Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Num mesmo período a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) trocaram nomeações em favor de parentes do deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB) e do conselheiro Waldir Neves Barbosa, que foi deputado pelo mesmo partido. O caso, caracteriza nepotismo cruzado e pode mobilizar o Ministério Público Estadual (MPE), a abrir investigação para recomendar a demissão dos parentes.
Ter esticado o pescoço de seu humilde gabinete na acanhada prefeitura de Maracaju para poder enxergar além de Vista Alegre – sede do clã do Coronel Marcondes – embora a mais importante não é a única lição que o mais ilustre descendente de Maria Amada, o agora governador Reinaldo Azambuja, dá ao presidente de honra da portentosa Unigran, Murilo Zauith, que desde que entrou para a política se recusa peremptoriamente a esticar os olhos para além dos limites do Parque das Nações.
“Sem nós, a presidenta não faz nada! Não pensem vocês que estamos de brincadeira. Esses soviéticos não aprendem... Lembram que tentaram enrolar o PTB, logo com quem? – o cobra criada Jefferson, que os botou para correr. Sei que o plano da presidente (a) é combater nosso excesso de poder. Não adianta; em nosso ‘blocão’, além dos ‘nanicos’, nós temos os grandes mestres, os faixas pretas do país: Sarney, o eterno, a fênix Renan, e agora o implacável Eduardo Cunha, tantos... Estamos no Executivo, sim, mas o comandante Temmer não sacia nossa fome. E o Temmer é o tipo de vice que ‘não aporrinha’, mas nós aporrinharemos, sim.
Foi, no mínimo, de uma ingenuidade oceânica a primeira ação internacional daquele que se apresenta como a grande promessa de empreendedorismo no secretariado de Reinaldo Azambuja, o secretário de governo do tão badalado sistema S/Fiems, Eduardo Riedel. Uma gafe histórica levar o chefe para uma reunião na residência oficial do presidente paraguaio Horacio Manuel Cartes Jaram. Pra quem não sabe antes de se sentar na cadeira do lendário dom Alfredo Stroessner, Horacio Cartes foi, é e continuará sendo o patrão do tabaco do país Hermano e, como tal, senão maior contrabandista o maior beneficiado pelo produto que substitui o narcotráfico como catalisador de poder no Paraguai.
O ex-presidente Lula e a atual presidente da República, Dilma, cada um a seu tempo, teriam que ter assumido suas responsabilidades nos crimes de corrupção contra a Petrobras. A Constituição Federal claramente permite que a presidente Dilma seja investigada por possíveis envolvimentos nessas corrupções por dolo ou culpa. Infelizmente Janot e Barroso não entenderam assim, quando arquivaram a possibilidade de investigação de Dilma. Abriu-se investigação apenas contra Palocci, que teria sido o intermediário de um empreendimento criminoso com fachada de “doação eleitoral” em 2010, segundo depoimento de Paulo Roberto Costa, que vê isso como um “empréstimo” cobrado após as eleições.
28/03/2015 - 19h03Filósofo usou o Facebook para agradecer as manifestações de carinhoO novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, usou o seu perfil no...
Está na capa de hoje dos dois maiores subordinados impressos de Dourados. E o que é pior, sem nenhum questionamento: o ex-deputado Valdenir Machado, cuja última passagem pela Assembleia foi como suplente, depois de minguados 8577 votos na eleição de 2006, vai comandar a tal “Governadoria Regional”. Governadoria Regional? Que diabos é isso? Cabidão de empregos!
27/03/2015 - 07h29O governador Reinaldo Azambuja foi recebido pelo presidente do Paraguai, Horacio Manuel Cartes Jaram, nesta quinta-feira (26), na residência oficial, e defendeu...
Em depoimento à CPI da Petrobras, nesta quinta-feira, a ex-presidente Graça Foster considerou como "justo" o valor contábil de R$ 88 bilhões referentes a perdas da estatal, conforme balanço da empresa apresentado ao Conselho de Administração da Petrobras em janeiro último. Foster negou, porém, que esse valor corresponda a perdas com corrupção verificadas pela Operação Lava Jato. “Esses R$ 88 bilhões representam o valor justo por conta de uma série de ineficiências, até mesmo por causa de chuva e outros, não são o número da corrupção”, disse. “Eu defendi na ocasião que o mercado deveria ser informado deste valor, mesmo que a metodologia usada para fazer o cálculo seja questionada”, afirmou Graça Foster.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acha que a presidente Dilma Rousseff tornou-se refém de seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o economista de perfil conservador que ela recrutou para dar uma guinada em sua política econômica e equilibrar as finanças do governo.
Se a coisa já não era boa, com a decisão de ontem do STF (Supremo Tribunal Federal), obrigando prefeituras e estados a liquidarem seus precatórios os cabelos de Murilo Zauith devem ficar tão alvos quanto o topo da montanha gelada dos Alpes franceses onde caiu o Airbus da Germanwings, matando cento e cinquenta pessoas.
25/03/2015 - 16h48Júlia Marinho, da bancada evangélica, alega que família composta por dois pais ou duas mães “não logra ampla aceitação social” e pode...
Em queda livre, a presidente conseguiu em pouco tempo aquilo que parecia impossível, arrastar consigo seu partido e o ex-presidente Lula, que passou quase “imaculado” pelo Mensalão. O ex-presidente ameaçou soltar a presidenta na ladeira, caso ela não faça mudanças que ele considera necessárias, a começar por encostar o atual ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
Quem foi que disse que Dourados era a capital do inferno? Ou uma terra arrasada por um furacão (Uragano). Pelo menos no campo da ficção cinematográfica finalmente alguém resolveu fazer valer o nome Owari (ponto final em japonês), com a qual a Polícia Federal denominou a primeira operação na tentativa de pôr fim à corrupção. Embora o filme que começou a ser rodado na cidade no último fim de semana trate do combate ao crime organizado na fronteira, é assim, “em nome da lei” que Dourados vai ser mostrada na telona mundo afora a partir do ano que vem.
O ex-governador André Puccinelli (PMDB) não revela nem assume publicamente, mas nos bastidores de seu dia-a-dia é mais intensa e reveladora a rotina de quem procura manter azeitada a dinâmica do eterno candidato. Seu olhar nas eleições de 2016 é de sintomático interesse. Para alguns de seus amigos e aliados mais próximos, é possível perceber que Puccinelli não se contenta em fazer política apenas como conselheiro e espectador.
A atriz Paolla Oliveira começou a gravar hoje em Dourados as cenas do filme “Em Nome da Lei”, no qual vai interpretar a promotora de Justiça Marines, aliada do juiz Vítor (Mateus Solano) no combate ao crime organizado na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. As gravações começaram no sábado, com cenas de Mateus Solano em um escritório de contabilidade na Rua João Góes, no centro, e correndo e uma rua de terra, ao lado de um hotel desativado, na Avenida Guaicurus.
Tirante os eternos pretendentes petistas, desde que Zeca do PT bateu na trave na primeira eleição em que perdeu para André Puccinelli, e os tucanos, agora em voo mais seguro, decolando da base governamental, todos os que por lá passaram, que se sentaram ou não na cadeira principal, querem retornar.
O quadro de incertezas diante da escassez de lideranças políticas de peso e o dilema administrativo que vive Campo Grande desde o processo de impeachment do prefeito Alcides Bernal (PP), acabaram atraindo o interesse de candidatos do interior que pensam em arriscar a sorte nas eleições municipais do ano que vem na Capital.