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terça-feira, maio 12, 2026

Lula: ‘Eu mudei, o Alckmin mudou’

PSB deve indicar nome do ex-governador paulista ainda nesta semana para compor a chapa com o petista

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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (5) que se reunirá com o PSB na próxima sexta (8) para definir se o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) será seu vice na disputa à Presidência neste ano. Em entrevista à rádio paranaense Lagoa Dourada, ele afirmou que o PSB deve propor oficialmente o nome do paulista para a chapa no encontro.

“Eu e Alckmin podemos estar juntos na chapa. Vou ter reunião na sexta-feira em que o PSB vai propor o Alckmin de vice, e isso nós vamos levar para discutir no PT”, afirmou.

Sobre as desavenças dos dois no passado, o ex-presidente disse que ambos mudaram.

“Eu mudei, o Alckmin mudou e acho que o Brasil precisa dessa mudança para que a gente possa reconstruir. Eu fui adversário do Alckmin, não fui inimigo, e feliz era o Brasil no tempo em que a disputa era entre dois partidos democráticos […], porque tinha um debate civilizado, sobre programa de governo.”

Lula também se mostrou otimista sobre uma eventual aliança com o ex-tucano. “Se estivermos juntos, vamos reconstruir o Brasil, porque somos dois democratas. Gostamos da democracia, exercemos a democracia e temos como prova o exercício dos nossos mandatos”, declarou.

Lula está na reta final dos acertos com partidos aliados para lançar sua pré-candidatura, o que deve acontecer no final do mês. Depois de ter formado uma federação com PV e PC do B, e ter garantido a aliança com o PSB, o PT ainda espera a decisão do PSOL, com quem deve formar uma coligação.

O lançamento da pré-candidatura ainda não tem data certa, mas deve ocorrer nos primeiros dias de maio.

Por causa da lei eleitoral, o PT busca um local fechado para o evento. A intenção inicial era que fosse na rua, mas a possibilidade de caracterizar um comício e desrespeitar a legislação levou o partido a mudar de ideia.

Apesar de oficialmente os candidatos só serem definidos nas convenções partidárias, de 20 de julho a 5 de agosto, a maioria dos partidos já está em campanha aberta e conta, para isso, com a leniência da Justiça Eleitoral.

As siglas têm usado, por exemplo, as propagandas partidárias para promover seus pré-candidatos, o que é uma burla à lei. (Folha de S. Paulo/Reuters).

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