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segunda-feira, junho 22, 2026

Subida de Rose em Campo Grande atrapalha Geraldo em Dourados

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05/09/2016 – 10h46

A surpreendente subida de Rose Modesto nas intenções de voto para a prefeitura de Campo Grande era tudo o que não podia acontecer para Geraldo Resende, ainda mais no momento em que ele começa a desconfiar que o buraco do túnel que leva à prefeitura de Dourados é bem mais embaixo do que imaginava. É que com as – agora – reais chances de eleger sua vice-governadora prefeita o governador Reinaldo Azambuja deve centrar fogo na capital, não devendo meter a mão em cumbuca com projetos mais arriscados como o de Dourados. Pior, contra um aliado de primeira hora, como Renato Câmara, que, perdendo a eleição continua deputado estadual.

Tanto isto é verdade que neste final de semana, um encontro “casual” entre Azambuja e Câmara, em Ivinhema, pode ter selado o destino da candidatura tucana em Dourados. Isto no momento em que Geraldo Resende era obrigado a abrir espaço em sua agenda para rever estratégias de campanha, como, por exemplo, a de andar pela feira-livre sem anteparos contra ovos voadores e para barrar a publicação de pesquisas eleitorais. Não apenas pesquisas como a publicada pelo candidato a vereador pastor Cirilo no Facebook, repercutida aqui no blog, em que ele aparece em terceiro colocado, e já alvo de uma ação judicial de sua assessoria jurídica, mas como a do Ipems, que seria publicada amanhã no jornal Correio do Estado.

Diante desta preocupação com o desempenho do aliado tucano em Dourados, até porque não seria louco de jogar fora o dinheiro nunca antes na história tão bem amoitado para este tipo de investimento, é que Azambuja estaria pensando em liberar, de imediato, pelo menos uma boa parcela de correligionários, entre demos e tucanos, senão simpáticos, pragmáticos, desses que “são” Renato Câmara desde criancinha. Até porque, neste cenário, o que de pior pode acontecer para o governador, tendo em vista seu projeto reeleitoral de 2018, seria a eleição de Délia Razuk.

Como Reinaldo Azambuja parece ser um daqueles que nasceram com o fiofó virado pra lua, além de não colocar em risco seu prestígio em Dourados, deixa crescer, naturalmente, a onda que já se forma e que pode resultar na eleição de Renato Câmara, tão ou até mais parceiro dele que Geraldo Resende. E, com isso, por vias tortas, tendo a chance de acertar pendências da campanha de 2014, como as duplicatas e “borrachudos” encontrados pelo Gaeco no cofre de André Puccinelli (patrocinador de Renato) durante a batida da Lama Asfáltica. Nesses tempos de tempestades perfeitas, pois, não seria de se estranhar que o azarão de 2014 para o governo do estado facilite as coisas para um azarão em Dourados, em 2016.

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Professora Rose Modesto

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