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Geraldo Resende e Renato Câmara cacifados para 2018

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05/10/2016 – 11h04

Na pior das hipóteses os deputados Geraldo Resende e Renato Câmara estão com suas reeleições garantidas, já que a exposição em uma eleição municipal serve sempre como recall para a eleição seguinte. Mas é claro que – muito mais Geraldo que Renato – “fominhas” com são, não vão dar o braço a torcer, o tucano já fomentando a necessidade de alguém da região para o preenchimento deste importante espaço, quando questionado sobre a possibilidade de disputar o Senado, e o peemedebista, desde a campanha, já disseminando a ideia de que não vai deixar passar encilhado o cavalo marchador rumo ao Parque dos Poderes.

Com os poucos cabelos que sobraram depois desta eleição já esbranquiçados pelo inexorável correr do tempo, frustrado em seu sonho dourado de administrar a cidade onde – como gosta sempre de lembrar – foi picolezeiro, jornaleiro e engraxate até virar doutor, e, “cansado” de ser deputado federal, Geraldo Resende não esconde que agora vai tentar trocar o salão verde pelo azul, do Congresso Nacional. Até porque serão duas cadeiras que estarão em disputa em 2018 – a que era de Delcídio do Amaral, ocupada provisoriamente pelo sem-votos Pedro Chaves, e a de seu amigo Waldemir Moka. Mesmo que para isso tenha que trocar de partido novamente, aproveitando que o candidato das hostes governistas deve ser o também sem-votos Eduardo Ridel.

Além do recall da eleição de prefeito em que teve a oportunidade de firmar uma posição junto ao eleitorado de sua base política, Geraldo Resende conta com o trabalho formiguinha realizado em todo o estado desde quando foi deputado estadual. Foi nesse período, como secretário de saúde do governo Zeca do PT que ele aproveitou para fincar uma estaca em cada município, depois, nos quatro mandatos como federal, pavimentando pacientemente com seu famoso “tratorzinho” o caminho para o Senado e – por que não? – quem sabe até para o governo do Estado. Claro que ele achava interessante uma parada na prefeitura de Dourados, o que não significa que fosse uma parada obrigatória. Pelo contrário, como oposição, dependendo da performance da administração Délia Razuk, dá até para fazer o que mais gosta – muito barulho.

Da mesma forma o deputado estadual Renato Câmara, que aproveitou esta mesma disputa para conseguir a certificação digital para a sua cidadania douradense. Aliás, depois de Délia Razuk, o maior vencedor desta eleição. Ocupando o espaço no PMDB que era de Geraldo, com seu feeling apuradíssimo (um Ari Artuzi com diploma), Renato vai longe na política estadual. Na pior das hipóteses, como dito no início, garantiu sua reeleição para estadual, mas se cacifando desde já federal, devendo, para não fugir a regra, tentar de novo a prefeitura, até que chegue o escorregão fatal de André Puccinelli na lama asfáltica para, aí, sim, começar a arrancada para o Governo.

Lógico que terão de combinar isso tudo com Murilo Zauith, que jura (mas ninguém acredita) que vai pendurar as chuteiras depois que passar o bastão a Délia Razuk, mesmo assim se colocando naturalmente como a maior referência da oposição, e com a nova prefeita, que, independentemente das intempéries, assume o comando de todo o processo político. No mais, depois do fiasco da campanha de Geraldo Resende, tirante João Grandão poucos são os que poderão continuar se arvorando líder político. Do “coronel” Zé Teixeira, passando por George Takimoto, Barbosinha, até chegar a cabos eleitorais que se vangloriavam tudo entender de política, mas que pelo jeito tudo desaprenderam e que terão que se contentar em continuar sobrevivendo de sinecuras governamentais, como é o caso do ex-deputado Valdenir Machado e tantos outros repetidamente reprovados pelas urnas.

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Deputados Geraldo Resende e Renato Câmara

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