07/10/2016 – 09h16
No que depender da “companheirada” douradense o PT pode estar muito próximo de realizar um feito que nem Lula, lá, conseguiu, com mensalão, petrolão e tudo mais – o de se manter no poder pelo menos por 20 anos para a implantação das mudanças que Brasil precisava, isto pela ótica do grande ideólogo Zé Dirceu, que depois de puxar cana por um bom período no presídio da Papuda, em Brasília, agora lidera a cúpula partidária presa em Curitiba. Para isso, basta que a prefeita eleita Délia Razuk ceda às fortes pressões de uma aguerrida ala fisiologista incrustrada na administração Zauith, embora oficialmente o partido tenha se coligado com o peemedebista Renato Câmara.
Desde de 2001, os oito anos do generoso professor Laerte Tetila, o primeiro prefeito a ter direito a reeleição, período em que aconteceu um dos maiores inchaços da folha de pagamentos, graças aos concursos de que tanto se gaba hoje a militância. Depois, na administração Ari Artuzi, a prefeitura sendo tomada de assalto por uma gangue petista. Lembrando que toda a desgraceira do Valdecir começou quando ele adotou como padrinhos políticos o senador Delcídio do Amaral e o deputado Vander Loubet. Prova disso que seu secretário de governo e exímio “operador” do sistema desbaratado pela Polícia Federal era Darci Caldo, homem da confiança do sobrinho de Zeca do PT e que batia um bolão com o engenheiro Jorge Hamilton Torraca, o secretário – encarregado das medições – de obras convertido ao petismo na administração Tetila e que ficou famoso durante a Uragano pelo didatismo com que explicava como se desviavam os recursos das famigeradas emendas parlamentares.
Com Murilo Zauith a sobrevida petista se deu ante a alegada necessidade de uma ampla coalizão para a reconstrução da cidade no pós-Uragano. Além da vice-prefeita Dinaci Ranzi, o retorno, ops!, aos postos de comando da secretaria de assistência social – a que tem o maior poder de mobilização popular – do triunvirato Ledi Ferla-Conceição Barbosa-Ivonete Ferreira. Mais tarde, encaixando-se também, na secretaria de agricultura família, o “companheiro” Landmark Rios, que por aqui se abancou, primeiro, como coordenador de campanha do finado Artuzi.
Agora, sonhando com mais quatro, quem sabe até mais oito anos, o desespero, que beira à histeria, pelo apego ao poder, estampado nas redes sociais, o que deve estar deixando assustada a prefeita eleita. Ontem, por exemplo, uma simples nota na coluna “Rapidinhas”, aqui no blog, informando, jornalisticamente – é bom que se diga – que em Dourados o PT foi salvo pelo gongo, e, veja bem, apenas, repercutindo a comemoração da vitória de Délia Razuk pela secretária Ledi Ferla e seu séquito, no Facebook, foi o suficiente para fazer as “companheiras” entrarem em desespero, com palavras de baixo calão e ofensas gratuitas a todos que delas divergiam, tanto que alguns comentários precisaram ser deletados. O que é bom, aliás, pois que serve de “cartão de visitas” para ser anexado ao currículo das obreiras petistas que se acham insubstituíveis no trabalho de assistência social. Senão insubstituíveis, pelo menos a caminho do Guinness Book como as mais longevas petistas em postos de comando no serviço público.
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