16.4 C
Dourados
segunda-feira, junho 22, 2026

Combinação pré-eleitoral de Délia e Murilo por um fio

- Publicidade -

04/01/2017 – 10h11

Para não provar do próprio veneno, inoculado exageradamente em seu antecessor Luiz Antônio Álvares Gonçalves, Braz Melo facilitou no que pôde as coisas para seu sucessor, Humberto Teixeira. Até porque, pelo tanto que saia por cima da carne seca (em sua primeira administração ele só tinha assessores com o tal do intelecto que o prefeito Marquinhos Trad procura agora) não tinha dúvidas de que na pior das hipóteses (o projeto era sair candidato a governador) o retorno estaria garantido dali a quatro anos. Quando isso aconteceu, teve a complacente retribuição de Humberto Teixeira. Num tempo em que o Ministério Público não havia ainda despertado para a realidade, convencionou-se pôr “panos quentes” para encobrir maracutaias como a da Perimetral Norte, cuja verba, para a etapa inicial do primeiro traçado foi liberada, a obra iniciada, depois paralisada e abandonada, mas ficando por isso mesmo. Nesses tempos de Lava-Jato e de Lama Asfáltica, eis o primeiro grande desafio de Délia Razuk.

Menos mal que – na contramão de algumas decisões da prefeita que frustraram e até chocaram companheiros de longa viagem, como, por exemplo, a manutenção dos petistas-murilistas Ledi Ferla e Landmark Rios (ela havia jurado durante a campanha que não aproveitaria ninguém do secretariado antigo) – o novo secretário de Saúde, Renato Vidigal, chutou o pau da barraca, foi para o Facebook e escancarou o que ele chama de “caos na saúde pública”, garantindo que vai denunciar tudo o que encontrar de errado ao Ministério Público e à imprensa.

Outro indício de que Délia Razuk pode estar apenas dando corda para Ledi Ferla e Landmark Rios se enforcarem é a degola sem dó nem piedade de petistas e afins, aí incluídas as companheiras de convento sem as quais a longeva e mandona secretária de Assistência Social não conseguiria tocar seus projetos, embora ela esteja mal-acostumada a trabalhar só com a ajuda de muito bem pagas consultorias – uma exclusividade, claro, de outras companheiras petistas, restando saber se o companheiro Raufi Marques vai permitir abrir também esta caixa de pandora. Quanto a Land, o homem plantado na Agricultura e Pesca pela ex-primeira dama Cecília Zauith, há quem garanta que sem seu braço-direito Rubens Moreira Jr., o idealizador da Festa do Peixe, também incluído na degola de ontem, ficaria como um peixe fora d´água.

Mas a maior demonstração de que (em troca de alguns caraminguás para chegar lá, o sepultamento político com honrarias de Geraldo Resende, a manutenção de Ledi, Land, outros apaniguados, gasparzinhos, até, e otras cositas) Délia Razuk pode quebrar, e já, o acordo pré-eleitoral que teria feito com Murilo Zauith foi a determinação para que seu porta-voz interino (até o retorno, ops!, das férias de Bete Balanço) Nicanor Coelho mandasse de imediato para a “cesta-sessão” toda a prova documental da administração Murilo Zauith, aí incluídos cronogramas de obras, estatísticas da saúde, inclusive controle de doenças como dengue, chikungunya e zica, além de vacinação, enfim, tudo quanto pudesse significar lembranças da administração passada. Claro que a derrota para Daniela Hall para a presidência da Câmara deve ter pesado muito nessa mudança. Neste caso, de novo, lá estava o dedo de Braz Melo, o responsável pela institucionalização desse perigoso compadrio entre prefeitos que entram e que saem.

Combinação pré-eleitoral de Délia e Murilo por um fio

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-