Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Contagem final – Marçal Filho, candidato a vereador, 90 votos. Não, não é recontagem de votos e nem adianta o primeiro suplente Maurício Lemes se assanhar. Trata-se de um homônimo, que mesmo pegando carona no nome do radialista famoso, de Dourados, não conseguiu fazer nem para o fumo, em Ponta Porã. Quem também não conseguiu tirar proveito do nome famoso foi a repórter televisiva Rosane Mazetto, até bem votada, para os padrões de Ponta Porã, mas perdendo para vereador.
O PT caminha celeremente para desaparecer do mapa político também no Mato Grosso do Sul. Não conseguiu eleger nenhum prefeito, diminuindo também a representatividade nas câmaras municipais. Dos 14 prefeitos eleitos em 2012 apenas três foram reeleitos, ainda assim porque trocaram de partido. Entre os vereadores que ficaram pelo caminho, o pragmático Dirceu Longhi. Reeleito, o sempre coerente Elias Ishi vai tentar segurar a peteca em Dourados.
03/10/2016 - 17h00Estratégia para o segundo turno é buscar apoio de todos os 13 derrotados na urnasO governador Reinaldo Azambuja e a candidata Rose...
Nem o retorno de Marcelo Mourão e de Nelson Sudário; nem Lia Nogueira, nem Keliana Fernandes conseguindo emplacar para a Câmara Municipal de Dourados. Todos, profissionais da "latinha", na faixa de 900 a 1200 votos. Alta frequência só para quem fala com jeitinho "Alô vocêêêê...". Mesmo assim, para quem foi deputado federal por dois mandatos e mais dois meio-mandatos como suplente, os quatro mil votos de Marçal Filho não devem ter correspondido à expectativa.
A vitória de Délia Razuk sobre Geraldo Resende serviu para desmistificar o surrado conceito de que dinheiro e máquina governamental são fatores decisivos para se vencer uma eleição. E, na ordem inversa da coisa, para reafirmar a máxima popular de que quando o eleitor desembesta ou quando acontece o não menos popular "estouro de boiada" não há mala preta que dê jeito. Com uma campanha franciscana, Délia derrotou, numa só tacada, o governador Reinaldo Azambuja, o ex-governador André Puccinelli, o prefeito Murilo Zauith, os deputados Zé Teixeira, José Carlos Barbosa e George Takimoto, além de cabos eleitorais ilustres como vice-prefeito Odilon Azambuja e o ex-deputado Valdenir Machado.
SÃO PAULO - Maior patrocinador e fiador da campanha vitoriosa de João Doria em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) também emergiu das urnas neste domingo como vencedor. Mas, ao contrário do afilhado político, a corrida que o tucano disputa só terminará em 2018. Ele quer ser candidato à Presidência da República, pela segunda vez.
Os deputados Geraldo Resende e Renato Câmara se apressaram em anunciar, logo após a apuração dos votos, que vão colocar seus gabinetes à disposição da prefeita eleita, Délia Razuk. O peemedebista disse que já na terça-feira retoma os trabalhos na Assembleia Legislativa; o tucano lamentou o prejuízo que teve às vésperas da eleição com as críticas de que pouco fez pela saúde, por alguém "mal agradecido", uma referência ao secretário de saúde Sebastião Nogueira.
SÃO PAULO — O empresário João Doria (PSDB) foi eleito prefeito de São Paulo em primeiro turno neste domingo. Desde que a eleição em dois turnos é prevista, essa foi a primeira vez que um prefeito se elege em primeiro turno na capital paulista, com mais de três milhões de votos. Com 99,1% das urnas apuradas às 21h30min, Doria estava com 53,28% dos votos válidos.
Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto (PSDB) vão disputar o segundo turno em Campo Grande. O primeiro colocado teve 147.694 votos, o que equivale a 34,57% dos votos válidos, enquanto a candidata tucana teve 113.738 votos, o que corresponde a 26,62% votos válidos. A diferença entre ela e Alcides Bernal (PP), que tentava reeleição, foi de apenas 2.610 votos, já que ele teve 26,01% dos votos válidos.
Na Capital, votos brancos e nulos somaram 11,15%. Também foram registradas 114.286 absten
A vereadora Délia Razuk, candidata do PR, acaba de ser eleita prefeita de Dourados com 43.252 votos (39,82%), contra 40.149 votos (36,96%) obtidos por Geraldo Resende, o candidato do PSDB. O candidato peemedebista Renato Câmara obteve 20.708 votos (19,06%); o professor Ênio Ribeiro, do PSOL, ficou em quarto lugar com 2.445 votos (2.25%) e Wanderlei Carneiro, do PP, o lanterna, com 2.065 votos (1.90%).
SÃO PAULO - Desgastado pela maior crise de sua história, o PT encolherá nestas eleições municipais. Levantamentos feitos pela cúpula petista indicam que, diante de tantos escândalos, o partido tem chance de emplacar no máximo a metade dos 635 prefeitos eleitos em 2012, em todo o País. O tamanho da derrota, porém, será medido por São Paulo, capital que o PT governa desde 2012 com Fernando Haddad.
Em sua caçada montante, a Operação Lava-Jato nunca esteve tão perto de capturar o terceiro homem na linha de sucessão da República: o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, que preside o Senado Federal. A revista VEJA teve acesso a um despacho sigiloso do ministro Teori Zavascki, cuja leitura traz quatro revelações:
Menos de 24 horas depois de ter assinado, em 31 de agosto, a notificação do Senado avisando que seu impedimento fora aprovado, Dilma Rousseff já estava aposentada pelo INSS. Com a velocidade de um raio, ela obteve a remuneração mensal de R$ 5.189,82, o teto da Previdência. O tempo médio de espera para que um brasileiro comum consiga marcar uma data para requerer a aposentadoria é de 74 dias. Em Brasília, onde pedido de Dilma foi deferido, o suplício chega a 115 dias.
Um vídeo gravado para as redes sociais com Sebastião Nogueira espinafrando Geraldo Resende é a prova mais contundente de que todo o time do prefeito Murilo Zauith aderiu à campanha do voto útil. Em Délia Razuk, claro. Depois de desancar o candidato tucano, o secretário municipal de saúde conclama o eleitorado ao voto consciente, mas sem falar o nome de Renato Câmara, o candidato peemedebista que até então era o preferido do grupo liderado pelo vice-prefeito Odilon Azambuja.
SÃO PAULO - O ex-ministro Antonio Palocci e seu assessor Branislav Kontic tiveram prisão temporária convertida em prisão preventiva, por tempo indeterminado, pelo juiz Sérgio Moro. Os dois estão desde a última segunda-feira na sede da Polícia Federal em Curitiba, quando foram presos na 35ª Fase da Lava-Jato, a Operação Omertá.
BRASÍLIA — Levantamento feito pelo jornal O Globo com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral comprova o que há muito se especula nas eleições municipais: o partido do governador domina o cenário eleitoral no interior dos estados. No pleito deste ano, a legenda do chefe do executivo estadual apresentou o maior número de candidatos a prefeito em 17 dos 26 estados brasileiros.
Números da pesquisa Vox Populli encomendada pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, sobre as eleições em Dourados, vazados ontem pelos interessados ao blog do jornalista Marco Eusébio, de Campo Grande: Délia Razuk 36%, Geraldo Resende 29%, Renato Câmara 11%, com os dois rabeiras, Ênio Ribeiro e Wanderlei Carneiro patinando em 1%. O dado mais interessante: 11% de indecisos, brancos e nulos. Outros 11% não sabem ou não responderam. Margem de erro, de 4,9%.
Prefeito de Dourados no pós-Uragano (furacão, em italiano), Murilo Zauith é visto por observadores mais atentos ao processo eleitoral como um vulcão – prestes a entrar em erupção – em cujas lavas podem derreter candidaturas tidas como imbatíveis. Lembrando que Zauith foi esnobado pelo "aliado" oficial Geraldo Resende, sintomaticamente poupado pela adversária Délia Razuk e muito cobiçado por Renato Câmara, sem contar Wanderlei Carneiro, ainda sonhando com os votos do chefe.
BRASÍLIA — Com a escassez de recursos financeiros nas campanhas deste ano, na primeira eleição desde que as doações empresariais foram proibidas, os parlamentares estão se mobilizam para encontrar uma alternativa para os próximos pleitos. Neste contexto, ganha força a tese da lista fechada que, na opinião de alguns políticos, pode reduzir gastos e dar mais controle sobre o fundo partidário aos caciques da legenda.