12.5 C
Dourados
terça-feira, junho 23, 2026

Caciques políticos estaduais medem forças em Dourados

- Publicidade -

11/08/2016 – 11h23

Desta vez só faltou o decano pedetista João Leite Schmidt, certamente muito mais decepcionado com as trapalhadas do pupilo Dagoberto Nogueira no Congresso Nacional do que, propriamente, com a amarelada de Adão Parizotto. De resto, toda a cacicaiada está a medir forças na disputa pela prefeitura de Dourados, sempre um dos principais termômetros para a eleição que vem a seguir, para o governo do Estado e para o Senado. Reinaldo Azambuja suando a camisa para emplacar Geraldo Resende; seu antecessor André Puccinelli, que só pensa em retorno, ops, ousando com o recém-chegado Renato Câmara e o velho “cardeal” Londres Machado, sempre ele, desta vez em parceria com Zeca do PT, tentando não deixar cair a peteca de Délia Razuk. Até o encrencado Alcides Bernal resolveu fincar um poste na terra de seu Marcelino.

Com domicílio eleitoral, apenas, do lado de lá da barranca do Rio Dourado, mas sempre mandando mais que ninguém na política douradense, Londres Machado desta vez resolveu apostar em Délia Razuk. Seu apoio sempre é visto como a biruta que determina a tendência eleitoral, sendo apontado como o mentor da famosa “trucada” na tribuna da Assembleia Legislativa, quando Humberto Teixeira prometeu apoiar o adversário Valdenir Machado, franco favorito para a prefeitura em 1992, mas exigindo a contrapartida caso ele fosse preterido por Braz Melo. A única diferença, desta vez, é que não tem mais a presidência da Assembleia nem a parceria com George Takimoto. Em compensação, tem Zeca do PT e Raufi Marques como coadjuvantes. Sem contar, claro, o próprio Roberto Razuk (agora candidato a “primeiro-damo”), com quem também sempre tabelou como colega de bancada.

Embora também companheiro de Assembleia de Roberto Razuk, mas como adversário figadal de Londres Machado na política paroquial em Fátima do Sul, André Puccinelli teve que escolher outro palanque em Dourados. E como Délia Razuk, para não correr o risco de ficar mais uma vez sem legenda caiu fora do PMDB enquanto era tempo, e diante da recaída tucana de Geraldo Resende, sobrou Renato Câmara. Mesmo com os riscos de novas derrapadas na lama asfáltica e com as chaves de seu sempre generoso cofre em poder do Ministério Público, ele ainda acredita numa “nova e boa alvorada”, ou, que seja, “um novo despertar” para os douradenses, como prega o candidato peemedebista.

Para tentar diminuir a influência da famosa dupla fátima-sulense é que Reinaldo Azambuja, que há tempos já vinha amassando barro na periferia douradense (seu pupilo Zezinho da Farmácia até cogitava transferir o título eleitoral dele de Maracaju para cá), agora joga toda a força da máquina estadual para tentar colocar um aliado na prefeitura, na esperança de que lá na frente, independentemente de como esteja seu governo, o bicho carpinteiro não volte a tentar Geraldo Resende. Para executar a hercúlea missão, já que Murilo Zauith dá toda a pinta de que só vai entrar mesmo com o vice Rogério Yuri, e assim mesmo se sair a grana para o tapa-buraco das ruas centrais da cidade, três velhas e conhecidas raposas: George Takimoto, Valdenir Machado e Zé Teixeira.

E o Bernal? Ah, como, Dourados, eleitoralmente, virou terra de ninguém, até o prefeito da capital resolveu montar acampamento na cidade, depois de descobrir que Wanderlei Carneiro, o faz-de-tudo de Murilo Zauith, é um especialista em tapa-buracos. Muito cacique pra pouco índio. Mas, menos mal que nessas horas todos eles se lembram da Grande Dourados.

←TEXTO ANTERIOR ou PÁGINA INICIAL→

Eternos rivais em Fátima do Sul, André e Londres travam nova disputa em Dourados, agora contra Reinaldo Azambuja

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-