Além das notícias do Brasil e do mundo, aqui compartilhadas, tudo sobre os bastidores da política em Dourados e no Mato Grosso do Sul, com textos inéditos em artigos, entrevistas e comentários de Valfrido Silva e colaboradores.
Coordenado ou ordenado por alguém, que seria da tropa de choque da Lava Jato, e não apenas ideia do filho de seu amigo e comparsa Nestor Cerveró, o que isso muda no escandaloso flagrante que levou o senador Delcídio do Amaral ao xilindró? Pior, no que essa possível irregularidade na coleta de provas ameniza as gravíssimas acusações de que estava tudo acertado com ministros do STF para que aliviassem a situação dos ladrões do Petrolão?
Só mesmo a possibilidade de um escorregão, que pode ser fatal, na lama asfáltica espalhada em Campo Grande pela empreiteira do cunhado “cheio de charme” João Amorim para justificar um retorno de Nelsinho Trad aos braços de André Puccinelli. Como prefeito da capital, o agora petebista foi sempre humilhado pelo então governador. Como candidato a sucessor do “chefe”, foi traído por Puccinelli, que por baixo dos panos, direcionou votos para o agora presidiário Delcídio Amaral.
Está tudo acertado, só faltando bater o martelo para que o governador-censor Reinaldo Azambuja anuncie, oficialmente, seu apoio à candidatura de Geraldo Resende à prefeitura de Dourados. Quem conduz as negociações é o plenipotenciário chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, cujo chefe de gabinete Flávio Brito é o braço direito do deputado peemedebista. Aliados de primeira hora como o demo Zé Teixeira, o tucano Marçal Filho e afins vão continuar chupando o dedo.
“Parece que alguém anda duvidando do peso da assinatura do chefe maior”. Alfinetada da “Felpuda” do Correio do Estado de hoje no governador-censor Reinaldo Azambuja, a propósito do atraso na liberação da verba para o carnaval corumbaense. Não só do peso da assinatura, como da palavra. Deputados principalmente, a quem o governador promete, passa ordens, mas que não são cumpridas pelo segundo escalão.
O PMDB com seus candidatos a prefeito saindo pelo ladrão, tanto que a cada dia aparece um novo tertius (o último deles, o vice-prefeito Odilon Azambuja); o demo Zé Teixeira, sempre sem-votos (para este tipo de empreitada), com a velha ladainha do “Blocão”, com a costumeira arrogância de não abrir mão de comandar o processo, alimentando o sonho de outro sem-votos (José Carlos Barbosinha), mas já apartando quantas boiadas forem necessárias, na torcida de que seja ele próprio o ungido para enfrentar meia dúzia de nanicos que se se cotizarem talvez consigam umas ninharias para pagarem (não mais) que os famigerados santinhos; Murilo Zauith, o homem da “máquina”, de braços cruzados, esperando passar a procissão, mesmo assim só para carregar um pouquinho o andor como forma de penitência por não ter conseguido transformar as avenidas centrais no tão sonhado tapete betuminoso, até para não derrapar, também, na escorregadia lama asfáltica.
24/01/2016 - 07h22O promotor de Justiça de São Paulo Cassio Conserino considera ter obtido indícios suficientes para denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da...
Aqui se faz, aqui se paga. O ex-governador André Puccinelli judiou tanto de Ari Artuzi com a história de que o ex-prefeito uragânico tomava gardenal estragado que agora pode ser ele a precisar reforçar a dose, senão deste medicamento, indicado para quem tem problemas mentais, de algum ansiolítico porreta. Principalmente se seu lugar-tenente Edson Giroto e o empresário João Amorim voltarem ao xilindró nas próximas horas, conforme expectativa nos meios forenses.
Essa história de “blocão”, ou seja, uma vã tentativa de lançamento de chapa de consenso – pelo menos entre os partidos em condições de disputa – para a prefeitura de Dourados só pode ser coisa dos eternos sem-votos, mas sempre muito endinheirados, que insistem em pôr um capataz para administrar a cidade como se fossem suas fazendas. Além do que, antidemocrático, como é próprio onde impera o poder dos botinudos da política. Vou destrinchar o assunto, aqui no Blog, na semana que vem.
“Com a ascensão do PSDB ao poder e como detentor da máquina (o grifo é do blog), todos vislumbram contar com o apoio de Azambuja para vencer as eleições”. Pode parecer óbvia, até pelo tom informativo e sem a pretensão de entrar no mérito da intrincada questão, a colocação de Zana Zaidan, na página política do Correio do Estado da última segunda-feira, mas não deixando de escancarar a desfaçatez a que chegou, com raríssimas e honrosas exceções, a classe política estadual.
Só para não perder a piada do texto anterior, nem foi preciso baixar o espírito do capitão Nascimento, de Vagner Moura, em “Tropa de Elite”, pedindo para Dilma sair. Tanto ela como como o capo Lula ficarão de fora das inserções do PT na TV a partir de fevereiro. Quem pediu para que saíssem? O próprio partido, que diz ter decidido priorizar a defesa da imagem da sigla, abalada pelos escândalos do mensalão e do petrolão.
A presidente Dilma Rousseff mandou seu chefe da Casa Civil, Jacques Vagner, convidar o ator global Wagner Moura para compor seu Conselhão político, provavelmente em lugar do pecuarista José Carlos Bumlai, preso da Lava Jato. Até aí tudo bem. O problema é se já na primeira reunião do grupo, no final do mês, baixe o espírito do capitão Nascimento, personagem de Moura em Tropa de Elite, com seu bordão, quando na presença de um combatente fraco, e grite: Pede pra sair, Dilma!
Não bastassem os indesatáveis nós que o prendem aos ex-gerentes de banco Ivanildo Miranda e Sérgio de Paula, que podem levá-lo a cair na vala comum da lama asfáltica, onde adversários estão sendo enterrados pela força da lava jato, falta ao governador-censor Reinaldo Azambuja tucanos com maior envergadura para competirem este ano nas eleições municipais dos principais redutos eleitorais, como Campo Grande e Dourados. É que sem essa base de apoio babau retorno, em 2018.
Azarão, Reinaldo Azambuja virou governador pela combinação de vários fatores, como a desgraceira que já se abatia sobre o adversário e franco favorito, Delcídio do Amaral, e o acerto do marketing na promessa da tal “mudança de verdade”, embalada pelo “agora vaaaaai”. Passado o primeiro ano, somados, os índices de bom e ótimo sequer chegam perto dos 50%. Por isso, o governador tirou férias, para refrescar a cuca e, no retorno, ops!, dar uma chacoalhada geral.
Tecnicamente a propaganda do governo tucano é quase perfeita. Mas de que adianta, se as intenções mostradas exaustivamente, principalmente na tela da TV, à custa de milhões que poderiam ser melhor empregados em ações, efetivas, como na tal caravana da saúde, não se convertem em resultados práticos? E a popularidade do governo óh... como diria Chico Anísio juntando o polegar com o fura-bolo. Por isso, os comunicólogos importados já estariam batendo em retirada.
Boiadeiros com medo de uma amazona? Pode ser este um dos motivos dos atritos entre o Secretário de Governo e Gestão, Eduardo Riedel, e o gestor político do governador-censor Reinaldo Azambuja, Sérgio de Paula. A contagiante simpatia, escancarada no belo sorriso de Rose Modesto, a moça que saiu de Culturama determinada a ser prefeita da capital é vista com uma ameaça aos interesses conservantistas do agronegócio.
O Palácio do Planalto comemorou nesta quarta-feira, 20, a manutenção da taxa básica de juros em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Nos bastidores, auxiliares da presidente Dilma Rousseff disseram que o momento é de "travessia" para a retomada do crescimento, a partir do segundo semestre, e, se os juros subissem, o pessimismo com a economia aumentaria na mesma proporção.
Não é de hoje que prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), e o promotor de Justiça, Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, são personagens de discussões e polêmicas. Saldanha é responsável por pedido de afastamento de Bernal, e, desde então, se tornou alvo de críticas do prefeito.
Não é preciso ser expert no assunto para deduzir as razões do descontentamento do pessoal do agronegócio, cujo representante no governo é o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, e o todo-poderoso chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula. A questão é saber se na hora de tomar partido o governador-censor vai ficar do lado da classe da qual se diz representante ou se vai se curvar ao pragmatismo dos retornos, ops! da “gestão política” de Paula.
“A turma do agronegócio, ligada ao Reinaldo, anda irritada com o Sérgio de Paula. Parece que o governador também, mas não tem como se livrar dele, por conta das ligações do passado. O Riedel principalmente”. A informação é de um colega de profissão, pelo Facebook (inbox, claro). Só para o leitor entender como surgem as pautas para o Blog. E por que é assim? Porque a redação onde o colega trabalha, se não está sob censura, como este blog, está recebendo tufos de dinheiro.
Tido como reserva moral do partido, douradense da melhor cepa, o vice-prefeito Odilon Azambuja parece ter saído da confortável posição de espectador do processo eleitoral – e da administração – para entrar na briga sucessória de Murilo Zauith. Sempre relutante (pelo menos da boca pra fora), ultimamente ele vem dando sinais de que se continuar o tiroteio que vem aniquilando candidaturas peemedebistas ele pode repensar a possibilidade de colocar seu nome à disposição do PMDB.