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Os movimentos do ministro Sérgio Moro

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05/02/2019 – 07h32

Em meio a um governo ainda desorientado com a realidade da administração e as notícias envolvendo um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Moro foi o protagonista do primeiro plano efetivo

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, se movimentou com destreza ao longo do dia. Os trabalhos começaram cedo, na residência do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Depois, o ex-juiz se reuniu com governadores no prédio da pasta. Pareceu confortável nos ambientes oficiais de Brasília, incluindo a coletiva de imprensa de 45 minutos — algo raro entre os integrantes da Esplanada.

Em meio a um governo ainda desorientado com a realidade da administração e as notícias envolvendo um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Moro foi o protagonista do primeiro plano efetivo — por mais incompleto e alvo de críticas, rebatidas, diga-se, com elegância, ao se dispor a enfrentar o debate.

A dificuldade de Moro a partir de agora é conseguir aprovar o pacote e, na sequência, provar que os planos foram efetivos contra a corrupção e a violência nas cidades. Não será uma tarefa simples, principalmente para a área de segurança pública, como mostram as críticas de especialistas da área, publicadas em documento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Se faltaram medidas mais específicas contra a violência urbana, a maior das controvérsias, a legítima defesa para os policiais, incluída no pacote, não deve mudar a realidade dos agentes de segurança. Basta ver os números de pessoas mortas pela polícia no Brasil.

Em 2017, o país registrou 5.012 mortes cometidas por policiais da ativa. O Rio de Janeiro foi o estado com o maior número absoluto de mortos dessa forma: 1.127. Uma busca nas condenações daria uma mostra se a “licença para matar” já não está valendo há tempos, sem necessidade de uma legislação específica. (Leonardo Cavalcanti/Correio Braziliense)

Os movimentos do ministro Sérgio Moro

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