Civil do Governo Zeca do PT, daí para um grupo de Consultoria ligado a Eike Batista, atuando no eixo Rio-São Paulo. É com este currículo que o ex-presidente da Câmara Municipal, Raufi Marques, retorna agora a Dourados, como comandante-em-chefe da campanha de Délia Razuk.
01/06/2016 - 15h51Garantia foi dada durante cerimônia de posse dos novos presidentes da Petrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa EconômicaDepois de exonerar dois...
"Emocionada com tudo isso. Sensação de ressaca. Um pouco triste. Um pouco feliz. Um pouco orgulhosa. Um pouco magoada. Um pouco perdida. Um pouco desacreditada. Um pouco esperançosa. Bastante exausta! Com a sensação que acabamos de sair de uma briga física (...). Imagino como se sente Alcides Bernal. Minha solidariedade a ele e as pessoas que com simplicidade e dignidade conferiram seu voto a ele". Vereadora Luiza Ribeiro (PPS), exultante, no Facebook, com a decisão do MP na Coffee Break.
Pulei da cama as duas da matina pensando em escrever algo na linha do "jogo bruto do poder econômico pelo poder político", não sei se iluminado por alguém lá de cima ou se inspirado na saga de Ari Valdecir Artuzi – o fenômeno eleitoral varrido da história política douradense pelos ventos uragânicos. E, muito mais por sua relevância histórica que por apelo da audiência sensacionalista, ilustrando o texto com uma foto do ex-prefeito, já com aspecto cadavérico, numa cadeira de fios, em sua última entrevista ao Blog, na verdade uma prévia da grande entrevista em que pretendia contar toda a verdade a respeito de seus dias na cadeia, de onde só saiu após assinar a carta-renúncia, segundo ele, "sob a mira de um mosquetão".