Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando todos os cenários testados de segundo turno nas eleições. Na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário até o momento, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cenário representa uma oscilação positiva para Lula, que, na divulgação anterior, marcou 44%, enquanto Flávio tinha 38%.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Primeiro turno
No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com oscilação de um ponto para cima. Ele aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio, que fica em segundo lugar. Na divulgação anterior, em junho, o petista tinha 39%, e o senador, 29%.
Três pré-candidatos — Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) — não pontuaram. Indecisos são 11%, e eleitores que declaram voto em branco, nulo ou não vão votar, representam 8%.
- Lula (PT): 40%
- Flávio Bolsonaro (PL): 28%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 2%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Joaquim Barbosa (DC): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
A escolha de voto é definitiva para 65% dos brasileiros, contra 35% que afirmam que ainda pode mudar. No mês passado, o percentual dos decididos era de 63%.
Rejeição
Flávio é o pré-candidato com maior rejeição entre os testados nesta rodada da Genial/Quaest. O senador é rejeitado por 57% dos eleitores — percentual que, em abril, era de 52%.
Lula vem em seguida, com 50%, mantendo a tendência de queda dos últimos meses. Em junho, ele era rejeitado por 53% da população, taxa que era de 55% em abril.
Alta na aprovação do governo
A Genial/Quaest também mostra que Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam a atual gestão. É a primeira vez, desde dezembro de 2024, que o índice positivo é numericamente superior. Para efeito de comparação, em julho do ano passado, a desaprovação era de 53%, taxa que caiu para 48% na divulgação anterior, no último mês.
Sobre esse tema, 5% não sabem ou não responderam. Em junho, o governo era aprovado por 47%. Já em maio, a aprovação era de 46%, contra 49% que desaprovavam.
A alta na aprovação é puxada por uma melhora, nos últimos meses, da percepção nas regiões Sul e Sudeste. Na primeira, a desaprovação é de 58%, contra 63% em junho. Na segunda, a desaprovação é de 50% — em abril, percentual negativo era de 58%.
Outro fator que alavanca a melhora no cenário é a performance do governo entre o público de 16 a 34 anos. Na faixa etária, Lula é aprovado por 48%, contra 46% que o desaprovam. Em junho, o cenário era completamente oposto: a gestão petista era reprovada por 50%, contra 43% que aprovavam.
Entre os eleitores independentes, o governo apresentou melhora. Agora, o índice de aprovação e desaprovação é o mesmo: 45%. Em junho, 47% desaprovam (41% aprovavam), e, em abril, 58% desaprovavam (52% aprovavam).
O governo também tem enfrentado mais resistência dos homens do que das mulheres. Entre o público feminino, Lula é aprovado por 50%, contra 44% que o desaprovam; enquanto isso, no masculino, o petista é aprovado por 46%, enquanto é desaprovado por 50%. Apesar do cenário, no mês passado, o governo Lula tinha desaprovação de 53% entre os homens, índice que chegou a 55% nos três meses anteriores.
Tradicionalmente mais forte entre o público de baixa renda, em especial pelos programas de assistência social, o governo Lula também melhorou o desempenho entre quem possui renda familiar superior a cinco salários mínimos. Nesse grupo, a gestão é desaprovada por 54%, contra 41% que aprovam. Em junho, a desaprovação era de 60%, enquanto a aprovação era de 35%. O cenário mostra que, em 1 mês, a diferença saiu de 25 para 13 pontos percentuais.
Desde abril, Lula vem diminuindo gradualmente a percepção negativa no segmento evangélico. Àquela altura, o índice de desaprovação era de 68%, chegando 58% na divulgação desta quarta-feira. No mesmo período, o percentual dos que aprovam saltou de 28 para 37%.
Avaliação do governo
Em relação à avaliação do governo, 36% consideram o trabalho como sendo positivo, contra 26% que avaliam ser regular. O percentual negativo, por sua vez, também é de 36% — há um ano, em julho de 2025, era 40%.
Em um recorte de 1 ano para cá, o pior cenário ocorreu em março deste ano, quando a avaliação negativa alcançou 43%. À época, somente 31% consideravam o trabalho como sendo positivo, contra 25% que avaliavam ser regular.
Yago Godoy/O Globo — Rio de Janeiro
